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Empresários e vereadores de Várzea Grande recorrem à ALMT por problemas na avenida da FEB

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Empresários e lideranças políticas de Várzea Grande (MT) participaram de uma reunião na manhã desta terça-feira (15), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), para pedir informações e fazer sugestões com relação às obras de adequação viária para o BRT (sigla em inglês para Ônibus de Transporte Rápido). O modal de transporte público será implantado em substituição ao VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), e vai interligar os municípios de Cuiabá e Várzea Grande.

O presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (União), juntamente com os deputados Júlio Campos (União), Fabinho (PSB) e Wilson Santos (PSD), intermediou o diálogo entre representantes da população várzea-grandense e o secretário-adjunto de obras especiais da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), Isaac Nascimento Filho.

Entre os principais questionamentos, os vereadores presentes falaram sobre o trajeto do BRT no município, o tempo de interdição nas principais vias e sobre as obras especiais, como estrutura de drenagem e passarelas. O presidente da Câmara de Vereadores de Várzea Grande, vereador Pedro Paulo (União), criticou a falta de diálogo do governo com os representantes da sociedade.

“Não fomos ouvidos, não nos apresentaram o projeto das obras. Nós somos os legítimos representantes da sociedade, precisamos conhecer, opinar. Temos informações de que o trânsito da [avenida] Couto Magalhães, coração comercial de Várzea Grande, será alterado. Os empresários já tiveram muitos prejuízos nesses dez anos de obras inacabadas, sem falar das vidas que se perderam, os acidentes registrados”, desabafou Pedrinho, como o vereador é conhecido.

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O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (Acivag), Sebastião dos Reis, o Tião da Zaelli,  destacou a importância da retomada das obras que, segundo o empresário, foi responsável pelo fechamento de inúmeros estabelecimentos, principalmente no trecho compreendido entre a ponte Júlio Müller e o elevado de acesso ao bairro Cristo Rei.

O representante da Sinfra, Isaac Nascimento, afirmou que na próxima semana serão realizadas duas audiências públicas, uma em Cuiabá e outra em Várzea Grande, para discutir sobre os impactos no entorno de onde as obras ocorrerão. Sobre o projeto em si, porém,  destacou que foi apresentado e discutido em audiência realizada na Câmara Municipal de VG com a equipe técnica da prefeitura.

“Infelizmente, uma obra como essa não é realizada sem impactos. Estamos trabalhando para que eles sejam os menores possíveis. Com relação ao projeto, o planejamento foi apresentado e discutido com a prefeitura [de Várzea Grande] e com a população por meio de audiências públicas”, afirmou Isaac Nascimento.

O deputado Júlio Campos reiterou que as reivindicações dos empresários e da população não podem ser ignoradas e que a Assembleia Legislativa vai atuar junto ao governo de Mato Grosso para viabilizar as mudanças possíveis. 

Já o deputado Wilson Santos defendeu a nomeação de uma comissão interinstitucional que possa acompanhar as obras e intermediar o diálogo entre governo e prefeituras para evitar que o projeto de mobilidade seja, mais uma vez, interrompido.

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“Acredito que um comitê liderado pelo senador Jayme Campos, com representantes do Tribunal de Contas do Estado e da Assembleia Legislativa, possa fazer a fiscalização e atuar como interlocutor político”, afirmou Santos.

O presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho, destacou que essa reunião foi a primeira e que outras deverão ocorrer até que o governo estadual apresente alternativas para atender as reivindicações da população várzea-grandense. Botelho lembrou que os comerciantes com empresas na avenida da FEB já foram extremamente prejudicados com as obras da Copa e nunca foram indenizados por isso. “Hoje tivemos uma reunião extraoficial. Outras deverão acontecer e a Assembleia deverá acompanhar todo o processo de implantação do BRT por meio da Comissão de Infraestrutura”, destacou.

Anos de espera – A população da região metropolitana de Cuiabá aguarda, desde 2014, a conclusão das chamadas obras da Copa, que incluíam a construção de viadutos, elevados, trincheiras e adequação das principais vias da capital e de Várzea Grande para receber o VLT.  Após denúncias de corrupção e atraso nos repasses à empresa responsável pela execução do projeto, as obras foram interrompidas no final de 2014, antes da conclusão.

