Mato Grosso

Ager promove vistoria técnica em Lucas do Rio Verde para avaliar sistemas de saneamento básico

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A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) realizou, entre os dias 18 e 20 de março, uma vistoria técnica no município de Lucas do Rio Verde (a 331 km de Cuiabá), com foco na avaliação da infraestrutura e das condições operacionais dos sistemas de saneamento básico.

A comitiva técnica da Unidade de Saneamento Básico da Ager foi recebida pela diretoria do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) do município. A agenda teve como objetivo alinhar a atuação da equipe responsável pelas inspeções e definir os procedimentos de acompanhamento em campo.

Durante os três dias de atividades, foram realizadas visitas ao sistema de abastecimento de água, ao sistema de esgotamento sanitário e às estruturas de transbordo e destinação final de resíduos sólidos.

As ações incluíram o georreferenciamento dos ativos e registros fotográficos da situação atual, permitindo o reconhecimento das estruturas, a verificação das condições operacionais e a coleta de informações técnicas que irão subsidiar as ações regulatórias da Agência.

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Também foram definidos os pontos focais do SAAE que acompanharam as equipes durante as vistorias, garantindo suporte operacional e acesso às unidades visitadas.

De acordo com o diretor regulador Ouvidoria e Saneamento da Ager, Jossy Soares, a iniciativa reforça o papel da agência estadual na regulação e fiscalização dos serviços públicos delegados, contribuindo para o cumprimento das metas de universalização do saneamento básico, a melhoria da eficiência dos sistemas e a ampliação da transparência para a população.

“A Ager-MT consolida sua atuação no saneamento com sua maturidade reconhecida na atividade regulatória. Lucas do Rio Verde é um município moderno em franco desenvolvimento e, por tal, demandava uma agência de alta capacidade técnica e com governança cuja efetividade assegure segurança jurídica ao prestador e usuários”, afirmou o diretor regulador.

As informações coletadas servirão de base para o planejamento das próximas etapas de regulação e fiscalização dos serviços prestados no município, completou.

Convênio de cooperação de regulação

A Ager e a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), formalizaram em outubro de 2025 a assinatura de um convênio de cooperação de regulação que delegou à agência estadual a competência para regular e fiscalizar os serviços públicos de saneamento básico que incluem abastecimento de água potável, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos no município.

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Com a vigência do convênio, a Ager passou a exercer competências como regulação tarifária, fiscalização técnica e operacional dos serviços, acompanhamento do cumprimento das metas do Plano Municipal de Saneamento Básico, apoio técnico e administrativo à prefeitura e ao SAAE, além da atuação da Ouvidoria da Agência e a realização de consultas e audiências públicas sobre temas relacionados ao setor.

Por meio da Ouvidoria, a Ager será responsável por receber, apurar e encaminhar as reclamações, denúncias, sugestões e solicitações dos usuários dos serviços de saneamento, garantindo o retorno sobre as providências adotadas e fortalecendo o controle social e a transparência na gestão pública. O convênio tem validade de 10 anos.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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