Mato Grosso

Centro estadual de odontologia completa 20 anos com mais de 12 mil atendimentos a pacientes com deficiência em MT

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O Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope), da Secretaria de Estado de Saúde (SES), atendeu 12.184 pacientes desde junho de 2005, quando abriu as portas. Foram 84.060 atendimentos odontológicos, com 288.769 procedimentos até maio deste ano.

A unidade especializada comemora, nesta segunda-feira (30.6), 20 anos de atividade. O Ceope foi criado com o objetivo de garantir à pessoa com deficiência (PcD) dos 142 municípios do Estado o acesso humanizado à assistência odontológica e a outros serviços de saúde. Os atendimentos oferecidos são disponibilizados via Sistema Estadual de Regulação (Sisreg).

“O Ceope conta com cinco consultórios odontológicos e uma estrutura moderna para atender bem a população em nosso Estado. Por isso, parabenizo toda a equipe pelo aniversário e que continuem prestando esse excelente trabalho”, disse o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

A instituição presta assistência odontológica de média e alta complexidade de forma ambulatorial especializada (com imobilização protetora), hospitalar (sob anestesia geral na Santa Casa) e atenção domiciliar em Cuiabá e Várzea Grande.

O número de pacientes atendidos aumentou de 1.494, de janeiro a maio de 2024, para 1.580, no mesmo período deste ano, uma alta de 5,7%.

Já os procedimentos odontológicos têm aumentado ano a ano desde 2018, com exceção do período de pandemia, em 2020 e 2021, quando os atendimentos eletivos foram suspensos e realizados apenas em casos de urgência. O total de procedimentos passou de 7.456, em 2018, para 31.320, em 2024.

Ceope faz festa de aniversário

Na manhã desta segunda-feira, o Ceope comemorou os 20 anos de serviços prestados à população. A comemoração teve a apresentação da cantora Simone Duarte, do grupo de siriri Coração Atalaiense e da banda da Polícia Militar.

Segundo a secretária adjunta de Unidades Especializadas da SES, Patrícia Neves, o trabalho do Ceope é resultado do esforço coletivo dos cirurgiões-dentistas, assistentes, técnicos, colaboradores e gestores e, acima de tudo, dos pacientes e familiares que confiam nesse espaço.

“Ao olhar para o futuro, renovamos nosso compromisso e avançamos com a capacitação das equipes, a modernização e a ampliação dos serviços para que mais pessoas possam ser atendidas com dignidade”, destacou.

A superintendente da Promoção e Articulação de Políticas Públicas para as Pessoas com Deficiência de Mato Grosso, Taís Augusta de Paula, cadeirante após sequelas da paralisia infantil (poliomielite), disse que o Ceope é fundamental para prestar assistência odontológica aos PcDs que não têm condições financeiras ou que não encontram dentistas qualificados para sedar uma pessoa com deficiência severa.

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“Fui uma das primeiras pacientes do Ceope, quando ele foi fundado dentro do Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa [Cridac]. Na época, minha mãe não tinha condições. Então, para mim, foi algo que trouxe muita dignidade, porque eu fazia faculdade e caía muito, porque eu tive pólio. Então, os meus dentes eram todos remendados e o Ceope me trouxe essa dignidade de arrumar todos os meus dentes”, destacou.

Ela ainda contou que está à frente dessa superintendência desde 2019 e que nunca recebeu oficialmente nenhuma reclamação sobre o serviço do Ceope – o que demonstra a seriedade do trabalho prestado pela instituição.

“Olha o meu sorriso. Se a gente não tiver um sorriso legal, a gente fica à vontade? Não fica. Imagina tendo uma deficiência que, muitas vezes, nos faz não querer sair de casa. Então, o Ceope é tudo isso na vida das pessoas com deficiência”, acrescentou.

A servidora pública aposentada Irene Auxiliadora Moraes, 69 anos, é mãe de Thobias Miguel Moraes Lopes, 27 anos, autista de grau dois com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e deficiência intelectual, que é atendido pelo Ceope desde que era criança.

Irene elogiou a equipe da unidade e disse que o serviço é essencial para que os autistas tenham acompanhamento bucal, com dentista especializado, principalmente porque muitos deles têm crises e muitos não são oralizados.

“Eles [os servidores] são capacitadíssimos para o atendimento com todas as pessoas com deficiência do Estado de Mato Grosso. O atendimento aqui é dez. Eles são treinados para isso. Eles cuidam das pessoas com deficiência. Para nós, é um apoio, um dos maiores apoios, porque a dor que a pessoa autista sente, muitas vezes, não sabe falar para o pai ou para a mãe o que está sentindo e, muitas vezes, é o dente”, afirmou.

Unidade promove cursos de capacitação

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De acordo com a diretora Martha Aquilino Pereira, o Ceope atua em parceria com a Escola de Saúde Pública (ESP), também da SES, para ofertar aos profissionais de odontologia cursos de capacitação em atendimento odontológico para PcDs. Em 2023 e 2024, foram capacitados 165 dentistas em todo o Estado.

“As especialidades oferecidas pelo Ceope são periodontia especializada, cirurgia oral menor dos tecidos moles e duros, endodontia, dentística, pediatria, prótese e diagnóstico bucal, com ênfase no diagnóstico e detecção do câncer de boca, sendo este último estendido a toda população, não apenas a pessoa com deficiência”, explicou.

Além de cirurgiões-dentistas e técnicos em saúde bucal, o Ceope tem uma equipe multiprofissional, sendo enfermeiras, auxiliares e técnicas em enfermagem, fisioterapeuta, assistentes sociais atuando diretamente com os pacientes, técnicos administrativos, técnicos em educação artística e serviços gerais.

“Atualmente, somos 64 profissionais. Destes, 57 são servidores de carreira que estão na unidade praticamente desde a implantação. Agora, estamos aguardando seis novos cirurgiões-dentistas e 12 técnicos em saúde bucal que foram nomeados no último chamamento do concurso da SES”, contou.

Martha esclareceu ainda que a saúde bucal também faz parte de uma rede, em que os pacientes devem ser atendidos inicialmente na Atenção Primária, nas Equipes de Saúde Bucal (ESB). À medida que a complexidade avança, se houver necessidade, o paciente é encaminhado para a média complexidade nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs).

“O Ceope é um plus que Mato Grosso tem, desde 2005, pois, dentro da Política Federal de Saúde Bucal, a oferta de média complexidade é através dos CEOs de competência municipal, mas o Estado possui sob sua gestão um CEO justamente por entender a importância de ampliar o acesso da Pessoa com Deficiência a esse atendimento”, explicou.

Podem ser encaminhados ao Ceope pacientes com deficiência mental que não respondem a comandos; com deficiência visual, auditiva ou física quando associadas aos distúrbios de comportamento; autistas que não cooperem com o atendimento; pacientes com distúrbio neurológico grave, como paralisia cerebral, com doenças degenerativas do sistema nervoso central, quando houver a impossibilidade de atendimento no ambulatório, entre outros critérios clínicos.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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