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Médico diz que alimentação é um dos pilares no tratamento contra o câncer

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Por trás do sucesso de muitos tratamentos contra o câncer, há um aliado que muitas vezes passa despercebido: a nutrição adequada. O médico intensivista Pedro Gomes, pós-graduado em nutrologia, destaca que o estado nutricional dos pacientes influencia diretamente na resposta ao tratamento e na qualidade de vida durante e após o processo. 

Segundo o especialista, um dos maiores equívocos é a seletividade alimentar baseada em mitos. “Muitos pacientes evitam certos alimentos acreditando que vão ‘alimentar o câncer’. Esse tipo de seletividade, em vez de ajudar, pode ser prejudicial e comprometer o sucesso do tratamento”, afirma. 

Para o corpo humano, os músculos não são apenas fontes de força e mobilidade; eles são reservas essenciais de energia, especialmente durante situações de estresse, como tratamentos oncológicos. Quando o corpo precisa de energia, ele queima gordura e músculos, e essa perda muscular pode ser prejudicial ao paciente, uma vez que preservar essas estruturas é vital para suportar a quimioterapia, as cirurgias e os efeitos colaterais. 

“Pacientes com perda importante da sua massa muscular têm dificuldade em se recuperar, o que, muitas vezes, pode comprometer a eficácia do tratamento. Isso demonstra a importância de uma alimentação rica e balanceada, que ajude a preservar essa massa”, explica Gomes. 

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Desafios nutricionais – O metabolismo de um paciente com câncer frequentemente acelera, demandando mais energia do que o habitual. Contudo, o processo é dificultado pela inflamação causada pelos tumores, que reduz o apetite e torna a alimentação ainda mais desafiadora. É comum que os efeitos colaterais da quimioterapia, como mucosite, náusea e alterações no paladar, dificultem o consumo adequado de nutrientes. 

Por trás do sucesso de muitos tratamentos contra o câncer, há um aliado que muitas vezes passa despercebido: a nutrição adequada. O médico intensivista Pedro Gomes, pós-graduado em nutrologia, destaca que o estado nutricional dos pacientes influencia diretamente na resposta ao tratamento e na qualidade de vida durante e após o processo. 
Segundo o especialista, um dos maiores equívocos é a seletividade alimentar baseada em mitos. “Muitos pacientes evitam certos alimentos acreditando que vão ‘alimentar o câncer’. Esse tipo de seletividade, em vez de ajudar, pode ser prejudicial e comprometer o sucesso do tratamento”, afirma. 
Para o corpo humano, os músculos não são apenas fontes de força e mobilidade; eles são reservas essenciais de energia, especialmente durante situações de estresse, como tratamentos oncológicos. Quando o corpo precisa de energia, ele queima gordura e músculos, e essa perda muscular pode ser prejudicial ao paciente, uma vez que preservar essas estruturas é vital para suportar a quimioterapia, as cirurgias e os efeitos colaterais. 
médico intensivista Pedro Gomes, pós-graduado em nutrologia
“Pacientes com perda importante da sua massa muscular têm dificuldade em se recuperar, o que, muitas vezes, pode comprometer a eficácia do tratamento. Isso demonstra a importância de uma alimentação rica e balanceada, que ajude a preservar essa massa”, explica Gomes. 
Desafios nutricionais – O metabolismo de um paciente com câncer frequentemente acelera, demandando mais energia do que o habitual. Contudo, o processo é dificultado pela inflamação causada pelos tumores, que reduz o apetite e torna a alimentação ainda mais desafiadora. É comum que os efeitos colaterais da quimioterapia, como mucosite, náusea e alterações no paladar, dificultem o consumo adequado de nutrientes. 
Essa combinação de fatores cria um ciclo vicioso: o paciente precisa de mais calorias e nutrientes, mas enfrenta barreiras fisiológicas e emocionais para alcançar essas metas. 
Personalização é chave – O médico enfatiza que não existe uma dieta universal para pacientes com câncer. O segredo está na personalização. “O plano alimentar deve levar em conta as preferências e limitações do paciente. A gente não pode impor algo inalcançável. O objetivo é construir uma estratégia conjunta que seja viável e atenda às necessidades nutricionais.” 
Ele também desmistifica a ideia de que certos alimentos, como açúcar ou pão, podem “alimentar” o câncer. Essas afirmações não têm base científica sólida e o foco deve ser na manutenção de uma dieta balanceada, rica em calorias, proteínas e vitaminas, adaptada a cada caso. 
Atividade física – Além da nutrição, a atividade física desempenha um papel crucial na preservação e recuperação muscular. “Muitos pacientes dizem que vão voltar para a academia depois de melhorar. Mas a verdade é que eles não vão melhorar enquanto não voltarem. O exercício estimula o crescimento muscular e é indispensável para o sucesso do tratamento”, ressalta. 
Familiares e cuidadores têm uma função essencial nesse processo, não apenas respeitando as preferências do paciente, mas também buscando orientação profissional confiável. O especialista alerta ainda sobre os riscos de informações falsas, como as que circulam em redes sociais ou aplicativos de mensagens, que podem prejudicar o tratamento. 
O tratamento vai muito além dos medicamentos, é necessária uma abordagem multidisciplinar integrada entre nutrição, atividade física e cuidados médicos. “Cada paciente deve ser tratado de forma única, com estratégias personalizadas que promovam não apenas a recuperação, mas também qualidade de vida”.

