POLÍTICA NACIONAL

Confederação do Equador: comissão propõe projetos sobre o movimento de 1824

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Com a aprovação do seu relatório final, nesta quarta-feira (9), a Comissão Temporária Interna em Comemoração aos 200 anos da Confederação do Equador encerrou formalmente os seus trabalhos. O relatório trouxe um balanço das atividades realizadas desde a instalação da comissão, em dezembro de 2023. O documento propõe seis projetos de lei voltados à preservação da memória do movimento político e social iniciado em 1824.

Relatada pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), que também presidiu o colegiado, a comissão temporária foi responsável por coordenar ações comemorativas e educativas relacionadas ao bicentenário da Confederação do Equador. Segundo Teresa, o trabalho buscou ampliar o conhecimento histórico sobre o movimento e refletir sobre temas ainda atuais, como a centralização do poder e o federalismo.

— A ideia da comissão foi apresentar para as novas gerações de todo o Brasil conhecimento a respeito da Confederação do Equador, porque muitas das questões levantadas há 200 anos continuam pertinentes, a exemplo das discussões sobre centralização e autonomia, modelos de governo e de federação — afirmou Teresa.

Entre as proposições apresentadas estão cinco projetos que propõem a inclusão de personagens históricos no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria: Emiliano Mundurucu, Padre Mororó, Tristão Gonçalves de Alencar Araripe, Félix Antônio Ferreira de Albuquerque e Agostinho Bezerra Cavalcante e Souza. Esses nomes se somam aos de Frei Caneca e Bárbara de Alencar, já reconhecidos como heróis da Confederação.

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O sexto projeto cria o Dia Nacional dos Mártires da Confederação do Equador, a ser celebrado em 20 de agosto, data de nascimento de Frei Caneca. A escolha, segundo Teresa, foi feita em consenso com os pesquisadores e técnicos, por ser uma data ainda pouco utilizada, capaz de contemplar o conjunto dos idealizadores do movimento.

Atividades da comissão

Durante o ano de funcionamento, a comissão promoveu diligências técnicas em quatro estados do Nordeste, com reuniões e visitas em locais históricos de Recife, Olinda, Fortaleza, Crato, João Pessoa, Campina Grande e Itabaiana. Também foram realizadas três audiências públicas, uma sessão especial no Plenário do Senado e uma parceria com o programa Jovem Senador.

Entre os produtos resultantes do trabalho da comissão estão:

  • Série documental “Uma Outra Independência”, exibida pela TV Senado;
  • Exposição “Confederação do Equador: uma história de luta pela cidadania”, no Salão Negro do Congresso;
  • Publicação de seis livros com estudos clássicos e inéditos sobre o tema;
  • Textos técnicos elaborados por consultores do Senado;
  • Criação de um site especial reunindo os materiais produzidos.

Homenagens e reflexões finais

Durante a reunião, a senadora Jussara Lima (PSD-PI) exaltou o trabalho da comissão e prestou homenagem à heroína Bárbara de Alencar, destacando sua atuação política e empresarial em um tempo marcado pela opressão às mulheres.

— A memória de Bárbara de Alencar deve ser não apenas cultivada, mas reverenciada ante o fato de ter demonstrado qualidades pessoais, cívicas e patrióticas genuinamente valorosas, em um ambiente cultural e político extremamente adverso — afirmou Jussara.

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O senador Fernando Dueire (MDB-PE) destacou o papel de Pernambuco nas lutas por autonomia desde o século 19 e elogiou o trabalho coletivo realizado ao longo do ano.

— Hoje nós temos problemas que não são de hoje com relação ao pacto federativo, já vêm de muitos anos. E isso também nos provoca para ter um olhar diferenciado com relação à concentração de recursos provenientes da sociedade brasileira e que precisam ser revisitados — disse Dueire.

A senadora Teresa Leitão encerrou a reunião agradecendo o apoio das instituições acadêmicas e dos órgãos do Senado envolvidos no projeto. Ela defendeu a inclusão da temática nos currículos escolares e celebrou o trabalho desenvolvido pela comissão.

— A gente espera ampliar esse conhecimento valorizando, de fato, a nossa escola, a nossa história contada não apenas pela ótica dos vencedores, que abafaram, que perseguiram, que mataram os corpos daqueles que participaram da Confederação. Mas não conseguiram matar os seus ideais republicanos e constitucionalistas — ressaltou Teresa.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Flávio promete mulheres no STF e diz que indicará ministros que “respeitem a Constituição”

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O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, voltou a criticar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante um ato de campanha em Itapetininga, no interior de São Paulo, neste sábado (8). Em discurso, o senador afirmou que, caso seja eleito, pretende indicar homens e mulheres para as vagas que forem abertas na Corte.

“O próximo presidente indica quatro ministros do STF e vou colocar lá homens e mulheres, que respeitam a Constituição, que não usem a máquina para enriquecer, que não promovam perseguição”, declarou.

Flávio também afirmou que os indicados não deverão repetir, na avaliação dele, decisões tomadas contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Que não façam mais com nenhum brasileiro o que eles fizeram com Jair Bolsonaro. A lei tem que valer para todos, inclusive para ministro do STF”, acrescentou.

Atualmente, apenas uma mulher integra o Supremo: a ministra Cármen Lúcia. Desde a criação do tribunal, outras duas mulheres ocuparam cadeiras na Corte: Ellen Gracie, nomeada em 2000, e Rosa Weber, indicada em 2011.

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Críticas ao STF

Durante o evento, Flávio voltou a criticar a atuação de ministros do Supremo, sem citar nomes. Segundo ele, integrantes da Corte que desejarem atuar politicamente deveriam deixar o tribunal e disputar eleições.

“Se ministro do Supremo quer fazer política, vamos responder na política. Se quer ser presidente do Brasil, renuncia e se candidata. Se quer mandar no Senado, renuncia e se candidata”, afirmou.

O candidato também voltou a defender o armamento da população e prometeu endurecer o combate ao narcotráfico caso seja eleito. Entre as propostas apresentadas no discurso, citou a classificação de organizações criminosas como terroristas.

Flávio também mencionou o atentado sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018. A Polícia Federal concluiu, à época, que Adélio Bispo agiu sozinho no ataque.

Aceno ao eleitorado feminino

A participação em Itapetininga faz parte da estratégia do PL de ampliar o apoio de Flávio entre as mulheres. O evento foi organizado pela deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), que declarou apoio à candidatura do senador.

A campanha também passou a dar maior espaço à esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, dentista, em atividades eleitorais.

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Durante o discurso, o senador ainda fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), associou a atual situação do país a uma “crise moral” e afirmou que pretende conduzir seu eventual governo sob valores religiosos.

O ato reuniu políticos, prefeitos da região e apoiadores. Entre os presentes estavam deputados federais e estaduais que disputam cargos nas eleições de 2026.

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