POLÍTICA NACIONAL

CAS deve votar ampliação do acesso à mamografia no SUS

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Dois projetos que ampliam o acesso à mamografia no SUS e nos planos de saúde estão entre os principais itens da pauta da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que se reúne nesta quarta-feira (9), às 9h. A reunião também inclui propostas sobre campanhas de prevenção e políticas de atenção à saúde.

O PL 3.021/2024, do senador Laércio Oliveira (PP-SE), garante a realização de mamografias a partir dos 30 anos para mulheres com histórico familiar da doença. A relatora, senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), apresentou substitutivo (texto alternativo) que também assegura o exame, sem limitação de quantidade ou periodicidade, para mulheres de alto risco nos planos de saúde. O projeto altera a Lei 11.664, de 2008, e está em decisão terminativa na CAS.

Na mesma linha, o PL 499/2025, do senador Plínio Valério (PSDB-AM), assegura o direito à mamografia anual para todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade, no âmbito do SUS. O parecer da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) é favorável, com uma emenda de redação.

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A pauta inclui também projetos que instituem campanhas de conscientização e ações de saúde pública. O PL 1.764/2024, por exemplo, cria o Novembro Roxo, o Dia Nacional da Prematuridade (17 de novembro) e a Semana da Prematuridade. A relatora, senadora Dra. Eudócia (PP-AL), propõe que a lei entre em vigor em 45 dias, para que a campanha ocorra já este ano.

Também serão analisados:

  • PL 4.047/2023: institui o Agosto Branco, voltado à conscientização sobre o câncer de pulmão;
  • PL 4.974/2023: cria a Política Nacional de Promoção da Atividade Física para a Pessoa Idosa;
  • PL 2.439/2023: prevê o registro de devedores de pensão alimentícia no sistema eSocial;
  • PL 570/2024 e PL 2.992/2022: tratam, respectivamente, do abono para pais que vacinam filhos e da dedução de vacinas do Imposto de Renda.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Magno Malta anuncia PDLs contra decretos de Lula que regulam ‘big techs’

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (26), o senador Magno Malta (PL-ES) anunciou a apresentação de dois projetos de decreto legislativo (PDL 460/2026 e PDL 466/2026) para tentar derrubar decretos do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que atualizam a regulamentação do Marco Civil da Internet. As novas regras ampliam a responsabilidade das plataformas digitais (big techs) na remoção de conteúdo criminoso e exigem ações preventivas contra fraudes e violência. O parlamentar afirmou que as medidas restringem a liberdade de expressão.

— Esse PDL é para anular o decreto de Lula que faz regulação da internet. São dois PDLs: o 460, de 2026, e o 466, de 2026. Reclamação disciplinar no CNJ. Como no Brasil não tem ordenamento jurídico, não tem respeito, cada um escreve o que quer, do jeito que quer, eu digo: o Executivo e o Supremo Tribunal Federal são os componentes majoritários desse consórcio que manda e desmanda, que faz e desfaz, e que não respeita o ordenamento jurídico — declarou.

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No mesmo discurso, o parlamentar criticou pesquisas de opinião pública divulgadas após o vazamento de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo o parlamentar, as pesquisas foram utilizadas para ampliar desgastes políticos. O senador anunciou que pretende protocolar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação das empresas responsáveis pelas pesquisas eleitorais no país.

— Eu entregarei amanhã um pedido de CPI para investigar as empresas de pesquisa no Brasil, os institutos de pesquisa. O que são os institutos de pesquisa, senador Wagner, senador Davi e senadora Dorinha? Eles não são entidades filantrópicas, são empresas criadas para ganhar dinheiro e precisam ter cliente. O cliente paga, e, quando dá tudo errado para ele, o instituto ainda tem a margem de erro que ele dá para o cliente e a tira do outro — disse.

O senador também voltou a defender o homeschooling (ensino domiciliar), ao comentar o caso de uma família condenada por abandono intelectual em Jales (SP). Magno Malta defendeu que educar filhos em casa não pode ser tratado como crime e informou ter apresentado reclamação disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz responsável pela sentença.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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