POLÍTICA NACIONAL

Chico Rodrigues celebra proximidade da conclusão do Linhão de Tucuruí

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O senador Chico Rodrigues (PSB-RR) celebrou nesta quarta-feira (14) o avanço das obras do Linhão de Tucuruí, ligando Manaus a Boa Vista, e afirmou que o empreendimento será um “vetor de desenvolvimento” para Roraima. O estado é o único do Brasil que permanece isolado do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Em discurso no Plenário, o senador informou que cerca de 90% das obras já estão prontas e o trabalho deve ser concluído em dezembro, segundo o Ministério de Minas e Energia. A partir daí, será possível a geração de energia “limpa e barata”, o que deverá atrair novos investimentos para o estado. Atualmente, Roraima depende da queima de óleo diesel para geração de energia.

— Por décadas, fomos um estado com enorme potencial, mas com um gargalo estrutural severo: a insegurança no fornecimento de energia. Isso afastou indústrias e desestimulou o empreendedorismo local. Com a interligação do Sistema Nacional, Roraima poderá atrair indústrias, centros de distribuição, frigoríficos, empresas de tecnologia e agronegócio de médio e grande porte — afirmou.

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O senador creditou ao ex-presidente Jair Bolsonaro o impulsionamento da obra, a partir de 2019. Também destacou o projeto de lei complementar, que ele mesmo apresentou, para facilitar a passagem de linhas de transmissão por terras indígenas (PLC 275/2019). O texto ainda espera decisão da Câmara dos Deputados.

Rodrigues classificou o atual modelo energético do estado como “insustentável e ultrapassado”. Roraima gasta anualmente mais de R$ 1 bilhão com óleo diesel para eletricidade, o que, além de ter um alto impacto financeiro, é ambientalmente danoso. Ele calcula que, com a conclusão do linhão, o estado deixará de emitir mais de 1,5 milhão de toneladas de CO2 na atmosfera.

Com 725 quilômetros de extensão, o Linhão de Tucuruí também vai permitir maior estabilidade na geração elétrica. O senador afirmou que essa garantia irá melhorar a conectividade digital. Segundo ele, será instalada uma nova linha de fibra óptica ao longo do linhão, multiplicando a velocidade da internet no estado.

— Isso criará um ambiente mais fértil para inovação, startups, comércio, educação de qualidade e melhoria de serviços públicos essenciais — resumiu.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Em audiência, feirantes do DF relatam medo de perder locais de trabalho

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Feirantes do Distrito Federal estão preocupados com uma licitação que, segundo eles, pode deixá-los sem local para exercer suas atividades. Em audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa dos Feirantes, nesta segunda-feira (22) no Senado, eles pediram apoio dos parlamentares para garantir espaços comerciais e segurança jurídica para a profissão.

Em abril, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) derrubou regras que permitiam a ocupação de boxes em feiras sem processo licitatório. O tribunal declarou inconstitucionais dispositivos de uma lei distrital que regula o funcionamento das feiras públicas e público-privadas no Distrito Federal. Foi mantido apenas o dispositivo que autoriza, de forma provisória, a permanência dos ocupantes atuais até a realização da licitação.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) alertou para o risco de que a licitação abra espaço para especuladores sem vínculo com a atividade:

— O que nos preocupa é alguém que nem é feirante entrar na licitação e arrematar tudo e virar um shopping. Isso não pode acontecer — apontou.

O objetivo da reunião era ouvir a posição dos feirantes sobre o PL 117/2026, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF). A proposta cria regras para proteger feirantes tradicionais, isentando-os de licitações para renovação de espaço e garantindo o direito de transmitir o ponto a familiares.

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A presidente da frente, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), conclamou os parlamentares para uma luta coletiva em defesa da categoria. Ela sugeriu que a frente discuta a entrega de uma agenda de propostas a candidatos ao governo do Distrito Federal e ao governo federal.

— Se tem alguém que acorda de madrugada, que coloca sua saúde em risco o tempo todo, é o feirante. Então a gente vai ter que se unir para lutar — disse.

Sobre o PL 117/2026, Izalci Lucas, relator da proposta, alertou que precisará fazer ajustes no texto: uma nota técnica da Consultoria Legislativa do Senado apontou que a proposta, na forma atual, invadiria a competência de estados e municípios. O senador também estuda incorporar ao projeto medidas previstas em outras iniciativas legislativas, como a questão da seguridade social para os feirantes.

— Há controvérsia em relação ao projeto. Estamos defendendo que ele é constitucional — afirmou.

Direito de uso

Na audiência pública, os feirantes pediram que seja reconhecido o “direito real de uso”, medida que assegura a utilização dos espaços para atividades comerciais e oferece maior segurança jurídica do que uma simples permissão de uso.

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— Os feirantes de Brasília e de todo o Brasil precisam de maior segurança. Esse documento dá estabilidade, garante mais tempo, dá estabilidade emocional ao feirante — disse Nalva Fomes, da Feira Permanente do Guará.

Orlando Batista dos Passos Filho, do Sindicato dos Feirantes do Distrito Federal, rejeitou o modelo de licitação, que, segundo ele, abre a possibilidade de participação de “não-feirantes”.  

— As feiras têm uma função social na comunidade onde estão inseridas. Não tem como comparar uma feira com um shopping center. Feira é um comércio de subsistência. A licitação vai desvirtuar o cunho social das feiras — argumentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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