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Áudio em processo trabalhista menciona visitas de Lulinha a imóvel de lobista

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Áudios anexados a processos judiciais envolvendo a lobista Roberta Luchsinger e uma ex-funcionária doméstica passaram a chamar atenção ao mencionarem a presença de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em uma residência mantida por Roberta em Brasília.

As gravações foram apresentadas pela defesa de Zildeni Gomes, ex-empregada da lobista, em ações movidas contra Roberta. Em um dos processos, a ex-funcionária cobra cerca de R$ 60,4 mil em direitos trabalhistas que afirma não ter recebido.

Em um dos áudios anexados aos autos, Roberta orienta Zildeni sobre a preparação da residência para a chegada de Fábio Luís Lula da Silva.

“Semana que vem, o seu Fábio está indo, e aí vai com visita, e… vai ficar no quarto das kids”, afirma Roberta na gravação, segundo o conteúdo apresentado no processo.

Na sequência, ela orienta a funcionária sobre a organização das camas para os adultos que estariam no imóvel.

 

Gravações entram em processos judiciais

Em outra conversa, Zildeni comenta sobre a ausência de Roberta na residência localizada na QI 26, no Lago Sul, região nobre de Brasília.

Segundo o conteúdo apresentado nos autos, a ex-funcionária afirma que o imóvel estaria “muito vazio” sem a presença da lobista e menciona a falta dela e de seu “amiguinho”.

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As gravações são utilizadas pela defesa de Zildeni como elementos para sustentar alegações apresentadas nos processos contra Roberta.

O conteúdo dos áudios, por si só, não comprova eventual relacionamento pessoal ou qualquer irregularidade envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger. As circunstâncias mencionadas nas gravações permanecem submetidas à análise judicial.

Lulinha é citado em investigação

O nome de Fábio Luís Lula da Silva aparece em procedimentos de investigação relacionados a suspeitas envolvendo Roberta Luchsinger.

Um dos inquéritos tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Flávio Dino, e apura suspeitas relacionadas a possível tráfico de influência envolvendo Roberta e Lulinha.

A existência de investigação, no entanto, não significa que os envolvidos tenham sido considerados culpados. As suspeitas ainda são objeto de apuração pelas autoridades competentes.

Segunda ação faz novas alegações

Além da ação trabalhista, Zildeni move outro processo contra Roberta. Nesse caso, a ex-funcionária afirma que a lobista teria prometido comprar uma residência para ela no bairro de Itapoã, em Brasília, mas que o acordo não teria sido cumprido.

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Na petição apresentada pela defesa, Fábio Luís Lula da Silva é citado como suposto marido de Roberta. O documento apresenta a alegação de que os dois manteriam uma relação de casal.

A afirmação consta na petição apresentada pela parte autora e não equivale, por si só, a uma conclusão judicial sobre a relação entre os dois.

Os processos foram inicialmente apresentados ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e posteriormente encaminhados à Justiça do Trabalho. Atualmente, tramitam no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), em Brasília.

Imóvel já havia aparecido em investigação

A residência localizada no Lago Sul também ganhou atenção anteriormente em razão de uma operação da Polícia Federal.

Roberta Luchsinger chegou a publicar uma fotografia no imóvel após ser alvo de mandado de busca e apreensão durante a Operação Sem Desconto.

O caso voltou ao debate público agora com a inclusão dos áudios nos processos judiciais movidos pela ex-funcionária.

As gravações e as demais alegações apresentadas nos autos ainda deverão ser analisadas no curso dos processos e das investigações relacionadas ao caso.

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GERAL

Julgamento polêmico termina com renúncia de advogado de Carlinhos Bezerra

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O advogado criminalista Elson Marcelino da Silva Júnior renunciou à defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, cinco dias após o empresário ser condenado a 36 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da ex-companheira Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno.

A renúncia foi protocolada nesta terça-feira (4) e, conforme informado pelo advogado, ocorreu por “motivo de foro íntimo”. Procurado pela imprensa, Elson Marcelino confirmou que a decisão foi de iniciativa própria, mas não detalhou os motivos que o levaram a deixar o caso.

Carlinhos Bezerra foi condenado na última quinta-feira (31), após julgamento realizado pelo Tribunal do Júri de Cuiabá. Ele foi considerado culpado pelo duplo homicídio qualificado ocorrido em 18 de janeiro de 2023, em frente ao Edifício Solar Monet, no bairro Consil, na capital.

O julgamento foi marcado por diversos episódios de tensão. Durante a sessão, houve pedidos de adiamento, debates acalorados entre acusação e defesa e até a saída de advogados do plenário. Em um dos momentos mais polêmicos, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva chamou integrantes da defesa de “malandros”, provocando forte reação.

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Antes de renunciar ao caso, Elson Marcelino havia afirmado que pretendia recorrer da sentença, alegando a existência de irregularidades durante o julgamento e atuação desleal da acusação. Com sua saída, Carlinhos Bezerra deverá constituir um novo advogado para conduzir os recursos contra a condenação.

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