O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), entrou no debate político envolvendo a secretária municipal de Educação de Várzea Grande, Maria Fernanda Corrêa da Costa, após ela participar de um ato de apoio à candidatura à reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD), aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A manifestação de Abilio ocorreu nesta quinta-feira (27), após a secretária afirmar que consegue separar sua atuação na administração pública de suas convicções políticas pessoais. Em uma publicação do Muvuca Popular nas redes sociais, o prefeito questionou como o presidente Lula reagiria caso um integrante de seu governo declarasse apoio a um adversário político.
“Como o Lula reagiria se um ministro dele declarasse apoio ao Flávio Bolsonaro? Respeitaria a democracia e o individual de cada um?”, escreveu Abilio.
A declaração faz referência à participação de Maria Fernanda no lançamento da candidatura de Fávaro, realizado no dia 16 de agosto, em Cuiabá. Durante o evento, a secretária apareceu ao lado de apoiadores do senador, segurando uma bandeira da chapa e usando um boné associado ao presidente Lula.
Ao ser questionada sobre sua participação no ato e a possível divergência entre sua posição política e a linha adotada pela administração da prefeita Flávia Moretti (PL), Maria Fernanda defendeu o direito de manifestar suas escolhas pessoais fora do ambiente de trabalho.
“Quando estou na minha vida íntima, sou Maria Fernanda. Sei separar muito bem isso. Lá na Secretaria de Educação, sou a secretária de Educação. Agora, a minha vida pessoal diz respeito apenas a mim”, afirmou.
A secretária também destacou que, segundo ela, Flávia Moretti respeita as escolhas políticas individuais dos integrantes de sua equipe.
Foi justamente essa justificativa que provocou a reação de Abilio. Ao comparar a situação com um eventual integrante do governo Lula declarando apoio a Flávio Bolsonaro, o prefeito levou a discussão para o campo político e questionou se o mesmo princípio de liberdade de manifestação seria mantido em uma administração alinhada ao presidente petista.
O episódio expõe mais uma vez as diferenças políticas existentes dentro do campo da direita em Mato Grosso, especialmente em um cenário de disputa eleitoral no qual nomes ligados ao bolsonarismo e aliados do governo Lula buscam consolidar apoio para as eleições de 2026.