As ações da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) alusivas ao Maio Laranja, mês de prevenção e combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, prosseguem até o dia 28 deste mês, quando será realizado o webinar “Escola que Olha, Protege”. A transmissão ocorre a partir das 9h (horário de Cuiabá), via canal da Seduc no YouTube.
Segundo Patrícia Carvalho, coordenadora de gestão da Rede Estadual, o webinar visa sensibilizar a comunidade escolar, a partir do protagonismo dos estudantes, sobre a importância de promover espaços e práticas pedagógicas preventivas no ambiente escolar.
“O webinar também visa ampliar o conhecimento sobre os mecanismos de denúncia e as instituições da rede de proteção social, garantindo que crianças e adolescentes compreendam seus direitos e para que possam desenvolver comportamentos protetivos diante de contextos de violência”, explica Patrícia.
Ela observa que o Núcleo de Mediação Escolar, desenvolve atividades continuas de orientação e apoio às unidades escolares no desenvolvimento de temáticas voltadas à promoção da cidadania, da prevenção das violências e outras ações alinhadas na perspectiva dos direitos humanos.
“Orientamos gestores e educadores que o desenvolvimento de trabalhos contínuos e a inclusão de temáticas transversais na agenda educacional são partes essenciais e determinantes para a construção de rotinas escolares pautadas pelo acolhimento, prevenção, proteção social, respeito e segurança”, completa a coordenadora.
Para a Seduc, a exemplo das práticas e ações realizadas pelas escolas, um desfile realizado na última quarta-feira (14), em Mirassol do Oeste, pelos estudantes da Escola Estadual Padre José Anchieta foi uma demonstração de consciência social.
Ao percorrer a principal avenida da cidade com cartazes e palavras de ordem, os jovens não apenas expressaram suas preocupações, mas também mobilizaram a comunidade em torno de um tema fundamental, que é a proteção de crianças e jovens.
“Nossa meta é despertar na sociedade a consciência e o engajamento capazes de transformar a realidade ao seu redor, contribuindo para que o ambiente seja o mais seguro possível, especialmente o ambiente escolar”, conclui Patrícia Carvalho.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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