POLÍTICA NACIONAL

Aprovado bônus a empresas que apoiarem acompanhantes de pacientes com câncer

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (21), o projeto de lei que permite que empresas participantes do Programa Empresa Cidadã recebam incentivos de crédito e preferência em contratações públicas ao concederem abono de falta ou jornada especial para o trabalhador acompanhar dependente no tratamento contra o câncer de mama. A aprovação foi em caráter terminativo, ou seja, sem a necessidade de passar pelo Plenário. Assim, o projeto pode seguir diretamente para a Câmara dos Deputados. 

O PL 5.078/2023, do senador Jorge Seif (PL-SC), foi aprovado na forma do substitutivo apresentado pela senadora Jussara Lima (PSD-PI) e segue agora para a Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para votação em Plenário. 

O texto original alterava a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir a ausência do acompanhante ao trabalho nos dias de sessões de quimioterapia, radioterapia ou hormonioterapia, tanto na fase de diagnóstico quanto na de tratamento do câncer de mama, desde que devidamente comprovado. 

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Contudo, para Jussara, a obrigação legal de mais um encargo acarretaria um ônus adicional à folha de pagamento do empregador, o que ampliaria o já elevado custo financeiro que incide sobre a capacidade produtiva.   

A relatora apresentou substitutivo que altera a lei que cria o Programa Empresa Cidadã (Lei 11.770, de 2008), para que os empregadores que aderirem ao programa tenham acesso a incentivos de crédito e preferência em contratações públicas, quando concederem aos cônjuges, aos pais ou aos responsáveis por pessoas com câncer de mama, abono de faltas sem compensação de jornada, ou ainda, jornada especial de trabalho para acompanhamento do parente enfermo.  

Durante a análise da matéria, a senadora Drª Eudócia (PL-AL) parabenizou os parlamentares envolvidos e ressaltou a importância do acolhimento familiar no processo de tratamento. 

— Todas as famílias que têm entes queridos em tratamento oncológico sabem a diferença que faz o acompanhamento. As empresas que aderirem realmente merecem algum tipo de compensação — afirmou. 

O senador Paulo Paim (PT-RS) também elogiou a iniciativa e destacou a ampliação promovida pela relatora, que estende o direito ao acompanhamento para qualquer dos cônjuges, independentemente do sexo. 

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— Quero cumprimentar o senador Jorge Seif por essa bela iniciativa. E parabenizo a senadora Jussara pela alteração que torna o projeto ainda mais justo, ao garantir o direito também às mulheres que acompanham seus companheiros em tratamento. Eu mesmo gostaria de ter apresentado essa proposta — disse. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Avança obrigatoriedade de livros sobre igualdade de gênero em escolas públicas

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Bibliotecas de escolas públicas poderão ser obrigadas a disponibilizar obras sobre equidade de gênero e proteção às mulheres. É o que determina projeto aprovado nesta quarta-feira (20) na Comissão de Direitos Humanos (CDH).

O PL 577/2024 altera a legislação que trata sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do país (Lei 12.244, de 2010) para determinar que escolas públicas de educação básica disponibilizem livros e periódicos sobre igualdade de gênero, conforme a previsão orçamentária.

A proposta, da senadora Augusta Brito (PT-CE), recebeu voto favorável da relatora, senadora Ivete da Silveira (MDB-SC). Agora, o texto segue para a Comissão de Educação (CE).

“O respeito às mulheres também se aprende na escola, sobretudo no Brasil, onde esse tipo de violência lamentavelmente ainda é uma realidade cotidiana”, destaca Augusta. Para a senadora, a disponibilização das obras é uma forma de atuar preventivamente no combate à violência contra mulheres e meninas.

Segundo a autora, em 2021, 3.858 mulheres foram mortas de forma violenta no país, representando mais de dez mortes por dia, conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Além disso, Augusta afirma que o Relatório Atlas da Violência de 2023 revelou que a taxa de homicídios femininos cresceu 0,3%, de 2020 para 2021, enquanto a de homicídios da população em geral apresentou queda. 

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Para Ivete, o projeto se fundamenta na busca por justiça e na valorização da leitura como instrumento para motivar a coexistência humana.

“Nem só de violência vive o Brasil — ele vive também de sua capacidade de reagir a ela”, afirma a relatora no parecer.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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