Mato Grosso

Seduc intensifica ações de gestão e acompanhamento do Saeb 2025

Publicado em

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) promoveu, nesta quinta-feira (2.10), mais uma ação estratégica de planejamento para o Saeb 2025, Sistema de Avaliação da Educação Básica, que será aplicado entre os dias 20 e 31 de outubro em todo o país.

A atividade reuniu, presencialmente, os 13 diretores regionais de educação e seus adjuntos para a construção do Plano Estratégico de Gestão da Aplicação e Monitoramento do Saeb 2025.

Em todo o país, o Saeb é aplicado por instituição contratada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que é ligado ao Ministério da Educação (MEC), seguindo regulamentos e procedimentos de monitoramento padronizados em nível nacional.

No entanto, o objetivo da Seduc com a Sala de Situação é oferecer um espaço de monitoramento em tempo real que permitirá apoiar decisões rápidas e eficazes das Diretorias Regionais de Educação (DREs) durante a aplicação das provas.

Desde o início do ano a Seduc vinha desenvolvendo ações como o Movimenta Saeb, EduMotivação: Rumo ao Topo, Simulado Movimenta Saeb, Mira na Meta, Intensivo 90 Dias – Foco Saeb, Giro pelas Escolas, entre outras iniciativas.

Leia Também:  Sema promove capacitação para fortalecer protagonismo de comunidades tradicionais no REDD+

O secretário de Educação, Alan Porto, destaca que a liderança dos diretores regionais e gestores escolares será determinante para o sucesso do Saeb 2025.

“Não se trata apenas da aplicação de uma prova. É uma ação estratégica que valoriza professores, coordenadores e diretores como protagonistas no planejamento pedagógico, além de estimular os estudantes a se reconhecerem como parte de um grande projeto coletivo”, avalia.

Para o secretário, o envolvimento das famílias e da comunidade escolar será essencial para garantir presença, motivação e foco nos estudos até o período da avaliação.

“A intenção é que vejam o Saeb não apenas como uma prova, mas uma oportunidade de mostrar o quanto aprenderam e de contribuir para que a educação pública em Mato Grosso avance ainda mais. O desempenho de cada escola, de cada aluno, ajuda a revelar conquistas, identificar desafios e fortalecer caminhos para uma aprendizagem cada vez melhor”, concluiu.

Em Mato Grosso, participarão desta edição do Saeb 526 escolas da Rede Estadual, 662 escolas das redes municipais, 19 unidades federais e 190 escolas da rede privada, totalizando 1.397 escolas em todo o estado.

Público-alvo e áreas avaliadas

O Saeb 2025 será aplicado, de forma censitária, aos estudantes do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e da 3ª série e 4ª série do Ensino Médio (no caso das escolas com ensino técnico integrado). Já o 2º ano do Ensino Fundamental participa por amostragem.

Leia Também:  Gestores municipais podem se inscrever no Prêmio Cidades Inovadoras até 31 de agosto

As áreas de conhecimento avaliadas são: Língua Portuguesa (todas as etapas, censitária e amostral), Matemática (todas as etapas, censitária e amostral), Ciências Humanas (aplicação amostral) e Ciências da Natureza (aplicação amostral).

Além das provas, haverá aplicação de questionários contextuais destinados a professores, diretores, secretários municipais de Educação e familiares, que servirão para complementar os dados de desempenho com informações socioeducacionais.

Resultados e metas

Essas iniciativas, segundo a Seduc, buscam não apenas mobilizar a rede, mas também garantir novos avanços no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em 2023, Mato Grosso alcançou nota 5,8 nos anos iniciais do Ensino Fundamental (Rede Pública), 4,8 nos anos finais e 4,2 no Ensino Médio da Rede Estadual, o que fez o estado saltar da 22ª para a 8ª posição no ranking nacional do MEC para o Ensino Médio

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

Published

on

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

Leia Também:  Sedec e Sefaz assinam termo de cooperação para reforçar fiscalização de mineração em MT

Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Leia Também:  Polícia Militar prende três suspeitos por furto a residências no interior de MT e recupera veículo

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA