POLÍTICA NACIONAL

Magno Malta critica prisões de capixabas pelo 8 de janeiro

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O senador Magno Malta (PL-ES), em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (9), voltou a criticar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023. Malta afirmou que cidadãos capixabas que participaram apenas de manifestações no Espírito Santo foram incluídos nas investigações sem justificativa plausível, sendo misturados com pessoas que estiveram nas invasões dos prédios dos três Poderes em Brasília.

— No meu estado, nós temos presos políticos. Tem presos de tornozeleira [eletrônica] que não estavam no dia 8 aqui. Eles foram presos a pedido da procuradora[-geral] do meu estado. Alexandre de Moraes mandou prendê-los e colocar tornozeleira neles. O jornalista Jackson Rangel, o vereador Armandinho Fontoura, o vereador Pastor Fabiano, o deputado Capitão Assumção e o ex-deputado Carlos Von. Olha se isso tem cabimento — declarou.

Para o senador, muitos investigados estão sendo punidos antes mesmo do devido julgamento. Ele afirmou que a oposição seguirá cobrando respeito às garantias constitucionais e ao devido processo legal.

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— Nós, da oposição, queremos que os fatos sejam exibidos, que a verdade apareça. Não vamos nos calar diante das injustiças cometidas contra pessoas que não cometeram crime algum — disse.

Malta também comentou sobre a manifestação realizada na Avenida Paulista no último sábado (6) a favor de anistia para os presos do 8 de janeiro. Ele rebateu as estimativas de público divulgadas pela imprensa e afirmou que a mobilização contou com número de participantes muito superior.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Flávio promete mulheres no STF e diz que indicará ministros que “respeitem a Constituição”

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O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, voltou a criticar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante um ato de campanha em Itapetininga, no interior de São Paulo, neste sábado (8). Em discurso, o senador afirmou que, caso seja eleito, pretende indicar homens e mulheres para as vagas que forem abertas na Corte.

“O próximo presidente indica quatro ministros do STF e vou colocar lá homens e mulheres, que respeitam a Constituição, que não usem a máquina para enriquecer, que não promovam perseguição”, declarou.

Flávio também afirmou que os indicados não deverão repetir, na avaliação dele, decisões tomadas contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Que não façam mais com nenhum brasileiro o que eles fizeram com Jair Bolsonaro. A lei tem que valer para todos, inclusive para ministro do STF”, acrescentou.

Atualmente, apenas uma mulher integra o Supremo: a ministra Cármen Lúcia. Desde a criação do tribunal, outras duas mulheres ocuparam cadeiras na Corte: Ellen Gracie, nomeada em 2000, e Rosa Weber, indicada em 2011.

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Críticas ao STF

Durante o evento, Flávio voltou a criticar a atuação de ministros do Supremo, sem citar nomes. Segundo ele, integrantes da Corte que desejarem atuar politicamente deveriam deixar o tribunal e disputar eleições.

“Se ministro do Supremo quer fazer política, vamos responder na política. Se quer ser presidente do Brasil, renuncia e se candidata. Se quer mandar no Senado, renuncia e se candidata”, afirmou.

O candidato também voltou a defender o armamento da população e prometeu endurecer o combate ao narcotráfico caso seja eleito. Entre as propostas apresentadas no discurso, citou a classificação de organizações criminosas como terroristas.

Flávio também mencionou o atentado sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018. A Polícia Federal concluiu, à época, que Adélio Bispo agiu sozinho no ataque.

Aceno ao eleitorado feminino

A participação em Itapetininga faz parte da estratégia do PL de ampliar o apoio de Flávio entre as mulheres. O evento foi organizado pela deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), que declarou apoio à candidatura do senador.

A campanha também passou a dar maior espaço à esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, dentista, em atividades eleitorais.

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Durante o discurso, o senador ainda fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), associou a atual situação do país a uma “crise moral” e afirmou que pretende conduzir seu eventual governo sob valores religiosos.

O ato reuniu políticos, prefeitos da região e apoiadores. Entre os presentes estavam deputados federais e estaduais que disputam cargos nas eleições de 2026.

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