POLÍTICA NACIONAL

Inclusão da educação política no currículo escolar é retirada de pauta

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O projeto de lei que inclui a matéria de “educação política e direitos da cidadania” na grade curricular obrigatória da educação básica teve sua votação adiada (PL 4.088/2023). A retirada da pauta do Plenário desta terça-feira (2) foi uma sugestão do senador Rogério Carvalho (PT-SE), diante da discussão que a matéria levantou.

Apesar de sugerir o adiamento da votação, Carvalho manifestou apoio ao projeto, “que vai mostrar aos alunos como funcionam as instituições do país”, desde as Casas Legislativas até o Ministério Público. Segundo o senador, o texto pode ajudar na construção da cidadania e da democracia.

— A gente precisa garantir que seja dado o básico de informação sobre um estado complexo como o nosso — registrou o senador.

Contrários

De acordo com o senador Oriovisto Guimarães (PSDB–PR), o que mais se vê no Brasil é a tentativa de colocar mais conteúdo nos currículos escolares. Ele disse que seria melhor se as escolas ensinassem com mais profundidade um número menor de disciplinas.

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— Isso merece estudos mais aprofundados. As escolas não têm tempo pra isso, só vai criar confusão e será uma lei que não será cumprida — protestou Oriovisto.

O senador Jorge Seif (PL-SC) criticou a qualidade da educação nacional. Ao se posicionar de forma contrária ao projeto, ele disse que seria melhor o ensino de “moral e cívica”. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) sugeriu que a matéria também seja examinada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Na visão do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), o projeto é “extremamente perigoso” diante da “polarização no Brasil”. Ele disse temer o tipo de ensino que será dado nas escolas. 

— Que educação será essa? Quero deixar clara minha posição contrária a esse projeto — afirmou.

Cidadania

O projeto foi relatado pelo senador Styvenson Valentim (PSDB-RN), na Comissão de Educação (CE), e pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), na Comissão de Defesa da Democracia (CDD). 

Da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), a matéria altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Segundo a autora, o projeto tem como objetivo promover a formação de estudantes que saibam usufruir da cidadania e exercê-la em sua plenitude.

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No relatório, o senador Styvenson registrou que a educação política e os direitos de cidadania já fazem parte do arcabouço normativo da educação brasileira. A novidade prevista no projeto, acrescentou o senador, é a afirmação de um lugar curricular específico para a temática, o estudo da realidade social e política, especialmente do Brasil, e sua explicitação como componente curricular obrigatório.

Na avaliação de Teresa Leitão, componentes curriculares ligados à cidadania ajudam o país a ter “um ensino que valoriza o pluralismo de ideias e que não se deixa levar por perspectivas sectárias e hegemônicas, valorizando-se o conceito de exercer a cidadania em um Estado democrático de direito”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Convenção nacional do PT confirma Lula na corrida presidencial e destaca soberania e direitos trabalhistas

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O Partido dos Trabalhadores oficializa neste domingo (2) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição durante a convenção nacional da legenda, realizada em São Paulo. O encontro marca o início oficial da estratégia petista para a disputa presidencial de 2026 e deve ser utilizado para apresentar um balanço das ações do atual governo e defender as principais bandeiras da campanha.

Durante o evento, a expectativa é de que Lula destaque medidas implementadas em seu terceiro mandato, além de apresentar propostas para um eventual quarto governo. Entre os temas previstos no discurso estão crescimento econômico, programas sociais, defesa da soberania nacional e mudanças nas relações de trabalho.

Parlamentares do PT afirmam que o presidente deve reforçar a mensagem de recuperação econômica e social do país, além de fazer comparações com gestões anteriores e apontar os caminhos que pretende seguir caso seja eleito novamente.

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, afirmou que a convenção deve apresentar as principais entregas da atual administração e as perspectivas para os próximos anos.

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Outro tema que deve ganhar espaço no discurso é a defesa do fim da escala de trabalho 6×1, uma das bandeiras incorporadas pelo PT em 2026. A proposta prevê a substituição do modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa um por uma jornada com dois dias de descanso semanal, sem redução salarial.

A pauta passou a integrar a agenda política do governo, mas ainda depende de avanço e aprovação no Senado Federal.

Além das questões trabalhistas, a defesa da soberania nacional deve ser um dos pilares da manifestação de Lula e da direção do partido. O tema ganhou destaque nas resoluções internas do PT e aparece associado à defesa da democracia e dos direitos sociais.

A convenção ocorre uma semana após o PDT oficializar apoio à candidatura de Lula. Na ocasião, o presidente afirmou que soberania e democracia estarão entre os principais eixos da campanha eleitoral.

O encontro reúne dirigentes partidários, parlamentares e militantes do PT e também deve apresentar as diretrizes gerais da campanha que será desenvolvida até o primeiro turno das eleições de 2026.

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