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Relatório propõe novas regras para definição de áreas de Reserva Legal em MT

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O relatório produzido pelo Grupo de Trabalho (GT) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que revisou os critérios técnicos para definição das Áreas de Reserva Legal no estado, continua servindo de base para análises e discussões sobre possíveis alterações na legislação ambiental estadual. Coordenado pelo deputado Nininho, o estudo consolidou propostas elaboradas ao longo de 2025 com participação de representantes do poder público, setor produtivo, universidades e instituições técnicas.

De acordo com relator do GT, o advogado especialista em Direito Ambiental, Zaid Ahmad Haidar Arbid, o principal resultado foi a elaboração de uma proposta de atualização do Código Ambiental Estadual, disciplinado pela Lei Complementar 38/1995, especialmente do artigo 62 B. Além de ajustes no Decreto 1.025/2021.

O estudo já foi entregue ao Governo do Estado em novembro, que em sequência aos trabalhos, requereu à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA-MT), à Procuradoria Geral do Estado (PGE) e ao Ministério Público Estadual (MPE) avaliações e sugestões complementares.

A expectativa, segundo o relator, é de que o Poder Executivo encaminhe à Assembleia um projeto de lei complementar incorporando as propostas do Grupo de Trabalho. “A medida deve abrir uma nova fase de debate no Legislativo, com potencial de impactar tanto a proteção ambiental quanto a atividade produtiva em Mato Grosso”, disse Zaid.

O relator explica que a classificação da vegetação, para definir o percentual de reserva legal dos imóveis rurais, deve seguir critérios científicos mais claros. Ele pontuou que entre as principais mudanças está a adoção de uma análise conjunta dos fatores de estrutura da vegetação (formas de vida e área basal) e a composição das espécies presentes no imóvel rural.

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Foto: Luiz Alves/ALMT

“Na prática, isso significa que a definição entre áreas de floresta, cerrado ou campos gerais não poderá mais se basear em bancos de dados de sites (Reflora ou Specieslink), que desconsideram a altura e a espessura da vegetação analisada”, ressaltou Zaid.

Outro ponto central do relatório foi a rejeição da proposta de substituição da base de referência atual, projeto RadamBrasil, por um novo mapa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Zaid explica que, a mudança poderia gerar insegurança jurídica e alterar a classificação de mais de 8 milhões de hectares no estado. “No trabalho, foi possível quantificar precisamente essa estimativa até então desconhecida”, pontuou.

O relatório também reforça que o chamado “estudo de tipologia”, feito diretamente na propriedade, deve ter papel decisivo na classificação da vegetação. Hoje, essa etapa já existe, mas o GT identificou falhas na forma como os órgãos ambientais vêm avaliando esses estudos.

Foram analisados diversos casos em que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT) teria desconsiderado critérios técnicos, como a estrutura da vegetação, dando peso maior a dados secundários. Prova disso é que a variável “altura” ainda hoje é simplesmente ignorada nos pareceres de tipologia emitidos pela Sema.

A proposta agora é deixar claro na lei que as formas de vida dominantes encontradas no imóvel rural são o principal critério de análise e, secundariamente, bancos de dados, como o Reflora, devem ser avaliados de modo consorciado à estrutura da vegetação analisada. O relator destaca que essas balizas interpretativas obedecem ao Manual Técnico de Vegetação Brasileira (IBGE-2012) e aumentam a segurança jurídica na classificação das Áreas de Reserva Legal pelo órgão ambiental.

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O estudo também destacou que o cerrado mato-grossense possui diferentes formações, inclusive apresentando áreas com características florestais. Por isso, o relatório propõe que essas áreas continuem sendo reconhecidas como cerrado para fins de Reserva Legal, desde que não apresentem estrutura típica de floresta amazônica.

Essa definição, segundo o relator, é importante, porque impacta diretamente o percentual de preservação exigido dos imóveis, sendo 80% para Florestas, assim entendidas nos termos do Manual Técnico do IBGE, 35% para Cerrado e 20% para Campos Gerais.

