POLÍTICA NACIONAL

Senado aprova Maria Luisa Escorel de Moraes para chefiar embaixada na Suíça

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O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (8) a indicação da diplomata Maria Luisa Escorel de Moraes para chefiar a embaixada do Brasil na Suíça (MSF 26/2025). A embaixada também cuida das relações diplomáticas brasileiras em Liechtenstein. A relatora da indicação foi a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). Foram 49 votos favoráveis e dois contrários.

Maria Luisa é a atual secretária de Europa e América do Norte do Ministério das Relações Exteriores, desde 2023. Ela já foi embaixadora na Suécia (2022-2023) e trabalhou nas representações brasileiras na Venezuela, no Chile, na Nova Zelândia e junto às Nações Unidas.

A diplomata foi sabatina pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) no dia 2 de julho. Ela informou que mais de 600 empresas suíças estão presentes no Brasil, como Nestlé (alimentos), Syngenta (biotecnologia), Novartis (remédios) e Clariant (produtos químicos). Juntas, geram cerca de 85 mil empregos, 

— A Suíça está entre os nossos sete maiores investidores, alcançando quase US$ 50 bilhões. O interesse da Suíça no Brasil só faz crescer. Um exemplo disso foi a decisão de apoiar e de contribuir para o Fundo Amazônia no ano passado, com US$ 5 milhões — disse Escorel durante a sabatina.

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A Suíça é um país europeu de alta renda, com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 936,7 bilhões em 2024. É o primeiro lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O comércio bilateral entre Suíça e Brasil somou US$ 4,41 bilhões no último ano. Liechtenstein, por sua vez, é membro da Associação Europeia de Livre Comércio — assim como a Suíça — e tem destaque no setor financeiro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Nunes Marques restabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao PL

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Às vésperas do prazo final para o registro de candidaturas, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL). A decisão ocorre após o nome do parlamentar aparecer como filiado ao Partido Missão no sistema da Justiça Eleitoral, justamente no período em que ele busca registrar sua candidatura à Presidência da República.

A medida foi tomada a pedido do próprio PL. Na decisão, Nunes Marques considerou que a filiação partidária é uma condição necessária para que o cidadão possa disputar uma eleição e destacou que o vínculo não poderia ser alterado sem a manifestação de vontade do filiado.

Segundo o ministro, documentos apresentados no processo comprovam que Flávio Bolsonaro mantém vínculo com o PL desde 30 de novembro de 2021. Uma certidão da Justiça Eleitoral, citada na decisão, apontaria a regularidade e a exclusividade da filiação do senador à legenda.

Nunes Marques também considerou incompatível com as circunstâncias do caso a hipótese de uma mudança voluntária de partido. Flávio é apresentado publicamente como pré-candidato do PL à Presidência, enquanto o Missão já possui Renan Santos como nome lançado para a disputa ao Palácio do Planalto.

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A decisão ocorreu no mesmo dia em que o presidente do TSE determinou a abertura de investigação para apurar como a filiação ao Missão foi registrada. De acordo com o tribunal, não houve invasão ou ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral. A suspeita é de uso indevido das credenciais de acesso de alguém autorizado a realizar filiações em nome do partido.

O caso também deverá ser encaminhado à Procuradoria-Geral Eleitoral para as providências cabíveis, enquanto a Polícia Federal investigará as circunstâncias do registro.

Em nota, o Missão afirmou ter sido alvo de uma tentativa de filiação fraudulenta e informou que já havia comunicado o gabinete de Flávio Bolsonaro sobre as tentativas de inclusão do senador no quadro partidário desde o dia 2 de agosto.

O partido também declarou que pretende colaborar com as investigações e disponibilizar informações técnicas, como registros de acesso, e-mails e endereços de IP, para ajudar na identificação dos responsáveis.

Com a decisão do TSE, Flávio Bolsonaro volta a ter oficialmente o PL como partido de filiação, afastando, neste momento, um dos obstáculos para o registro de sua candidatura à Presidência da República.

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