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Medeiros critica aliança com MDB e cobra respeito à militância bolsonarista

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O deputado federal José Medeiros (PL) voltou a demonstrar insatisfação com a aliança firmada entre o Partido Liberal e o MDB em Mato Grosso para as eleições de 2026. Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (3), o parlamentar criticou a condução das negociações pela direção nacional da legenda e afirmou que a composição foi definida sem diálogo com as lideranças e a militância do Estado.

O acordo, articulado pela executiva nacional do PL, prevê que Medeiros dispute uma das vagas ao Senado ao lado da deputada estadual Janaína Riva (MDB), na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso.

No pronunciamento, Medeiros afirmou que não concorda com a forma como a decisão foi tomada e disse que o eleitorado identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro não foi ouvido durante as negociações.

“Não vou fingir que está tudo bem, que concordo com tudo só para agradar. Quando a decisão vem de cima para baixo, sem diálogo, a gente corre o risco de enfraquecer a unidade”, declarou.

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Apesar das críticas, o deputado ressaltou que permanecerá no Partido Liberal, mas reforçou que continuará defendendo o que considera os princípios do grupo político ao qual pertence.

A manifestação amplia o desgaste interno provocado pela aliança entre PL e MDB. Nos últimos dias, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que prefere deixar o partido a subir no mesmo palanque de lideranças emedebistas. Em seguida, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), classificou a composição como “incoerente”. Nesta segunda-feira, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), também declarou que não participará de eventos políticos ao lado de Janaína Riva e do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB).

Mesmo diante da resistência de lideranças estaduais, a composição foi homologada pela direção nacional do PL. A chapa deverá reunir Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de Mato Grosso e José Medeiros e Janaína Riva como candidatos ao Senado, consolidando uma aliança que continua gerando repercussão e divergências dentro do partido.

 

 

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Política MT

Juíza determina exclusão de vídeo de Pedro Taques contra Mauro Mendes

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A Justiça Eleitoral determinou que o ex-governador Pedro Taques (Solidariedade) remova, no prazo de 24 horas, uma publicação feita em seu perfil no Instagram com críticas ao ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), adversário na disputa por uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano.

A decisão liminar foi proferida pela juíza auxiliar da Propaganda Eleitoral, Glenda Moreira Borges, após representação apresentada pela Federação União Progressista em Mato Grosso, que alegou propaganda eleitoral antecipada negativa e ofensa à honra do candidato.

O questionamento envolve um vídeo publicado por Taques em formato de enquete. Na postagem, os seguidores eram convidados a responder à pergunta: “Em quais desses escândalos Mauro Mendes e sua família estão envolvidos?”, com alternativas como “Escândalo da Oi”, “Escândalo dos Consignados”, “Contrabando de Mercúrio” e “Todas as alternativas acima”.

Na ação, a federação sustentou que o conteúdo extrapolou os limites da crítica política ao associar Mauro Mendes e seus familiares a supostos ilícitos sem apresentar comprovação ou respaldo em decisões judiciais, o que poderia induzir o eleitorado durante o período eleitoral.

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Ao analisar o pedido, a magistrada entendeu que a publicação não se limitou ao exercício da liberdade de expressão ou ao debate político, mas transmitiu ao público a ideia de que o candidato e sua família estariam envolvidos em práticas ilícitas.

Na decisão, a juíza destacou que a chamada “enquete” parte da premissa de que os fatos apresentados seriam verdadeiros, restringindo ao usuário apenas a escolha de qual suposto escândalo seria atribuído ao ex-governador, o que, segundo ela, configura conteúdo com potencial de afetar a imagem do candidato perante o eleitorado.

Diante disso, a Justiça determinou a retirada da publicação no prazo de 24 horas. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil.

A decisão também prevê que, caso Pedro Taques não remova voluntariamente o conteúdo, a plataforma Instagram deverá ser notificada para tornar a publicação indisponível dentro do mesmo prazo. A medida tem caráter liminar, e o mérito da ação ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.

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