Essa combinação de fatores cria um ciclo vicioso: o paciente precisa de mais calorias e nutrientes, mas enfrenta barreiras fisiológicas e emocionais para alcançar essas metas. 

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Personalização é chave – O médico enfatiza que não existe uma dieta universal para pacientes com câncer. O segredo está na personalização. “O plano alimentar deve levar em conta as preferências e limitações do paciente. A gente não pode impor algo inalcançável. O objetivo é construir uma estratégia conjunta que seja viável e atenda às necessidades nutricionais.” 

Ele também desmistifica a ideia de que certos alimentos, como açúcar ou pão, podem “alimentar” o câncer. Essas afirmações não têm base científica sólida e o foco deve ser na manutenção de uma dieta balanceada, rica em calorias, proteínas e vitaminas, adaptada a cada caso. 

Atividade física – Além da nutrição, a atividade física desempenha um papel crucial na preservação e recuperação muscular. “Muitos pacientes dizem que vão voltar para a academia depois de melhorar. Mas a verdade é que eles não vão melhorar enquanto não voltarem. O exercício estimula o crescimento muscular e é indispensável para o sucesso do tratamento”, ressalta. 

Familiares e cuidadores têm uma função essencial nesse processo, não apenas respeitando as preferências do paciente, mas também buscando orientação profissional confiável. O especialista alerta ainda sobre os riscos de informações falsas, como as que circulam em redes sociais ou aplicativos de mensagens, que podem prejudicar o tratamento. 

O tratamento vai muito além dos medicamentos, é necessária uma abordagem multidisciplinar integrada entre nutrição, atividade física e cuidados médicos. “Cada paciente deve ser tratado de forma única, com estratégias personalizadas que promovam não apenas a recuperação, mas também qualidade de vida”.

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SAÚDE

Especialista fala sobre aumento de casos de câncer de pulmão em não fumantes

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Um estudo publicado no periódico The Lancet Respiratory Medicine, no dia 3 de fevereiro, apontou que enquanto os casos de câncer de pulmão relacionados ao tabagismo vêm diminuindo no mundo, há um aumento do diagnósticos da doença em não fumantes. A poluição do ar, tanto interna quanto externa, agora aparece como um dos principais causadores do câncer de pulmão. O estudo foi feito por pesquisadores da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS).

O câncer de pulmão é a principal causa de incidência e mortalidade por câncer em todo o mundo. De acordo com a Iarc, a estimativa é que o câncer de pulmão em pessoas que nunca fumaram seja a quinta maior causa de mortes por câncer em todo o mundo. Segundo a OMS, quase metade dos casos de câncer de pulmão em pessoas que nunca fumaram estão relacionados à poluição atmosférica -composta por partículas tóxicas de escapamentos de veículos, processos industriais, queima de biomassa e outras fontes. Essas partículas, ao serem inaladas, causam inflamação crônica e danos celulares que podem levar ao desenvolvimento de câncer. Além disso, a fumaça do cigarro, que contém mais de 40 compostos cancerígenos e outros tóxicos, não afeta apenas os fumantes ativos, mas também os passivos.

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“A poluição do ar é um fator de risco subestimado, mas extremamente perigoso. Ela aumenta a incidência de câncer de pulmão e está associada, ainda, a doenças cardiovasculares e respiratórias”, explica o médico patologista Carlos Aburad. “O adenocarcinoma, subtipo mais comum em não fumantes, está diretamente ligado à exposição prolongada a ambientes poluídos”, afirma.

Além disso, a poluição interna, causada principalmente pelo tabagismo, é também um risco à saúde. Quando as partículas tóxicas do cigarro permanecem no ambiente, mesmo após ser apagado, há uma exposição de não fumantes a substâncias cancerígenas. “Muitas pessoas não percebem que estão constantemente expostas a esses riscos em casa, no trabalho ou em espaços públicos. A conscientização e a adoção de medidas preventivas são essenciais para reduzir a incidência da doença”, alerta.

Os especialistas destacam a importância de medidas coletivas e individuais para combater os efeitos da poluição e do tabagismo passivo. “No ambiente de trabalho, por exemplo, é crucial a remoção ou substituição de agentes cancerígenos, além do controle da qualidade do ar. A realização periódica de exames médicos também é fundamental para a detecção precoce de doenças relacionadas à exposição a poluentes”, afirma Carlos Aburad.

O médico patologista complementa que a mudança começa com a educação. “É preciso que a população tenha consciência sobre o tabagismo passivo. Além disso, são necessárias políticas públicas que promovam a qualidade do ar e a saúde coletiva”, avalia.

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Câncer de pulmão em números

O câncer de pulmão de acordo com estimativas 2023 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o terceiro mais comum em homens (18.020 casos novos) e o quarto em mulheres no Brasil (14.540 casos novos) – sem contar o câncer de pele não melanoma. A doença é a primeira em todo o mundo em incidência entre os homens e a terceira entre as mulheres. Dados mundiais de 2020 mostram que houve a incidência de 2,2 milhões de casos novos – 1,4 milhão em homens e 770 mil em mulheres.

De acordo com o Inca, em cerca de 85% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco. Outro fator de risco está relacionado à exposição a agentes carcinogênicos (asbesto, arsênico, berílio e cádmio, entre outros) no trabalho. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 17% a 29% dos casos de câncer de pulmão estejam relacionados ao tempo de exposição a substâncias cancerígenas, ao ambiente de trabalho e a fatores genéticos.

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