Durante a sessão parlamentar do dia 29 de outubro, o deputado estadual Thiago Silva (MDB) reforçou a necessidade de o governo ampliar o orçamento destinado às ações na área de saúde mental, visando o atendimento da população dos 142 municípios.
Atualmente, está previsto no Plano Plurianual o orçamento de R$ 87 milhões para saúde mental em até quatro anos pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), sendo cerca de R$ 20 milhões para cada ano. Silva defende que o montante seja ampliado.
“Por meio do nosso trabalho e da Câmara Setorial de Saúde Mental na ALMT, estamos trabalhando para que o governo possa aumentar a destinação de recursos para as políticas de saúde mental e investimentos para ampliar o atendimento nos hospitais Paulo de Tarso, Adalto Botelho e demais instituições que atuam na área”, disse.
Thiago Silva defende ainda que o estado possa implementar as leis sancionadas na ALMT na área de saúde mental, como é o caso da Lei 11377/2021 de sua autoria que cria a Rede de Atenção às pessoas com esquizofrenia e demais doenças mentais. “Infelizmente aumentaram os casos de depressão e suicídio, e é preciso que o Governo do Estado possa ampliar a destinação de recursos visando promover a saúde mental em todas as regiões de Mato Grosso”.
O pré-candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante), evitou comentar nesta segunda-feira (3) as articulações que envolvem a formação das chapas para as eleições de 2026. Em entrevista ao Jornal da CBN Cuiabá, ele afirmou que aguardará a conclusão das convenções partidárias antes de se posicionar sobre a possível composição entre PL, MDB e outras siglas.
Questionado sobre a eventual confirmação de José Medeiros (PL) e Janaína Riva (MDB) como candidatos ao Senado na chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL), Galvan descartou fazer qualquer avaliação neste momento.
“Eu não entro nessa discussão da política ping-pong. Uma hora está aqui, outra hora está ali. Na quinta-feira, quando estiver tudo consolidado, quem é quem e onde cada um vai estar, eu vou me manifestar sobre esse assunto”, afirmou.
Segundo o pré-candidato, o cenário político ainda é marcado por mudanças constantes, o que, na avaliação dele, impede qualquer análise definitiva antes do encerramento das convenções.
“O que o político fala de manhã já muda ao meio-dia. O que fala ao meio-dia já muda à tarde. Vamos deixar consolidar para depois definir o que pode ser falado sobre esse assunto”, acrescentou.
Durante a entrevista, Galvan também voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a responsabilização de ministros da Corte. Ao responder perguntas sobre sua posição em relação ao Judiciário, afirmou discordar das decisões envolvendo os atos de 8 de Janeiro e do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O pré-candidato citou ainda o caso de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, que morreu enquanto estava preso preventivamente por envolvimento nos atos de 8 de janeiro, e questionou decisões tomadas pelo STF.
Galvan também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que há denúncias envolvendo diferentes ministérios e voltou a defender a instalação de investigações relacionadas às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ao final da entrevista, ao ser questionado sobre investigações envolvendo integrantes da família Bolsonaro, Galvan respondeu que também deveriam ser discutidos casos envolvendo integrantes do governo federal e afirmou que eventuais irregularidades devem ser apuradas pela Justiça.
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