O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na manhã desta terça-feira (25.3), o desencarceramento de uma vítima presa às ferragens após um acidente de trânsito envolvendo três veículos de carga na BR-163, no perímetro urbano do município de Sorriso (a 398 km de Cuiabá).
O 5º Batalhão de Bombeiros Militar (5º BBM) foi acionado via 193 e prontamente se deslocou até o endereço. Ao chegar, a equipe constatou que havia ocorrido uma colisão entre três veículos de carga, sendo uma carreta e dois caminhões, e que, no momento do acidente, apenas os motoristas estavam nos veículos.
Durante o atendimento, os militares identificaram uma vítima presa às ferragens em um dos veículos envolvidos. A equipe do 5º BBM realizou o desencarceramento com o uso de técnicas específicas, conseguindo retirar a vítima e, em seguida, encaminhá-la para uma unidade hospitalar para avaliação médica.
Durante a ação foi constatado que um dos condutores dos caminhões envolvidos estava caído ao solo, já sem sinais vitais. O motorista do terceiro veículo envolvido não necessitou de atendimento.
A operação contou com apoio da Concessionária Rota do Oeste e da Polícia Rodoviária Federal, que assumiu a responsabilidade pelos demais procedimentos necessários.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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