Mato Grosso

Vencedores do HackaMT desenvolvem projeto para redução do desperdício de vacinas

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Diminuir o descarte de vacina na rede pública de saúde. Esse é o grande objetivo do projeto “Imunize-me”, que venceu o HackaMT-edição Pantanal, maratona tecnológica que reuniu, em Cáceres, 10 equipes para propor soluções para problemas do poder público.

A equipe vencedora elaborou o projeto no último final de semana, durante a realização do HackaMT. O evento foi realizado de forma colaborativa pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e diversos parceiros.

O time vencedor desenvolveu, por três dias, um sistema de controle de vacinas que visa reduzir o desperdício de imunológicos. Intitulado “Imunize-me”, o projeto tem o objetivo de diminuir o descarte de doses de vacina tanto por vencimento quanto para as multidoses.

Funcionando a partir do controle sobre o agendamento disponibilizado para os pacientes, as unidades de saúde conseguiriam mensurar o tamanho do público atendido em determinado dia, semana ou mês. Dessa forma, poderiam ser separadas doses excedentes que seriam levadas a outras locais.

Através da rede de comunicação proposta, as unidades próximas seriam alertadas caso já houvesse um frasco aberto em outra unidade e, se possível, seria feito o redirecionamento do paciente até o local.

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A equipe vencedora foi formada por Geovana Carolina Mendes Costa, Gustavo Gonzaga, Weslley Jean Ferreira Pereira, Larissa Marques e Leo Walker. O time ficará responsável pela continuidade do desenvolvimento do projeto. Para isso, eles receberão cinco Bolsas de Desenvolvimento Tecnológico (BDT-3), com um período vigente de até 12 meses, um investimento do Governo do Estado de R$ 91,2 mil através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Segundo Geovana, uma das ganhadoras, o evento foi recompensador. “Foi muito especial. Eu cresci mentalmente, ganhei experiência e fiz muitos amigos. Os mentores do evento foram todos excepcionais e a nossa equipe se dedicou muito. Agora vamos para cima terminar o projeto”, afirmou.

A superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e Inovação da Seciteci, Cláudia Rosa, avalia que o HackaMT, além de ter mobilizado e potencializado as ações do ecossistema local de inovação, apresentou uma solução de fato inovadora para a área de saúde de Cáceres.

“Agora a Seciteci vai implementar uma trilha de capacitação para a equipe vencedora desenvolver esta solução a ser entregue à Prefeitura”, completou a superintendente.

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O HackaMT – edição Pantanal – é uma iniciativa da Seciteci em parceria com a Fapemat, Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Prefeitura Municipal de Cáceres, Almáz Inovação, Parque Tecnológico Mato Grosso, entre outros atores do ecossistema de inovação estadual.

O tema proposto para esta edição da maratona foi sugerido a partir da discussão com a Prefeitura Municipal de Cáceres. Programadores, designers e empreendedores participaram do evento que teve 100 inscritos.

A coordenadora do HackaMT, Mari Borges, afirma que a escolha do tema foi uma oportunidade valiosa de mobilizar a inteligência coletiva em torno de um dos maiores desafios sociais do município.

Esta foi a segunda edição em Cáceres. O HackaMT também já foi realizado em outras regiões do Estado, como Água Boa, Querência e Nova Mutum. Outras edições ainda acontecerão em 2025.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sema orienta cerca de 300 pequenos produtores em Querência sobre como regularizar suas propriedades

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) reuniu nesta terça e quarta-feira (28 e 29.4), no município de Querência, aproximadamente 300 pequenos produtores para repassar orientações sobre as providências a serem adotadas para regularização ambiental de suas propriedades no Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental (Simcar Assentamento). Os encontros, promovidos nos assentamentos Pingos D’Água e Brasil Novo, reuniram moradores de cinco comunidades.

A mobilização foi viabilizada por meio de uma parceria do órgão ambiental com a Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura do município de Querência, Instituto Mato-grossense de Carne (Imac) e Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI).

