POLÍTICA NACIONAL

Encontro de tecnologia no Legislativo tem recorde de público ao debater inovação

Publicado em

O 16º Encontro Nacional do Grupo Interlegis de Tecnologia (Engitec), ocorrido entre os dias 18 e 22 de maio, reuniu especialistas e representantes de câmaras municipais e assembleias legislativas de todo o país em torno do tema “Trilhas inteligentes conectando o futuro”.

O evento proporcionou diálogos sobre inovação, transparência e modernização das casas legislativas e contou com público de cerca de 420 participantes. As trilhas de conhecimento ofereceram programações simultâneas em tecnologia, comunicação, governança e legislativo.

— Tivemos o melhor Engitec, com recorde de público, de diversidade de oficinas e de temas debatidos — comentou o diretor-executivo do ILB, Nilo Bairros.

De acordo com Mariana Moura, coordenadora do Programa Interlegis, a programação permitiu que cada participante escolhesse entre oficinas práticas e palestras, permitindo intercâmbio de informações entre profissionais de diversas partes do Brasil.

— Essa integração tornou o evento muito mais diverso e enriquecedor, permitindo que os participantes trocassem experiências entre câmaras e assembleias de diferentes regiões do país e buscassem referências em outras áreas do Legislativo para aplicar em suas próprias realidades institucionais — observou.

Leia Também:  CDR aprova rota turística para integrar municípios de Roraima

Referência no Legislativo

O Interlegis é um programa voltado ao fortalecimento do Legislativo nas esferas municipal e estadual por meio de produtos tecnológicos e ações de capacitação. A iniciativa gera economia de recursos e promove modernização institucional em todo o país, contribuindo para a eficiência das instituições no desempenho de suas funções na democracia.

— Atualmente, mais de 3 mil casas legislativas utilizam, pelo menos, um produto do programa, o que reforça ainda mais a relevância e a dimensão estratégica do Engitec. Além da programação oficial, tivemos a apresentação de casos de sucesso da comunidade utilizando as soluções desenvolvidas pelo Interlegis — disse a coordenadora.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Relatório do 8 de Janeiro omitiu 11 alertas recebidos por ex-ministro, aponta investigação

Published

on

 

O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Lula, general Gonçalves Dias, é acusado de ter determinado a retirada de 11 alertas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de um relatório oficial encaminhado ao Congresso Nacional antes dos atos de 8 de janeiro de 2023.

A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, que aponta divergências entre versões do relatório produzido pela Abin sobre os avisos emitidos antes da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

A primeira versão do documento foi entregue à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) em 20 de janeiro de 2023. Segundo a reportagem, o material não registrava 11 mensagens que haviam sido encaminhadas diretamente a Gonçalves Dias pelo aplicativo WhatsApp.

Os alertas tratavam dos riscos de invasão e de manifestações violentas nas imediações dos prédios públicos durante o período que antecedeu os atos de 8 de janeiro.

Alertas ficaram fora da primeira versão

De acordo com a apuração da Folha, a retirada das mensagens teria ocorrido sob orientação de Gonçalves Dias, sob o argumento de que os avisos encaminhados diretamente pelo aplicativo não teriam seguido os canais oficiais de comunicação.

Leia Também:  Audiência na CI discutirá concessão dos serviços de água e esgoto em Rondônia

A versão original do relatório, entretanto, teria permanecido arquivada nos registros da Abin. Posteriormente, uma nova versão do documento passou a incluir os 11 alertas enviados ao então chefe do GSI.

A existência de duas versões do relatório coloca sob questionamento a forma como as informações de inteligência foram selecionadas antes de serem encaminhadas ao Congresso.

A segunda versão foi entregue posteriormente, após solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Nela, os alertas que não apareciam no primeiro documento passaram a constar do material oficial.

Responsabilidade dentro do sistema de inteligência

A discussão também envolve as regras de funcionamento do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin).

Segundo a legislação que disciplina o sistema, o GSI possui atribuições relacionadas à coordenação das atividades de inteligência e ao encaminhamento de documentos produzidos pela Abin às autoridades competentes.

Na época em que o primeiro relatório foi elaborado, a Abin era comandada por Saulo Moura da Cunha, oficial de inteligência. Ele posteriormente deixou o comando da agência e passou a ocupar uma função no próprio GSI sob a gestão de Gonçalves Dias.

Leia Também:  Senado aprova recondução de Ivana Cei ao CNMP

Cunha deixou o cargo em março de 2023 e, posteriormente, também deixou a função que ocupava no GSI.

Gonçalves Dias deixou o GSI após 8 de Janeiro

Gonçalves Dias pediu exoneração do comando do GSI em abril de 2023, depois da divulgação de imagens das câmeras de segurança do Palácio do Planalto que mostraram sua presença no interior do prédio durante a invasão ocorrida em 8 de janeiro.

Na época, o general afirmou que estava no local para atuar diante da invasão e negou ter recebido previamente informações que apontassem para a dimensão dos ataques.

A revelação sobre as diferentes versões do relatório acrescenta um novo elemento às investigações sobre os alertas de inteligência que antecederam os atos.

Defesa

Procurado sobre o caso, o advogado de Gonçalves Dias, André Callegari, afirmou que não concederia entrevistas sobre o assunto.

Segundo a defesa, o ex-ministro tem respondido às investigações oficiais relacionadas ao episódio.

Até o momento, a acusação de que Gonçalves Dias teria ordenado a retirada dos alertas deve ser tratada como informação atribuída à apuração jornalística e ainda sujeita à confirmação pelas investigações e pelos documentos oficiais.

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA