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Moretto detalha projetos de estradas do Oeste de Mato Grosso em entrevista à rádio de Pontes e Lacerda

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O deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) destacou os avanços em projetos de infraestrutura viária no Oeste de Mato Grosso durante entrevista concedida, na segunda-feira, 2 de fevereiro, à rádio Super Jornal FM, emissora com sede no município de Pontes e Lacerda.
Na entrevista, o parlamentar apresentou os encaminhamentos definidos em reunião realizada no dia 27 de janeiro com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), na qual foram tratados três projetos distintos de obras viárias para a região, com fontes de recursos e modelos de execução específicos.
O primeiro projeto refere-se à estrada vicinal do Sararé, que contará com recursos previstos em plano de trabalho da Sinfra e terá cerca de 250 quilômetros de extensão. A obra tem como objetivo melhorar a mobilidade e o escoamento da produção regional.
O segundo projeto trata da estrada da região do Grande Palmarito, com aproximadamente 226 quilômetros, interligando os municípios de Pontes e Lacerda, Nova Lacerda e Conquista d’Oeste. A execução será realizada por meio de parceria entre os municípios de Nova Lacerda e Pontes e Lacerda, com apoio do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico da Região Oeste.
O terceiro projeto diz respeito à rodovia MT-199, que possui natureza distinta das demais iniciativas. De acordo com o deputado, os trechos da rodovia já foram licitados pelo Governo do Estado e, no momento, aguardam apenas a emissão da ordem de serviço para o início das obras.
Durante a entrevista, Valmir Moretto agradeceu o apoio do Governo de Mato Grosso e destacou a atuação conjunta do governador Mauro Mendes, do vice-governador Otaviano Pivetta, do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Padeiro, e das equipes técnicas envolvidas.
O parlamentar ressaltou que a atuação integrada entre o Poder Legislativo, o Governo do Estado, os municípios e os consórcios regionais é fundamental para viabilizar investimentos em infraestrutura, logística e desenvolvimento econômico, com acompanhamento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

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Fonte: ALMT – MT

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Mato Grosso é a Petrobrás do campo’, afirma senador Fávaro

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“As indústrias de etanol de milho vão transformar Mato Grosso na Petrobrás do campo”, a afirmação do senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição, faz referência à destinação do milho à fabricação de etanol e coprodutos, entre eles os Grãos Secos de Destilaria (DDGs), utilizados principalmente na alimentação animal. Nos últimos cinco anos, o volume de milho processado pela indústria mais que dobrou, passando de 6,85 milhões de toneladas, na safra 2021/2022, para uma projeção de16,5 milhões de toneladas no ciclo 2026/2027.

Para o senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição e que esteve à frente do Ministério da Agricultura entre 2023 e 2026, esse crescimento está diretamente ligado à criação de um ambiente favorável à industrialização da produção agropecuária e às políticas de incentivo aos combustíveis renováveis.

“O Governo Lula viabilizou esse crescimento com políticas de estímulo aos biocombustíveis e de abertura de mercados. Um exemplo é o aumento da mistura de etanol na gasolina, uma ação que contribui para a descarbonização da mobilidade, fortalece a indústria instalada em Mato Grosso e cria uma demanda permanente para a produção dos nossos agricultores”, afirmou o senador Carlos Fávaro.

Com o avanço da industrialização, Mato Grosso se tornou o segundo maior produtor de etanol, atrás somente de São Paulo. Entre 2022 e 2026, o volume produzido no estado passou de 3,4 milhões de metros cúbicos para 7,7 milhões de metros cúbicos na safra 2026/2027, de acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso.

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O primeiro suplente de Carlos Fávaro na candidatura ao senado, o produtor rural Alexandre Schenkel, destaca os efeitos da industrialização do campo, sobretudo para a produção de etanol. “A cadeia dos biocombustíveis é o exemplo perfeito de economia circular no agro: do processamento dos grãos, extraímos a energia limpa para mover o Brasil com menor emissão de poluentes, enquanto os coprodutos ricos em proteína viram alimento de alta qualidade para os animais, conquistando espaço nos mercados abertos pelo senador Carlos Fávaro”, destaca Schenkel.

De Mato Grosso para o mundo – Enquanto a maior parte do etanol produzido em Mato Grosso abastece o mercado brasileiro, os DDGs vêm conquistando espaço no exterior. Nos últimos anos, o Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, abriu quase 30 novos mercados para o produto. Atualmente, os DDGs brasileiros chegam a 44 países.

A abertura de mercados para os produtos do agronegócio foi uma das principais frentes de atuação de Fávaro durante sua passagem pelo Ministério da Agricultura, entre 2023 e 2026. A estratégia buscou diversificar os destinos das exportações brasileiras e, ao mesmo tempo, ampliar as oportunidades para produtos de maior valor agregado.

“Esta é a industrialização possível e viável para Mato Grosso: verticalizar aquilo que já produzimos com eficiência. Hoje podemos dizer que temos uma Petrobras no campo, produzindo energia limpa, contribuindo para a descarbonização da mobilidade e gerando emprego e renda”, afirma o senador.

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Sustentabilidade – O avanço da industrialização ocorre em paralelo ao crescimento da produção de milho em Mato Grosso. Na safra 2021/2022, o estado produziu cerca de 35 milhões de toneladas do grão. Para o ciclo atual, a projeção supera 57 milhões de toneladas, o equivalente a aproximadamente 40% da produção brasileira.

O crescimento é resultado principalmente do aumento da produtividade e da consolidação da segunda safra, permitindo ampliar a oferta de matéria-prima para as biorrefinarias sem uma expansão proporcional da área agrícola.

Atualmente, Mato Grosso possui 14 biorrefinarias em operação, além de novos projetos previstos para os próximos anos. A expansão aumenta a capacidade de absorção da produção estadual, reduz a dependência da exportação do milho in natura e fortalece uma cadeia que conecta agricultura, indústria, pecuária e produção de energia renovável.

Para Fávaro, esse modelo mostra como a produção agropecuária pode participar diretamente da transição para uma economia de baixo carbono.

“Quando agregamos valor ao milho dentro de Mato Grosso, criamos oportunidades em toda a cadeia. O produtor ganha mercado e previsibilidade, a indústria gera empregos, a pecuária recebe uma nova fonte de proteína e o Brasil amplia a oferta de combustível renovável. É desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade”, conclui

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