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Ananias cobra “dignidade” de insatisfeitos com aliança do PL com MDB e pede desfiliação

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O presidente do diretório estadual do Partido Liberal (PL), Ananias Filho, endureceu o discurso contra integrantes da legenda que resistem à aliança firmada com o MDB para as eleições de 2026. Segundo ele, o partido não obrigará nenhum filiado a apoiar os candidatos da coligação, mas não aceitará manifestações públicas de apoio a nomes que estejam fora do grupo aliado.

A aliança entre PL e MDB foi oficializada durante a convenção estadual do MDB, realizada na terça-feira (4). A composição definiu a deputada estadual e presidente estadual do MDB, Janaína Riva, como candidata ao Senado, ao lado do deputado federal José Medeiros (PL). Os dois integram a chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL), que disputará o Governo de Mato Grosso.

A aproximação entre as duas siglas, porém, provocou resistência dentro do PL. Entre as lideranças que já manifestaram desconforto com a composição estão a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), a primeira-dama da Capital, vereadora Samantha Iris (PL), o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, e o deputado federal José Medeiros.

Durante entrevista concedida à imprensa na convenção do Partido Novo, na quarta-feira (5), Ananias afirmou que eventuais dissidências não serão toleradas caso se transformem em campanha pública para candidatos adversários.

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“Vou expulsar, não. Eu tenho certeza que quem for homem de verdade, tiver caráter e quiser fazer campanha para outro, vai lá e pede a sua desfiliação”, declarou.

Segundo o dirigente, com a formalização da aliança, os partidos que integram o arco passam a atuar sob uma coordenação conjunta.

“Quando se faz a coligação, não existirá mais PL, Novo ou MDB, vai existir um conselho que vai passar a comandar todos os candidatos. Todos os candidatos vão ficar sob a mesma tutela de uma direção única”, afirmou.

Ananias disse ainda que não aceitará que integrantes do PL façam campanha para candidatos que não estejam no grupo formado pela aliança.

“Quem não quiser fazer campanha para o Wellington Fagundes, para Marcelo Maluf, para os nossos senadores, lamento. Isso aí dá infidelidade e infidelidade eu não vou aceitar!”, afirmou.

O presidente estadual do PL também fez uma distinção entre não apoiar publicamente a coligação e fazer campanha contra ela. De acordo com Ananias, filiados que preferirem permanecer em silêncio durante o período eleitoral não serão punidos.

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“Eu não irei obrigar ninguém a apoiar nossos candidatos, mas também não irei aceitar ninguém que está com o mandato para ficar falando que vai apoiar candidatos de fora”, disse.

Ananias também criticou integrantes que receberam recursos do fundo eleitoral e, posteriormente, decidirem apoiar candidaturas adversárias. Para ele, quem não concordar com a estratégia política definida pelo partido deveria deixar a legenda.

“Quem quiser apoiar, a primeira coisa que tinha que fazer era devolver o fundo eleitoral, do qual eles fizeram benefício para apoiar”, afirmou.

Por fim, o dirigente reforçou que o PL aceitará a neutralidade de seus filiados, mas não o apoio a candidaturas de fora da aliança.

“Ficarem calados, sem tomar posicionamento, nós vamos aceitar perfeitamente. Agora, nós não vamos aceitar de forma alguma é que, estando dentro desse arco de aliança, mandatários possam estar fazendo campanha para outro candidato que não seja desse arco de aliança”, concluiu.

Para Ananias, quem decidir apoiar outro projeto político deverá assumir a posição e deixar oficialmente o partido.

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Fábio Garcia permanece na mira para vice, mas grupo de Pivetta avalia alternativas

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O grupo político ligado ao ex-governador Mauro Mendes (União) e ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) avalia os próximos passos para a formação da chapa majoritária ao Governo de Mato Grosso em 2026. Entre os principais pontos em discussão está a permanência do deputado federal Fábio Garcia (União) como candidato a vice-governador na chapa de Pivetta.

Uma reunião prevista para esta segunda-feira (10) deve tratar, entre outros assuntos, dos possíveis impactos políticos da Operação Heritage, conduzida pela Polícia Federal, sobre o projeto eleitoral do grupo.

Nos bastidores, há integrantes que defendem a manutenção de Garcia na composição, enquanto outra ala avalia a possibilidade de substituição do nome. A discussão ganhou espaço diante da preocupação de parte do grupo com eventuais reflexos da operação sobre a disputa pelo Palácio Paiaguás.

A definição, contudo, ainda não foi anunciada oficialmente. As conversas ocorrem em meio à movimentação dos partidos para consolidar alianças e definir os nomes que disputarão as eleições de 2026.

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A Operação Heritage passou a integrar o cenário político de Mato Grosso e trouxe novos elementos para as articulações eleitorais. Eventuais decisões sobre a chapa deverão considerar tanto a estratégia política do grupo quanto a repercussão do caso entre o eleitorado.

Até o momento, não há confirmação pública de mudança na composição da chapa de Pivetta. Fábio Garcia segue sendo apontado como um dos nomes cotados para ocupar a vice na aliança.

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