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Obras do Rodoanel avançam com lançamento de vigas em viaduto na MT-251

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As obras de implantação do Rodoanel seguem avançando em Cuiabá e Várzea Grande. Neste sábado (25.1) e domingo (26.1), será realizado o lançamento das vigas do viaduto sobre a MT-251, a estrada que dá acesso a Chapada dos Guimarães.

Com o lançamento das vigas, o novo viaduto começa a ganhar forma, já que sobre elas serão construídas as pistas por onde os carros irão trafegar futuramente. Não haverá interdições no trânsito local, que continuará funcionando com um pequeno desvio durante a operação.

O Rodoanel de Cuiabá e Várzea Grande será uma importante alternativa para melhorar o trânsito da região metropolitana. A primeira etapa da nova rodovia, que está sendo construída em uma parceria entre o Governo de Mato Grosso e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), ligará as BRs-163/364 em Várzea Grande até a rodovia MT-251, em Cuiabá.

A obra vai permitir que o trânsito de caminhões pesados seja desviado do perímetro urbano das duas maiores cidades do Estado. Isso vai permitir uma viagem mais rápida para quem está na estrada e também aliviar o fluxo de veículos dentro das cidades.

O orçamento inicial da obra é de R$ 206 milhões, sendo que o Governo Federal ficou responsável por 60% do valor e o Estado por 40%. No entanto, Mato Grosso é responsável por arcar com desapropriações e reajustes, o que pode elevar o valor do investimento para até 60% do valor final da obra.

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Esta primeira etapa do rodoanel terá 21,5 km de extensão, com pista duplicada em concreto. Também serão construídas uma série das chamadas obras de arte especiais, como viadutos e pontes, para garantir o trânsito rápido pela pista. Neste momento, o Consórcio está avançando com a execução da terraplanagem do lado de Várzea Grande.

O viaduto construído sobre a MT-010 (Estrada da Guia) está 99% concluído, na fase de execução da estrutura utilizada para conter o aterro do encabeçamento, ou seja, os acessos até as pistas do viaduto.

As duas novas pontes sobre o Rio Cuiabá, uma para ida e outra para volta, estão com 98% da estrutura pronta. No momento, o Consórcio responsável pela obra está executando a concretagem da laje. Isso significa que estão concretando o local por onde os carros vão passar.

Ainda estão em execução a construção de duas passagens de nível, em locais de grande movimentação, sendo uma próxima ao Bom Futuro e outra próxima ao Arautos do Evangelho.

Ainda haverá um viaduto no encontro com a BR-163/364 em Várzea Grande, e uma trincheira na MT-400, ou Avenida Antárctica.

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Ainda está prevista a construção de outra parte do Rodoanel, ligando da MT-251 até a BR-070/163/364 em Cuiabá, depois do Distrito Industrial. Esse trecho inclui a construção de pontes sobre o Rio Coxipó e sobre o Rio Aricá, outro viaduto no encontro com a rodovia federal. Com este outro trecho, o Rodoanel de Cuiabá e Várzea Grande chegará a 52 km de extensão.

Histórico

As obras do Rodoanel começaram em 2006 em uma parceria entre Governo Federal e Prefeitura de Cuiabá. Até 2009, foram construídos nove quilômetros da rodovia, em pista simples, entre a Estrada de Chapada e a Avenida Antarctica. As obras foram paralisadas em 2011, com denúncias de irregularidades.

Após anos de vários anúncios, mas com obras que nunca saíram do papel, a atual gestão do Governo do Estado destravou a obra, colocando recursos financeiros para que ela pudesse ser retomada e concluída.

Entre os anos de 2019 e 2020 foi realizado um trabalho pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), que solucionou uma série de entraves jurídicos para poder lançar o edital de licitação e retomar as obras. O reinício se deu em 2021, com a assinatura da ordem de serviço.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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