POLÍTICA NACIONAL

Márcio Bittar critica participação de artistas em manifestações contra a anistia

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Em pronunciamento nesta terça-feira (23), o senador Márcio Bittar (PL–AC) criticou o que chamou de “showmício” em atos recentes contra a anistia aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro de 2023.

— A manifestação é legítima. Ela pode ser do meu time ou não, ela é legítima. O que não significa que eu não possa afirmar que muitos artistas que são bancados pela Lei Rouanet [de incentivo à cultura] ajudaram a fazer da manifestação um “showmício”, o que é um direito deles — declarou.

O senador comparou os episódios atuais no Brasil ao contexto político de 1964 e acusou setores da esquerda de buscarem o poder “pela força”, citando declarações de antigos militantes.

— No movimento pré-1964, os grupos radicalizados não queriam democracia, queriam golpe de Estado. Num momento de rara honestidade intelectual [do cantor e compositor] Caetano Veloso, ele admite isso, em vídeo, quando diz que o que eles queriam era dar um golpe de Estado para implantar a ditadura do proletariado. [O ex-deputado federal] Fernando Gabeira também diz a mesma coisa — afirmou, lembrando que parte desses grupos foi anistiada em 1979.

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Ao tratar da relação entre Legislativo e Judiciário, o senador denunciou pressões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Congresso e defendeu a imunidade parlamentar.

— Hoje não existem mais três Poderes: existem dois, porque [o Legislativo] está submisso ao Supremo Tribunal Federal. Aqui, algum senador que negar que tem receio de assinar CPI, que tem receio de assinar projetos como o da anistia ampla e geral, o parlamentar que disser na tribuna que não há receio do STF, perdão, está mentindo — afirmou.

Bittar também declarou que apoiará o a proposta de emenda à Constituição (PEC) que exige autorização do Congresso Nacional para ação penal contra parlamentares (PEC 3/2021), já aprovada pela Câmara dos Deputados.

— Qual é a nossa tarefa? Tirar os jabutis, mas preservar a parte do texto que garante a imunidade parlamentar, que é o que faz com que cada um de nós se posicione e não tenha medo de ser processado pelo Supremo Tribunal Federal de uma hora para outra, por opinião, por palavras e votos — concluiu.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho pede para sair, muda de ideia e Republicanos confirma candidatura ao Governo de Minas

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A novela envolvendo Cleitinho Azevedo e a disputa pelo Governo de Minas Gerais ganhou, ao menos por enquanto, um novo capítulo. Depois de pedir para deixar a corrida eleitoral e, posteriormente, manifestar o desejo de voltar à disputa, o senador foi novamente escolhido pelo Republicanos como candidato ao Palácio Tiradentes.

A decisão foi definida nesta sexta-feira (7), após uma reunião entre Cleitinho e o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), em São Paulo. A chapa deve ser oficializada nos próximos dias.

A confirmação encerra uma sequência de idas e vindas que transformou a candidatura de Cleitinho em um dos principais assuntos da articulação eleitoral em Minas. O senador chegou a pedir para sair da disputa, mas posteriormente mudou de posição e passou a defender novamente seu nome como candidato ao governo.

A confusão obrigou o Republicanos a reorganizar seus planos. O partido havia colocado o ex-prefeito de Patos de Minas, Luis Eduardo Falcão, como opção para a disputa. Falcão, porém, é aliado de Cleitinho e passou a atuar pela retomada da candidatura do senador.

A movimentação também ganhou força dentro do próprio partido. Candidatos a deputado estadual e federal pressionaram pela permanência de Cleitinho na chapa, avaliando que sua presença poderia fortalecer as candidaturas proporcionais. O senador é considerado um dos principais nomes eleitorais da legenda em Minas.

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Pedido de desculpas e novo compromisso

Na tentativa de colocar um ponto final na crise, o Republicanos informou que Cleitinho pediu desculpas à população mineira e às forças políticas envolvidas nas negociações para a formação da chapa.

O senador também assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim, numa tentativa de encerrar as dúvidas provocadas pelas mudanças anteriores de posição.

Além da confirmação da candidatura, outro acordo foi estabelecido: Cleitinho não utilizará recursos do fundo eleitoral do Republicanos para financiar sua campanha.

Liderança nas pesquisas pesou na decisão

A força eleitoral do senador foi um dos principais fatores considerados pela direção nacional do partido. Pesquisa Quaest divulgada em 28 de julho apontou Cleitinho com 35% das intenções de voto para o Governo de Minas, 23 pontos à frente do segundo colocado, Alexandre Kalil (PDT), que apareceu com 12%.

O desempenho nas pesquisas ajudou a mudar o cálculo político do Republicanos. Mesmo depois das sucessivas mudanças de posição do senador, a possibilidade de abrir mão de um candidato que aparece na liderança tornou-se mais difícil para a legenda.

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A decisão também atende a uma pressão que vinha dos próprios candidatos do partido, interessados em contar com Cleitinho como principal puxador de votos na disputa proporcional.

Reviravolta mexe com o PL

A volta de Cleitinho à corrida pelo governo também provoca impacto direto na estratégia do PL em Minas Gerais.

O partido vinha trabalhando com a possibilidade de contar com o senador como um nome importante para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República no estado. Diante da possibilidade de Cleitinho deixar a disputa, o PL havia lançado o empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), para o governo.

Agora, com o retorno de Cleitinho ao páreo, o cenário volta a mudar e obriga as forças políticas de direita a recalcularem suas estratégias para a eleição estadual.

O deputado federal Domingos Sávio também está no tabuleiro do PL para a disputa ao Senado.

Por enquanto, a principal novidade é que Cleitinho voltou ao jogo. Depois de pedir para sair, reconsiderar a decisão e enfrentar uma verdadeira queda de braço dentro do próprio campo político, o senador agora promete transformar a candidatura em compromisso definitivo.

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