Agronegócio
Alta do petróleo no exterior abre espaço para especulação com diesel e afeta colheita no Sul
Publicado em
9 de março de 2026por
Da Redação
A disparada das cotações internacionais do petróleo após a escalada do conflito no Oriente Médio começa a repercutir no mercado brasileiro de combustíveis — mas, no campo, a pressão já aparece antes mesmo de qualquer reajuste oficial.
Produtores do Rio Grande do Sul relatam falta de diesel e aumentos abruptos de preço em postos do interior justamente no pico da colheita de soja e arroz, cenário que entidades do setor atribuem à ação de distribuidores e revendedores que antecipam reajustes para ampliar margens.
Segundo a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), produtores vêm relatando dificuldades para abastecer máquinas e caminhões nas últimas 48 horas, o que já provoca atrasos na retirada da safra. A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul afirma que, em algumas regiões, o litro do diesel chegou a subir mais de R$ 1,20 em poucos dias, injustificadamente.
O movimento ocorre apesar de não haver até o momento qualquer reajuste anunciado nas refinarias da Petrobras. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostram que o preço médio do diesel S10 no País subiu apenas seis centavos na primeira semana de março, passando de R$ 6,09 para R$ 6,15 por litro.
A escalada do petróleo no exterior — o barril do Brent crude oil fechou a última semana a US$ 92,69, após avançar cerca de 27% em poucos dias — cria expectativa de reajustes futuros, mas não provoca automaticamente aumento no mercado interno. No Brasil, os preços dependem da política comercial da Petrobras e das condições de mercado doméstico, o que significa que o repasse pode ser adiado ou mesmo limitado.
Na avaliação de representantes do setor, a escassez pontual observada no interior gaúcho não está ligada a falhas logísticas nem a problemas de produção ou refino. O País mantém abastecimento regular de combustíveis, e não há registros de interrupções na cadeia de suprimento. Por isso, entidades do agro apontam que o quadro atual tem mais relação com retenção de estoques ou reajustes antecipados ao longo da cadeia de distribuição, numa tentativa de capturar ganhos antes de qualquer aumento oficial.
O momento da safra torna a situação particularmente sensível. De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Soja, combustíveis e fretes respondem por 25% a 30% do custo total da produção agrícola. Qualquer aumento repentino no diesel impacta diretamente o custo da colheita e do transporte da safra.
Especialistas avaliam que, em situações como a atual, o governo pode atuar para evitar distorções no mercado. Além de fiscalizações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis sobre práticas abusivas na distribuição, a própria política de preços da Petrobras pode ser utilizada para amortecer oscilações externas — sobretudo em períodos estratégicos para a economia, como o escoamento da safra agrícola.
Caso a escalada do petróleo se prolongue e o barril se aproxime de US$ 100, o diesel no Brasil poderá subir entre R$ 0,40 e R$ 0,70 por litro. Até lá, porém, entidades do setor afirmam que a alta abrupta observada em algumas regiões não encontra justificativa direta na situação internacional, mas sim em movimentos oportunistas ao longo da cadeia de comercialização do combustível.
PRA ENTENDER – No mercado internacional, o preço do petróleo subiu SIM, rapidamente nos últimos dias por causa da escalada do conflito no Oriente Médio. O barril, que é a unidade usada no comércio global do produto, chegou a cerca de US$ 92, depois de avançar quase 27% em uma semana. Esse movimento costuma pressionar os combustíveis no mundo todo, mas não provoca aumento automático no Brasil, já que os preços internos dependem da política comercial da Petrobras.
Nos últimos anos, a estatal chegou inclusive a reduzir o preço do diesel nas refinarias em mais de R$ 1 por litro, mesmo com oscilações no mercado internacional. Atualmente, o diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras está na faixa de R$ 3,20 a R$ 3,50 por litro, enquanto o preço médio nos postos gira em torno de R$ 6,10 a R$ 6,20, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócio
Crédito ao agro pode atingir R$ 652 bilhões, mas esbarra em limites fiscais
Published
12 horas agoon
17 de junho de 2026By
Da Redação
As negociações para o Plano Safra 2026/27 avançam em meio a discussões sobre o espaço fiscal disponível para subsidiar o crédito rural. A proposta em análise pelo governo prevê ampliar em cerca de 10% os recursos destinados ao financiamento da agropecuária, elevando o montante total para R$ 652 bilhões, além de reduzir em até dois pontos percentuais as taxas de juros para médios e grandes produtores.
Os números ainda estão em discussão entre os ministérios da Agricultura, da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário e podem sofrer alterações antes do anúncio oficial, previsto para o início de julho. A principal incógnita é a capacidade do Tesouro Nacional de suportar os custos da equalização dos juros em um cenário de restrições orçamentárias.
Na safra atual, foram disponibilizados R$ 594,4 bilhões para pequenos, médios e grandes produtores. Desse total, R$ 516,2 bilhões foram destinados à agricultura empresarial. A proposta em análise é elevar esse montante para perto de R$ 570 bilhões na temporada 2026/27.
A discussão sobre os juros é considerada o ponto mais sensível das negociações. Caso a proposta seja integralmente atendida, as taxas para médios e grandes produtores poderão cair para cerca de 8% ao ano nas operações de custeio e para até 6,5% em algumas linhas de investimento. Na safra 2025/26, as taxas variaram entre 10% e 14% nas linhas de custeio da agricultura empresarial.
A possibilidade de redução das taxas depende do início do ciclo de queda da Selic e do espaço fiscal disponível para a equalização dos juros. O mecanismo é utilizado pelo governo para cobrir a diferença entre o custo de captação das instituições financeiras e a taxa efetivamente paga pelos produtores.
Outra frente das negociações envolve os limites para os spreads bancários. A equipe econômica decidiu manter tetos para o custo administrativo e tributário cobrado pelas instituições financeiras nas operações com recursos equalizados. A medida busca evitar aumento excessivo do custo final do crédito e reduzir a pressão sobre os gastos públicos com subsídios.
No custeio empresarial, por exemplo, o limite para o spread foi fixado em 4,7% ao ano. Quanto maior esse percentual, maior tende a ser o desembolso da União para sustentar as taxas subsidiadas.
A estratégia ocorre em um momento em que instrumentos privados de financiamento ganham espaço no campo. Entre julho de 2025 e maio de 2026, as operações realizadas por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs) e recursos livres movimentaram cerca de R$ 170 bilhões. Os títulos privados passaram a integrar os números do Plano Safra recentemente e vêm compensando parte da retração observada nas linhas tradicionais de crédito.
Na agricultura familiar, a expectativa é de manutenção das taxas de juros entre 2% e 6% ao ano. O volume de recursos para o segmento poderá chegar a R$ 82 bilhões, alta de cerca de 5% em relação aos R$ 78,2 bilhões disponibilizados na temporada atual.
Os desembolsos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) indicam forte demanda pelos recursos. Até maio, os produtores familiares haviam contratado R$ 60,9 bilhões, o equivalente a quase 80% do total disponível para a safra em curso.
A definição do Plano Safra 2026/27 ocorre em um ambiente de custos financeiros ainda elevados e de crescente demanda por recursos para sustentar a expansão da produção agrícola. O desafio do governo será ampliar a oferta de crédito e, ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio das contas públicas em um cenário de restrições fiscais.
A expectativa é que os números finais sejam anunciados no início de julho, quando também deverão ser definidos os volumes de recursos e as taxas de juros para a agricultura empresarial e para os programas voltados à agricultura familiar.
Fonte: Pensar Agro
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