O relator do GT, Zaid Arbid, ressalta ainda que as mudanças propostas buscam equilibrar dois pontos centrais: conservação ambiental, com base em critérios científicos pautados na legislação pátria, e segurança jurídica para produtores rurais e servidores públicos. Ele destaca ainda que na avaliação do Grupo de Trabalho, a clareza nas regras e o uso de parâmetros técnicos consolidados são essenciais para evitar conflitos e garantir o desenvolvimento sustentável no estado.

O trabalho do Gt contou a participação de representantes do IBGE, Reflora E Embrapa, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA) e Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (AMEF)

Fonte: ALMT – MT

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Sessão solene requerida pelo deputado Eduardo Botelho homenageia lideranças comunitárias, voluntários e empreendedores com moções de aplausos

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Representantes da Associação de Pequenos Produtores Rurais do Assentamento Conquista, reconhecidos pelo relevante trabalho no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento comunitário.

Representantes da Associação de Pequenos Produtores Rurais do Assentamento Conquista, reconhecidos pelo relevante trabalho no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento comunitário.

Foto: VANDERSON FERRAZ SANTOS

Requerida pelo deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), sessão especial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) destacou a importância de reconhecer pessoas que transformam realidades por meio de ações concretas. Realizada na última terça-feira (28), no Plenário das Deliberações Renê Barboura, fez a entrega de moções de aplausos a lideranças comunitárias, voluntários e empreendedores que se destacam por suas contribuições sociais, econômicas e comunitárias no estado.

Entre os homenageados estão representantes da Associação de Pequenos Produtores Rurais do Assentamento Conquista, reconhecidos pelo relevante trabalho no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento comunitário. Receberam a honraria: Evily Taques Guimarães, Jehovah Feliciano de Sousa, Leonildo Rodrigues dos Santos, Lucinete Soares Siqueira, Maria Elizabete da Silva, Maria José de Campos Souza, Renata Alves Feliciano de Sousa e Ruthneia Magny Soares.

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Também foram homenageadas Evanilze Auxiliadora da Cunha e Janielly Cassia Barbosa, em reconhecimento ao trabalho voluntário desenvolvido em suas comunidades. Na causa animal, Andreia Lima de Oliveira Cunha recebeu moção de aplausos pela atuação dedicada no município de Várzea Grande.

Outro destaque da solenidade foi a homenagem à empresa Nina Doces Gourmet, representada por Isadora Alexandrina Ribeiro Ojeda e Rober Alexandre Ferreira de Sá Ojeda (Robinho). O reconhecimento ressalta a trajetória empreendedora do negócio, que vem contribuindo para a economia local e gerando impacto social na Baixada Cuiabana. A marca ganhou notoriedade com a criação do “bolo pudim”, produto que viralizou nas redes sociais e se tornou símbolo do empreendimento. Atualmente, a empresa oferece mais de 20 sabores de doces artesanais, participa de feiras semanais e gera emprego e renda na região.

Para o deputado Eduardo Botelho, a homenagem representa o reconhecimento de histórias que fazem a diferença no estado.

“São pessoas que, com dedicação e compromisso, contribuem diretamente para o desenvolvimento de Mato Grosso. Valorizar essas iniciativas é também incentivar que mais ações como essas continuem acontecendo”, destacou.

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Durante a cerimônia, a secretária da Associação de Pequenos Produtores Rurais do Assentamento Conquista, Evily Taques Guimarães, destacou a importância do reconhecimento e o apoio recebido.

“Receber esse título é um abraço ao nosso trabalho. A gente só tem a agradecer ao deputado Botelho pelo apoio que levou água para o assentamento, por meio da perfuração de poços artesianos. Água é vida, é saúde, é dignidade. Estou muito feliz e grata”, afirmou.

A advogada Renata Souza, que atua de forma voluntária na comunidade, também ressaltou o impacto das ações conjuntas.

“Esse trabalho junto à comunidade rural de Cuiabá reforça a importância da advocacia como instrumento de transformação social. Com o apoio da equipe do deputado Botelho, conseguimos levar dignidade e garantir direitos à população do assentamento”, pontuou.

Fonte: ALMT – MT

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