POLÍTICA NACIONAL

Instalada comissão temporária para tratar de relações econômicas com os EUA

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Aconteceu nesta quinta-feira (7) a instalação e a primeira reunião da Comissão Temporária Externa para interlocução sobre as relações econômicas bilaterais com os Estados Unidos.

A reunião foi conduzida pelo presidente do colegiado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS). A senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi designada relatora dos trabalhos.

A criação dessa comissão foi aprovada pelo Senado em 15 de julho. Sua primeira atividade foi o envio de uma missão oficial a Washington, capital norte-americana, entre os dias 28 a 30 de julho.

Os oito senadores do colegiado estiveram nos Estados Unidos para abrir o diálogo e buscar caminhos em prol de negociações que pudessem resultar na redução e no adiamento da tarifa de 50% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros.

Eles trabalharam para promover o intercâmbio de informações e fortalecer o diálogo institucional com autoridades (como os congressistas norte-americanos) e organismos internacionais sobre a relação político-econômica entre Brasil e Estados Unidos.

— A participação do Senado, por meio dessa comissão, reveste-se de fundamental importância na busca de uma política externa alinhada aos interesses nacionais. Dessa forma, encontra-se oficialmente instalada a referida comissão — declarou Nelsinho durante a reunião.

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Tarifaço

Desde quarta-feira (6), passou a vigorar a tarifa de 50% imposta pelo governo norte-americano a cerca de 95 categorias de produtos brasileiros, algo em torno de 3,8 mil itens específicos. Inicialmente, cerca de 700 produtos nacionais foram excluídos da lista dos supertarifados.

Dessa forma, o tarifaço não está sendo imposto a produtos como petróleo e outros produtos energéticos, minérios de ferro, suco de laranja, polpa de madeira e celulose, aviões e peças para aeronaves.

O senador salientou que esse é um assunto que ainda perdurará por algum tempo e que será sentido na economia dos dois países. A comissão tem o prazo de 60 dias para manter interlocuções que ajudem a resolver o impasse entre os dois governos.

— As tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos aos produtos comercializados pelo Brasil têm gerado efeitos adversos para o país, afetando diretamente a competitividade das nossas exportações, especialmente em setores centrais da economia brasileira (…) Agora abriremos as discussões e encaminhamentos dos próximos passos para que essa missão cumpra o seu papel — afirmou Nelsinho.

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 Também compõem a comissão os senadores Carlos Viana (Podemos-MG), Jaques Wagner (PT-BA), Rogério Carvalho (PT-SE), Esperidião Amin (PP-SC), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Fernando Farias (MDB-AL).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho pede para sair, muda de ideia e Republicanos confirma candidatura ao Governo de Minas

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A novela envolvendo Cleitinho Azevedo e a disputa pelo Governo de Minas Gerais ganhou, ao menos por enquanto, um novo capítulo. Depois de pedir para deixar a corrida eleitoral e, posteriormente, manifestar o desejo de voltar à disputa, o senador foi novamente escolhido pelo Republicanos como candidato ao Palácio Tiradentes.

A decisão foi definida nesta sexta-feira (7), após uma reunião entre Cleitinho e o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), em São Paulo. A chapa deve ser oficializada nos próximos dias.

A confirmação encerra uma sequência de idas e vindas que transformou a candidatura de Cleitinho em um dos principais assuntos da articulação eleitoral em Minas. O senador chegou a pedir para sair da disputa, mas posteriormente mudou de posição e passou a defender novamente seu nome como candidato ao governo.

A confusão obrigou o Republicanos a reorganizar seus planos. O partido havia colocado o ex-prefeito de Patos de Minas, Luis Eduardo Falcão, como opção para a disputa. Falcão, porém, é aliado de Cleitinho e passou a atuar pela retomada da candidatura do senador.

A movimentação também ganhou força dentro do próprio partido. Candidatos a deputado estadual e federal pressionaram pela permanência de Cleitinho na chapa, avaliando que sua presença poderia fortalecer as candidaturas proporcionais. O senador é considerado um dos principais nomes eleitorais da legenda em Minas.

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Pedido de desculpas e novo compromisso

Na tentativa de colocar um ponto final na crise, o Republicanos informou que Cleitinho pediu desculpas à população mineira e às forças políticas envolvidas nas negociações para a formação da chapa.

O senador também assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim, numa tentativa de encerrar as dúvidas provocadas pelas mudanças anteriores de posição.

Além da confirmação da candidatura, outro acordo foi estabelecido: Cleitinho não utilizará recursos do fundo eleitoral do Republicanos para financiar sua campanha.

Liderança nas pesquisas pesou na decisão

A força eleitoral do senador foi um dos principais fatores considerados pela direção nacional do partido. Pesquisa Quaest divulgada em 28 de julho apontou Cleitinho com 35% das intenções de voto para o Governo de Minas, 23 pontos à frente do segundo colocado, Alexandre Kalil (PDT), que apareceu com 12%.

O desempenho nas pesquisas ajudou a mudar o cálculo político do Republicanos. Mesmo depois das sucessivas mudanças de posição do senador, a possibilidade de abrir mão de um candidato que aparece na liderança tornou-se mais difícil para a legenda.

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A decisão também atende a uma pressão que vinha dos próprios candidatos do partido, interessados em contar com Cleitinho como principal puxador de votos na disputa proporcional.

Reviravolta mexe com o PL

A volta de Cleitinho à corrida pelo governo também provoca impacto direto na estratégia do PL em Minas Gerais.

O partido vinha trabalhando com a possibilidade de contar com o senador como um nome importante para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República no estado. Diante da possibilidade de Cleitinho deixar a disputa, o PL havia lançado o empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), para o governo.

Agora, com o retorno de Cleitinho ao páreo, o cenário volta a mudar e obriga as forças políticas de direita a recalcularem suas estratégias para a eleição estadual.

O deputado federal Domingos Sávio também está no tabuleiro do PL para a disputa ao Senado.

Por enquanto, a principal novidade é que Cleitinho voltou ao jogo. Depois de pedir para sair, reconsiderar a decisão e enfrentar uma verdadeira queda de braço dentro do próprio campo político, o senador agora promete transformar a candidatura em compromisso definitivo.

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