A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que tem como alvos familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA). A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado aos fatos já apurados na operação.
Inicialmente, a PF informou que o próprio senador estaria entre os investigados. Horas depois, no entanto, a corporação corrigiu a informação e esclareceu que as medidas judiciais não têm como alvo o parlamentar.
Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços localizados no Distrito Federal e no Maranhão.
Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam utilizado pessoas físicas, empresas, contas bancárias de terceiros e operações em dinheiro em espécie para ocultar a origem e o destino dos recursos.
As diligências buscam esclarecer a procedência dos valores movimentados, a finalidade das operações financeiras e a eventual participação de cada investigado no suposto esquema.
Entre os alvos das buscas está o advogado e empresário Willer Tomaz. Em nota, a defesa afirmou que ele não é investigado na Operação Sem Desconto e explicou que o mandado de busca foi cumprido porque Tomaz é proprietário de uma aeronave utilizada pelo senador Weverton Rocha em uma viagem de caráter particular.
Ainda segundo o advogado, o uso da aeronave ocorreu de forma pessoal e amistosa, sem qualquer relação com os fatos investigados pela Polícia Federal. Ele declarou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e afirmou confiar no andamento das investigações.
A reportagem da CNN informou que procurou o senador Weverton Rocha para comentar o caso e aguarda manifestação. As investigações seguem em andamento.