POLÍTICA NACIONAL

Flávio Bolsonaro é eleito presidente da CSP

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi eleito nesta quarta-feira (19) presidente da Comissão de Segurança Pública (CSP). O parlamentar disse que, nos próximos dois anos, vai priorizar a votação de matérias que endureçam a legislação penal.

— Pretendo fazer um trabalho focado nos anseios da nossa população, que vem sofrendo muito com a insegurança pública. Esse é um problema de todos os estados. Sem dúvida alguma, uma coisa que não vai faltar à minha presidência é enfrentarmos, discutimos e votarmos projetos, por mais polêmicos que possam ser — afirmou.

Flávio Bolsonaro citou como exemplo alguns temas que podem entrar na pauta da CSP. Entre eles, regras mais duras para as audiências de custódia e a definição do porte ilegal de fuzil como um crime autônomo ao de tráfico de drogas.

— A violência virou uma epidemia. Já recebi de vários profissionais da segurança pública muitas ideias, especialmente o mapeamento de onde estão os principais gargalos na legislação. Vou dar prioridade aos projetos que tratem do endurecimento da legislação penal, com base no que tenho recebido de propostas dos profissionais — afirmou.

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 O senador Sergio Moro (União-PR) disse que o Brasil atravessa uma “calamidade” na área de segurança pública.

— Ela é muito decorrente da falta de políticas públicas do governo federal e de uma visão equivocada do mundo político e jurídico de que o direito penal seria uma espécie de mal em si, quando na verdade ele está aí para proteger o cidadão. Isso significa que precisamos ter certeza e rigor na punição de criminosos, além de mecanismos de prevenção — afirmou.

A atual composição da CSP foi definida na última terça-feira (18). A eleição do vice-presidente do colegiado deve ocorrer na primeira semana de março. Nesta quarta-feira, o senador Sergio Moro colocou o nome à disposição para assumir o cargo.

Perfil

Flávio Nantes Bolsonaro nasceu em 30 de abril de 1981. É empresário e advogado, com especializações em políticas públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) e em empreendedorismo pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Iniciou a carreira política em 2003 e foi eleito por quatro vezes consecutivas para deputado estadual. É senador desde 2019 e autor da proposta de emenda à Constituição (PEC) 32/2019, que reduz a maioridade penal para 14 anos no caso de crimes hediondos. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho pede para sair, muda de ideia e Republicanos confirma candidatura ao Governo de Minas

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A novela envolvendo Cleitinho Azevedo e a disputa pelo Governo de Minas Gerais ganhou, ao menos por enquanto, um novo capítulo. Depois de pedir para deixar a corrida eleitoral e, posteriormente, manifestar o desejo de voltar à disputa, o senador foi novamente escolhido pelo Republicanos como candidato ao Palácio Tiradentes.

A decisão foi definida nesta sexta-feira (7), após uma reunião entre Cleitinho e o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), em São Paulo. A chapa deve ser oficializada nos próximos dias.

A confirmação encerra uma sequência de idas e vindas que transformou a candidatura de Cleitinho em um dos principais assuntos da articulação eleitoral em Minas. O senador chegou a pedir para sair da disputa, mas posteriormente mudou de posição e passou a defender novamente seu nome como candidato ao governo.

A confusão obrigou o Republicanos a reorganizar seus planos. O partido havia colocado o ex-prefeito de Patos de Minas, Luis Eduardo Falcão, como opção para a disputa. Falcão, porém, é aliado de Cleitinho e passou a atuar pela retomada da candidatura do senador.

A movimentação também ganhou força dentro do próprio partido. Candidatos a deputado estadual e federal pressionaram pela permanência de Cleitinho na chapa, avaliando que sua presença poderia fortalecer as candidaturas proporcionais. O senador é considerado um dos principais nomes eleitorais da legenda em Minas.

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Pedido de desculpas e novo compromisso

Na tentativa de colocar um ponto final na crise, o Republicanos informou que Cleitinho pediu desculpas à população mineira e às forças políticas envolvidas nas negociações para a formação da chapa.

O senador também assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim, numa tentativa de encerrar as dúvidas provocadas pelas mudanças anteriores de posição.

Além da confirmação da candidatura, outro acordo foi estabelecido: Cleitinho não utilizará recursos do fundo eleitoral do Republicanos para financiar sua campanha.

Liderança nas pesquisas pesou na decisão

A força eleitoral do senador foi um dos principais fatores considerados pela direção nacional do partido. Pesquisa Quaest divulgada em 28 de julho apontou Cleitinho com 35% das intenções de voto para o Governo de Minas, 23 pontos à frente do segundo colocado, Alexandre Kalil (PDT), que apareceu com 12%.

O desempenho nas pesquisas ajudou a mudar o cálculo político do Republicanos. Mesmo depois das sucessivas mudanças de posição do senador, a possibilidade de abrir mão de um candidato que aparece na liderança tornou-se mais difícil para a legenda.

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A decisão também atende a uma pressão que vinha dos próprios candidatos do partido, interessados em contar com Cleitinho como principal puxador de votos na disputa proporcional.

Reviravolta mexe com o PL

A volta de Cleitinho à corrida pelo governo também provoca impacto direto na estratégia do PL em Minas Gerais.

O partido vinha trabalhando com a possibilidade de contar com o senador como um nome importante para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República no estado. Diante da possibilidade de Cleitinho deixar a disputa, o PL havia lançado o empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), para o governo.

Agora, com o retorno de Cleitinho ao páreo, o cenário volta a mudar e obriga as forças políticas de direita a recalcularem suas estratégias para a eleição estadual.

O deputado federal Domingos Sávio também está no tabuleiro do PL para a disputa ao Senado.

Por enquanto, a principal novidade é que Cleitinho voltou ao jogo. Depois de pedir para sair, reconsiderar a decisão e enfrentar uma verdadeira queda de braço dentro do próprio campo político, o senador agora promete transformar a candidatura em compromisso definitivo.

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