POLÍTICA NACIONAL

CSP vai debater transparência na Justiça e atuação da Usaid no Brasil

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Na abertura dos trabalhos da Comissão de Segurança Pública (CSP) nesta terça-feira (1°), os senadores aprovaram três requerimentos extrapauta apresentados pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) para a realização de audiências públicas, ainda sem datas definidas.

De acordo com Girão, os encontros têm objetivo de debater temas como segurança institucional, transparência na Justiça e atuação de organismos internacionais no Brasil.

Áudio vazado

O primeiro requerimento aprovado (REQ 5/2025 – CSP) debaterá áudio vazado de Eduardo Tagliaferro, ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No áudio, Tagliaferro manifestaria temor em decorrência de ameaças.

Segundo Girão, o caso envolve suspeitas de que o gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes teria solicitado ao TSE relatórios de forma extraoficial para fundamentar medidas criminais contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Tagliaferro tornou-se alvo de um inquérito após o vazamento dessas informações e agora teme retaliações, diz o senador. Na justificativa apresentada, Girão argumenta que a audiência visa garantir a transparência sobre o uso de recursos judiciais e a segurança dos envolvidos.

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8 de janeiro

A CSP também aprovou um requerimento (REQ 6/2025 – CSP) de audiência pública para ouvir Fernando Nascimento Silva Neto, dirigente do PT e ex-procurador do ex-ministro José Dirceu.

Girão argumenta que Neto é acusado de orientar o coronel Jorge Eduardo Naime, à época chefe de Operações da Polícia Militar do Distrito Federal, sobre como se portar nos bastidores do dia 8 de janeiro de 2023. Além disso, ele teria prometido ao policial um cargo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-procurador também estaria ligado a um banco com lastro falso de R$ 8,5 bilhões, supostamente usado para influenciar ministérios e o Congresso Nacional, afirma o senador, citando notícias veiculadas pela imprensa. A audiência, ressalta Girão, pretende esclarecer o papel de Fernando Neto nesses episódios e os possíveis impactos das ações realizadas.

Usaid no Brasil

O último requerimento (REQ 4/2025 – CSP) de Girão aprovado pela CSP trata da investigação sobre a atuação da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) no Brasil.

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A audiência deve contar com a presença de Michael Benz, ex-funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, e visa detalhar a destinação de aproximadamente US$ 44,8 milhões a ONGs brasileiras entre 2023 e 2024.

“O financiamento dessas organizações levanta questionamentos sobre a soberania nacional e a transparência dessas transações”, afirma Girão. Além disso, continua o senador, a Usaid “tem histórico de denúncias que envolvem corrupção e abuso em projetos humanitários financiados em diversos países”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho pede para sair, muda de ideia e Republicanos confirma candidatura ao Governo de Minas

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A novela envolvendo Cleitinho Azevedo e a disputa pelo Governo de Minas Gerais ganhou, ao menos por enquanto, um novo capítulo. Depois de pedir para deixar a corrida eleitoral e, posteriormente, manifestar o desejo de voltar à disputa, o senador foi novamente escolhido pelo Republicanos como candidato ao Palácio Tiradentes.

A decisão foi definida nesta sexta-feira (7), após uma reunião entre Cleitinho e o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), em São Paulo. A chapa deve ser oficializada nos próximos dias.

A confirmação encerra uma sequência de idas e vindas que transformou a candidatura de Cleitinho em um dos principais assuntos da articulação eleitoral em Minas. O senador chegou a pedir para sair da disputa, mas posteriormente mudou de posição e passou a defender novamente seu nome como candidato ao governo.

A confusão obrigou o Republicanos a reorganizar seus planos. O partido havia colocado o ex-prefeito de Patos de Minas, Luis Eduardo Falcão, como opção para a disputa. Falcão, porém, é aliado de Cleitinho e passou a atuar pela retomada da candidatura do senador.

A movimentação também ganhou força dentro do próprio partido. Candidatos a deputado estadual e federal pressionaram pela permanência de Cleitinho na chapa, avaliando que sua presença poderia fortalecer as candidaturas proporcionais. O senador é considerado um dos principais nomes eleitorais da legenda em Minas.

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Pedido de desculpas e novo compromisso

Na tentativa de colocar um ponto final na crise, o Republicanos informou que Cleitinho pediu desculpas à população mineira e às forças políticas envolvidas nas negociações para a formação da chapa.

O senador também assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim, numa tentativa de encerrar as dúvidas provocadas pelas mudanças anteriores de posição.

Além da confirmação da candidatura, outro acordo foi estabelecido: Cleitinho não utilizará recursos do fundo eleitoral do Republicanos para financiar sua campanha.

Liderança nas pesquisas pesou na decisão

A força eleitoral do senador foi um dos principais fatores considerados pela direção nacional do partido. Pesquisa Quaest divulgada em 28 de julho apontou Cleitinho com 35% das intenções de voto para o Governo de Minas, 23 pontos à frente do segundo colocado, Alexandre Kalil (PDT), que apareceu com 12%.

O desempenho nas pesquisas ajudou a mudar o cálculo político do Republicanos. Mesmo depois das sucessivas mudanças de posição do senador, a possibilidade de abrir mão de um candidato que aparece na liderança tornou-se mais difícil para a legenda.

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A decisão também atende a uma pressão que vinha dos próprios candidatos do partido, interessados em contar com Cleitinho como principal puxador de votos na disputa proporcional.

Reviravolta mexe com o PL

A volta de Cleitinho à corrida pelo governo também provoca impacto direto na estratégia do PL em Minas Gerais.

O partido vinha trabalhando com a possibilidade de contar com o senador como um nome importante para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República no estado. Diante da possibilidade de Cleitinho deixar a disputa, o PL havia lançado o empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), para o governo.

Agora, com o retorno de Cleitinho ao páreo, o cenário volta a mudar e obriga as forças políticas de direita a recalcularem suas estratégias para a eleição estadual.

O deputado federal Domingos Sávio também está no tabuleiro do PL para a disputa ao Senado.

Por enquanto, a principal novidade é que Cleitinho voltou ao jogo. Depois de pedir para sair, reconsiderar a decisão e enfrentar uma verdadeira queda de braço dentro do próprio campo político, o senador agora promete transformar a candidatura em compromisso definitivo.

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