Mato Grosso

Mato Grosso reduz em 87% o índice de roubo de veículos nos últimos 10 anos

Publicado em

Mato Grosso apresentou redução de 87% no roubo de veículos nos últimos dez anos, em uma comparação entre os primeiros seis meses de 2015 e de 2025, conforme balanço do programa Tolerância Zero contra as facções criminosas.

De acordo com os dados do Observatório de Segurança Pública (OBS), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), os registros caíram de 1.948, em 2015, para 246, em 2025, na análise estatística dos dois períodos.

A análise mostra, ainda, que o índice de furto de veículos também apresentou queda de 53%. De 1.817 registros no primeiro semestre de 2015, despencou para 863 nos primeiros seis meses deste ano, ou seja, 954 veículos furtados a menos nos primeiros seis meses de 2025.

Ao comparar o primeiro semestre de 2019 com o mesmo período de 2025, os dados mostram que os índices se mantiveram em queda. De 2019 para 2025, por exemplo, a redução foi maior ainda, de 77%. O número de furto de veículos caiu de 1.074, em 2019, para 246 no primeiro semestre de 2025.

Leia Também:  Governo de Mato Grosso paga salário dos servidores estaduais nesta terça-feira (29)

Para o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, a redução de roubo e furto de veículos é mais um exemplo do compromisso do Governo de Mato Grosso de reprimir todas as modalidades de violência e levar cada vez mais segurança à população.

“Nossos valorosos policiais, civis e militares, estão nas ruas empenhados no enfrentamento às facções criminosas. Desde 2019, o governador Mauro Mendes tem feito grandes investimentos em todas as áreas da Segurança Pública, e os índices criminais, como os cidadãos podem ver, reduzem ano a ano. Estamos mais protegidos e trabalhamos para que essa sensação de segurança se torne maior”, avaliou.

Roveri também destacou que o programa Tolerância Zero veio para intensificar o trabalho das forças de segurança. “Além de aumentar as ações de repressão às facções com operações ostensivas e reforçar a segurança nos presídios, a Tolerância Zero criou um importante canal de comunicação com a sociedade, com o Disque Extorsão”, apontou.

O canal do Disque Extorsão é o 181, número por meio do qual, com garantia de sigilo de identidade e telefone, os cidadãos podem denunciar crimes praticados por facções e todas as modalidades de violência.

Leia Também:  Inscrições abertas para palestra sobre planejamento estratégico em Pontos de Cultura


O programa Tolerância Zero às Facções Criminosas foi lançado em 25 de novembro de 2024, em um pacote de medidas integradas que intensificou as ações das forças de segurança para combater todos os tipos de crimes e para a proteção e a defesa do cidadão de Mato Grosso. Dentro do programa, houve também o desmembramento dos sistemas Prisional e Socioeducativo da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), que passaram a integrar a nova Secretaria de Justiça (Sejus).

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

Published

on

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

Leia Também:  Governo de Mato Grosso paga salário dos servidores estaduais nesta terça-feira (29)

Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Leia Também:  Revista de Educação C&T ultrapassa fronteiras de Mato Grosso e reúne mais de 30 pesquisas científicas

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA