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Presidente do PL reage a Cláudio Ferreira e cobra apoio ao projeto de Wellington Fagundes

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O presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, reagiu às críticas feitas pelo prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), após o anúncio da aliança entre o PL e o MDB da deputada estadual Janaina Riva, que deverá disputar uma vaga ao Senado em composição com o senador José Medeiros (PL).

Cláudio Ferreira questionou a união entre as duas siglas e classificou a composição como incoerente, lembrando os confrontos protagonizados por PL e MDB durante as eleições municipais de 2024. Apesar das divergências recentes, os partidos estiveram juntos em 2022, quando integraram o grupo político que apoiou a reeleição do então governador Mauro Mendes.

Durante entrevista ao Jornal da Verde, Ananias Filho fez duras críticas ao prefeito e afirmou que não considera legítimas as reclamações de Cláudio, alegando que ele não teria apoiado o projeto político liderado pelo PL.

 

 

“Esse cidadão aí [Cláudio] eu não ouço, eu não vejo e não falo nada, porque com esse traidor aí eu não tenho conversa”, declarou o presidente estadual da legenda.

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A declaração evidencia o clima de tensão dentro do PL mato-grossense, especialmente diante das diferentes posições adotadas por lideranças municipais. Nos bastidores, a manifestação de Cláudio Ferreira já era esperada, já que o prefeito vinha demonstrando aproximação com a pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), em vez do projeto encabeçado pelo senador Wellington Fagundes (PL).

Ananias reforçou as críticas e afirmou que o prefeito não teria participado da construção do projeto eleitoral do partido.

“Esse cidadão aí não estava apoiando o projeto do PL, não estava apoiando o projeto do Wellington Fagundes em momento nenhum. Ele não tem nem direito de ter queixume, não tem nem honradez para falar nada”, afirmou.

O dirigente estadual do PL disse ainda que pretende conversar com outros prefeitos da sigla que demonstraram resistência ao acordo com o MDB, entre eles Abilio Brunini, prefeito de Cuiabá, e Flávia Moretti, prefeita de Várzea Grande.

A aliança entre PL e MDB foi articulada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e deve ser oficializada durante a convenção do MDB, prevista para esta terça-feira.

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Política MT

Candidata do Novo denuncia suposto boicote e declara apoio a Flávio Bolsonaro e Medeiros

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A candidata a deputada estadual pelo Novo, Flaviane Ramalho, usou as redes sociais para denunciar o que classificou como um suposto boicote político e afirmou que decidiu não se calar diante do que considera uma estrutura de poder contrária à sua candidatura.

Flaviane declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e a José Medeiros ao Senado por Mato Grosso. A candidata afirmou que sua entrada na disputa representa uma tentativa de romper com estruturas políticas que, segundo ela, permanecem concentradas nas mãos dos mesmos grupos.

“Sou vítima de um sistema que me boicota”, escreveu.

A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral e depois de Flaviane ter se manifestado publicamente em defesa da delegada aposentada Ana Cristina Feldner, ex-suplente de Janaína Riva, que vem fazendo críticas à composição da chapa e anunciou um terceiro vídeo sobre o episódio.

“Não vou me calar”

Na publicação, Flaviane afirmou que conhece, segundo sua avaliação, o funcionamento desse sistema e que justamente por isso não pretende recuar.

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“E é justamente por conhecer de perto como esse sistema funciona que não vou me calar”, afirmou.

A candidata também apresentou de forma direta suas escolhas eleitorais para os cargos majoritários. Disse apoiar Flávio Bolsonaro para presidente e José Medeiros para o Senado em Mato Grosso.

A manifestação reforça o posicionamento político que Flaviane vem adotando durante a campanha. Ela disputa uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Novo, com o número 30022. O registro de sua candidatura está deferido pela Justiça Eleitoral.

“Sem medo e sem rabo preso”

No trecho mais contundente da publicação, Flaviane afirmou que decidiu enfrentar o que chama de “sistema” sem estabelecer vínculos com grupos políticos tradicionais.

“Eu escolhi enfrentar o sistema. Sem medo. Sem rabo preso. Sem me curvar aos poderosos”, declarou.

A expressão “boicote”, porém, aparece como uma acusação feita pela própria candidata. Na publicação, ela não detalhou quais ações ou episódios concretos estariam, segundo sua avaliação, configurando o suposto boicote.

O posicionamento coloca Flaviane em uma linha de campanha marcada pela defesa de uma ruptura com estruturas políticas tradicionais e pela aproximação pública com candidaturas identificadas com a direita nacional.

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Disputa pelo nome e identidade política

Flaviane também já esteve no centro de outra controvérsia eleitoral neste ano, envolvendo o nome que pretendia utilizar nas urnas. A Justiça Eleitoral deferiu sua candidatura, mas determinou que ela concorra oficialmente como “Dr. Flaviane Ramalho”, e não “Flaviane do Bolsonaro”.

A candidatura, entretanto, permanece regular e deferida, segundo os dados eleitorais atualizados.

Agora, ao afirmar publicamente que estaria sendo vítima de um suposto boicote, Flaviane transforma novamente as redes sociais em espaço para expor sua estratégia de campanha e reforçar a mensagem de enfrentamento ao que chama de “sistema”.

 

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