Com uma área total de 139.178 hectares, os cinco assentamentos localizados em Querência possuem 1.512 propriedades e registram um percentual de 15,81% de vegetação nativa. O restante é composto por áreas de uso consolidado (49,44%), que foram desmatadas e utilizadas antes de 2008, e de uso antropizado do solo (34,18%), qualquer área onde a vegetação nativa foi removida ou modificada após 22 de julho de 2008, marco temporal previsto no Código Florestal.

As cinco comunidades possuem 158 nascentes mapeadas e estão com embargos emitidos pela Ibama e Sema em várias propriedades.

O diagnóstico foi elaborado pelo Imac com base em dados do Sistema de Cadastro Ambiental (Car Digital 2.0) e produtos cartográficos do Geoportal da Sema.

Segundo a secretária-adjunta de Gestão Ambiental da Sema, Luciane Bertinatto, o primeiro contato com os moradores das comunidades rurais no município de Querência foi positivo e marcou o início da articulação para a regularização fundiária e ambiental dos cinco assentamentos.

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“Foram firmadas tratativas para assinatura de um acordo de cooperação técnica com o município, Imac, Incra e associações para viabilizarmos a regularização ambiental dessas propriedades e solução dos embargos. Vamos buscar também o envolvimento do Ibama”, informou a secretária-adjunta de Gestão Ambiental.


Assentamento Brasil Novo

O prefeito municipal de Querência, Gilmar Wentz, ressaltou a importância de a Sema ir até os assentamentos para levar informação e orientação aos pequenos produtores “A regra está imposta no Código Florestal, existe uma metodologia a ser seguida e todos precisam se adequar. Os produtores rurais precisam ser orientados e entender que por mais que Mato Grosso seja grande em soja, milho e algodão, existem culturas alternativas que poderão ser utilizadas para recomposição florestal”, afirmou.

Moradora do assentamento Pingos D´Água, Maria das Graças Lopes Gouveia, 72 anos, conta que mora na comunidade há 27 anos e que o seu maior sonho é conseguir regularizar a sua propriedade. “Depois de tudo que a gente passou aqui, o que ainda está atrapalhando é o embargo do assentamento. O meu sonho é regularizar a minha propriedade para a gente trabalhar em paz”, disse.

Dona de uma área de 62 hectares, Maria das Graças revelou que mantem preservada a área próxima ao rio e sabe da importância de proteger a reserva legal. “Eu nasci na roça e meu pai sempre ensinou que tem que proteger a água, pois precisamos dela para viver. Não tiramos nada de árvore do fundo do nosso lote, onde passa o rio”, assegurou.

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Nessa quarta-feira (29), a secretária adjunta de Gestão Ambiental também se reuniu com médio e grandes produtores no Sindicato Rural . O objetivo foi explicar as funcionalidades do CAR Digital 2.0.

Simcar Assentamento

Lançado em novembro do ano passado pelo Governo de Mato Grosso para impulsionar a regularização ambiental, o módulo Simcar Assentamento já tem a adesão de oito municípios.

Além de Querência, também existem articulações para viabilização da regularização ambiental de assentamentos em Tangará da Serra, Barra do Bugres, Nova Olímpia, Alto Paraguai, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Várzea Grande. Em todas essas cidades, estão sendo firmados acordos de cooperação técnica com a participação de várias instituições para auxílio aos pequenos produtores.

O módulo Simcar Assentamento possibilita ao Incra e Intermat, órgãos fundiários, efetuar diretamente o cadastro ambiental rural do projeto de assentamento no sistema utilizado pela Sema para análise e aprovação do perímetro.

Após essa análise, é realizada a inclusão da malha de lotes com a individualização de cada beneficiário para que a Sema efetue de forma automatizada o Cadastro Ambiental Rural (CAR) de cada lote.

Com a aprovação do CAR por lote, o imóvel rural que tiver passivo ambiental, seja de área de reserva legal ou de área de preservação permanente, deve assinar o termo de compromisso com o órgão ambiental para recuperação da área degradada em déficit.

Fonte: Governo MT – MT

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