Agronegócio

Em 13 dias, exportações de carne superam fevereiro inteiro de 2025

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As exportações brasileiras de carne bovina avançaram em ritmo acelerado em fevereiro e, antes mesmo do encerramento do mês, já superaram o volume embarcado em todo fevereiro de 2025. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), indicam que, até o 13º dia útil, o País exportou 192.709 toneladas, volume 1,2% superior às 190.431 toneladas registradas no mesmo mês do ano passado.

A média diária alcançou 14.824 toneladas, alta de 55,69% sobre as 9.521 toneladas/dia de fevereiro de 2025. O preço médio por tonelada foi de R$ 29.750,76, ante R$ 26.119,57 no ano anterior, avanço de 13,90%. O faturamento parcial soma R$ 5,72 bilhões, acima dos R$ 4,97 bilhões apurados em fevereiro inteiro de 2025.

Suínos  – As exportações de carne suína registraram média diária de 6.391 toneladas até o 13º dia útil de fevereiro, alta de 26,41% sobre as 5.056 toneladas/dia observadas em fevereiro de 2025. O volume acumulado chega a 83.084 toneladas, frente às 101.118 toneladas embarcadas no mês inteiro do ano passado.

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O preço médio por tonelada foi de R$ 13.200,87, levemente abaixo dos R$ 13.283,02 registrados no mesmo período anterior. O faturamento parcial soma R$ 1,10 bilhão, enquanto em fevereiro de 2025 o total foi de R$ 1,34 bilhão.

Os dados reforçam o desempenho consistente das proteínas brasileiras no mercado internacional, com destaque para a carne bovina, que já ultrapassa o volume exportado em todo o mês de fevereiro do ano passado antes do fechamento do período.

Frango – No segmento de carne de frango, a média diária exportada chegou a 28.966 toneladas nos primeiros 13 dias úteis de fevereiro, aumento de 32,69% frente às 21.829 toneladas/dia de fevereiro do ano passado. O volume acumulado é de 376.560 toneladas, enquanto em fevereiro completo de 2025 foram embarcadas 436.586 toneladas.

O preço médio por tonelada ficou em R$ 9.807,28, acima dos R$ 9.464,37 registrados no ano anterior. O faturamento parcial atinge R$ 3,69 bilhões, ante R$ 4,13 bilhões em todo fevereiro de 2025.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Crédito ao agro pode atingir R$ 652 bilhões, mas esbarra em limites fiscais

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As negociações para o Plano Safra 2026/27 avançam em meio a discussões sobre o espaço fiscal disponível para subsidiar o crédito rural. A proposta em análise pelo governo prevê ampliar em cerca de 10% os recursos destinados ao financiamento da agropecuária, elevando o montante total para R$ 652 bilhões, além de reduzir em até dois pontos percentuais as taxas de juros para médios e grandes produtores.

Os números ainda estão em discussão entre os ministérios da Agricultura, da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário e podem sofrer alterações antes do anúncio oficial, previsto para o início de julho. A principal incógnita é a capacidade do Tesouro Nacional de suportar os custos da equalização dos juros em um cenário de restrições orçamentárias.

Na safra atual, foram disponibilizados R$ 594,4 bilhões para pequenos, médios e grandes produtores. Desse total, R$ 516,2 bilhões foram destinados à agricultura empresarial. A proposta em análise é elevar esse montante para perto de R$ 570 bilhões na temporada 2026/27.

A discussão sobre os juros é considerada o ponto mais sensível das negociações. Caso a proposta seja integralmente atendida, as taxas para médios e grandes produtores poderão cair para cerca de 8% ao ano nas operações de custeio e para até 6,5% em algumas linhas de investimento. Na safra 2025/26, as taxas variaram entre 10% e 14% nas linhas de custeio da agricultura empresarial.

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A possibilidade de redução das taxas depende do início do ciclo de queda da Selic e do espaço fiscal disponível para a equalização dos juros. O mecanismo é utilizado pelo governo para cobrir a diferença entre o custo de captação das instituições financeiras e a taxa efetivamente paga pelos produtores.

Outra frente das negociações envolve os limites para os spreads bancários. A equipe econômica decidiu manter tetos para o custo administrativo e tributário cobrado pelas instituições financeiras nas operações com recursos equalizados. A medida busca evitar aumento excessivo do custo final do crédito e reduzir a pressão sobre os gastos públicos com subsídios.

No custeio empresarial, por exemplo, o limite para o spread foi fixado em 4,7% ao ano. Quanto maior esse percentual, maior tende a ser o desembolso da União para sustentar as taxas subsidiadas.

A estratégia ocorre em um momento em que instrumentos privados de financiamento ganham espaço no campo. Entre julho de 2025 e maio de 2026, as operações realizadas por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs) e recursos livres movimentaram cerca de R$ 170 bilhões. Os títulos privados passaram a integrar os números do Plano Safra recentemente e vêm compensando parte da retração observada nas linhas tradicionais de crédito.

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Na agricultura familiar, a expectativa é de manutenção das taxas de juros entre 2% e 6% ao ano. O volume de recursos para o segmento poderá chegar a R$ 82 bilhões, alta de cerca de 5% em relação aos R$ 78,2 bilhões disponibilizados na temporada atual.

Os desembolsos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) indicam forte demanda pelos recursos. Até maio, os produtores familiares haviam contratado R$ 60,9 bilhões, o equivalente a quase 80% do total disponível para a safra em curso.

A definição do Plano Safra 2026/27 ocorre em um ambiente de custos financeiros ainda elevados e de crescente demanda por recursos para sustentar a expansão da produção agrícola. O desafio do governo será ampliar a oferta de crédito e, ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio das contas públicas em um cenário de restrições fiscais.

A expectativa é que os números finais sejam anunciados no início de julho, quando também deverão ser definidos os volumes de recursos e as taxas de juros para a agricultura empresarial e para os programas voltados à agricultura familiar.

Fonte: Pensar Agro

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