De lá para cá, o governo anterior tentou, sem sucesso, retomar a construção do VLT e a atual gestão alterou o projeto para o BRT. As obras foram reiniciadas neste ano, pelo município de Várzea Grande, mas ainda não têm previsão de conclusão. 

Fonte: ALMT – MT

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Pivetta endurece discurso contra Wellington e promete levar disputa sobre emendas para campanha

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, elevou o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL), principal adversário na corrida ao Palácio Paiaguás. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (14), Pivetta rebateu críticas do senador, questionou sua trajetória política e afirmou que pretende transformar a discussão sobre emendas parlamentares em um dos principais temas da campanha.

A declaração representa uma mudança no discurso do governador, que vinha adotando uma postura mais moderada em relação aos adversários. O acirramento ocorre em meio à aproximação entre Wellington e lideranças que se afastaram do grupo governista, entre elas o senador Jayme Campos (União Brasil).

Ao responder sobre uma comparação feita entre as trajetórias dos dois candidatos, Pivetta afirmou que possui uma trajetória ligada à iniciativa privada e à administração pública, enquanto Wellington teria construído sua carreira predominantemente no Legislativo.

“Ele precisa comparar a trajetória dele com a minha. A minha é a trajetória de um trabalhador que começou aos 15 anos, produziu, gerou resultados e entrou para a política com a vida feita para servir ao povo”, afirmou.

Na sequência, o governador fez críticas à atuação política do senador e disse que Wellington teria concentrado sua carreira na política e na negociação de recursos por meio de emendas parlamentares.

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“Ele é um negociador voraz de emendas. Essa é a profissão dele”, declarou.

Pivetta questiona destino de emendas

Durante a entrevista, Pivetta afirmou que Wellington teria destinado mais de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares nos últimos 12 anos e questionou onde os recursos teriam sido aplicados.

“Ele está há dez mandatos no Congresso. Só nos últimos 12 anos em que é senador, distribuiu mais de R$ 1,5 bilhão em emendas. Procurem saber onde estão as emendas dele”, disse.

O governador comparou o valor mencionado ao custo de grandes obras de infraestrutura hospitalar e afirmou que o montante seria suficiente para construir quatro unidades semelhantes ao Hospital Central de Mato Grosso.

“Um bilhão e meio daria para fazer quatro hospitais centrais como esse que está sendo inaugurado. Tem algum hospital que ele fez?”, questionou.

Pivetta também afirmou que pretende explorar o assunto durante a campanha e prometeu apresentar informações sobre a destinação das emendas parlamentares.

“Durante a campanha, nós vamos mostrar muita coisa sobre emenda”, afirmou.

Críticas à trajetória política

O governador ainda questionou a atuação de Wellington no Congresso Nacional e afirmou que o senador não teria apresentado, ao longo da carreira, uma legislação de grande impacto para a sociedade brasileira.

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“Eu não vou suportar uma comparação com alguém que nunca trabalhou no Executivo, só no Legislativo, e não tem uma lei sequer na história dele que tenha sido importante para a sociedade brasileira”, declarou.

Pivetta também fez referência à passagem de Wellington por governos federais do PT e citou as administrações de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

“Lula 1, Lula 2, Dilma 1 e Dilma 2. Ele mandava em todas as emendas, mandava em todas as áreas”, afirmou.

As declarações sobre corrupção, negociação de emendas e atuação de Wellington em governos anteriores foram feitas por Pivetta durante a entrevista e, no material apresentado, não foram acompanhadas de documentos que comprovem irregularidades. A reportagem deverá ouvir Wellington Fagundes para que apresente sua versão sobre as acusações.

O confronto entre os dois candidatos sinaliza uma mudança no ambiente da disputa pelo Governo de Mato Grosso. Com a aproximação do período de campanha, críticas relacionadas à experiência administrativa, uso de recursos públicos e atuação parlamentar tendem a ganhar espaço no debate eleitoral.

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