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Debandada no PL: viúvo de Amália Barros rompe com Fagundes e denuncia sabotagem

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Thiago Boava rejeita palanque de Wellington Fagundes, critica acordos políticos do partido e afirma que seguirá independente na disputa por uma vaga na Câmara Federal

O racha dentro do Partido Liberal em Mato Grosso ganhou um novo capítulo. Thiago Boava, viúvo da ex-deputada federal Amália Barros, declarou que não irá apoiar a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo do Estado e acusou a direção estadual da legenda de estar dificultando seu projeto eleitoral.

A declaração ocorre após o presidente estadual do PL, Ananias Filho, afirmar que os candidatos que não apoiarem o projeto de Fagundes poderão ser expulsos da legenda ou terão de deixar o partido.

Em resposta, Boava publicou um vídeo no qual deixou claro que não pretende integrar o palanque da aliança formada em torno da candidatura de Fagundes. O candidato também afirmou que não se sente representado pelo grupo e que pretende manter sua trajetória política baseada nas pautas que considera coerentes com o legado deixado por Amália.

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“É muito triste ver isso. Não sei se é por esse motivo que estou sendo sabotado: por não subir no palanque montado. Se o preço for esse, ficarei aqui embaixo sem subir nesse palanque”, afirmou.

Boava também elevou o tom contra a condução política do PL em Mato Grosso. Segundo ele, a legenda teria deixado de cumprir compromissos assumidos anteriormente com o ex-presidente Jair Bolsonaro, com o candidato ao Senado José Medeiros e com ele próprio.

“Tenho que trazer este assunto à tona. Infelizmente, o Partido Liberal, que diz defender Deus, Pátria, Família e Liberdade, rompeu um dos seus pilares, a moralidade, e não cumpriu o combinado comigo. Não cumpriu o que foi combinado com o Zé Medeiros. Não cumpriu o que foi combinado com o capitão Bolsonaro”, declarou.

Na avaliação do candidato, a composição política construída pelo PL em Mato Grosso estaria priorizando interesses individuais em detrimento das bandeiras defendidas pelo grupo bolsonarista. A crítica coloca Boava em rota de colisão com a direção estadual justamente em um momento de definição dos palanques para a eleição de 2026.

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O candidato ainda fez um apelo aos eleitores para que observem o posicionamento dos postulantes antes de definir o voto. Ele sugeriu que o eleitor avalie quais candidatos decidiram participar do palanque de Fagundes e quais optaram por permanecer fora da composição.

“Esse palanque não fortalece Zé Medeiros, o principal ativo do capitão. Esse palanque não fortalece a liberdade que tanto buscamos; esse palanque fortalece interesses pessoais”, afirmou.

A manifestação de Boava amplia as divergências internas no PL de Mato Grosso e expõe uma disputa que ultrapassa a composição eleitoral. De um lado, a direção estadual tenta consolidar a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo do Estado. De outro, integrantes ligados ao bolsonarismo questionam a estratégia e cobram o cumprimento de acordos políticos firmados anteriormente.

Para Boava, a decisão de permanecer fora do palanque não representa uma ruptura com as bandeiras que defende, mas uma tentativa de preservar a linha política que, segundo ele, também marcou a atuação de Amália Barros.

 

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Guarnieri corre por fora, entra na agenda de Flávio e garante espaço na foto

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Uma agenda-relâmpago de Flávio Bolsonaro (PL) em Mato Grosso acabou rendendo uma situação inusitada nos bastidores da política estadual. Durante uma visita à comunidade indígena Haliti-Paresi, em Campo Novo do Parecis, o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) conseguiu entrar de última hora no encontro e ainda saiu com direito a registro em vídeo ao lado do presidenciável.

O detalhe que chamou atenção foi a forma como o tucano teria chegado ao local. Guarnieri cumpria agenda em Sapezal quando foi avisado sobre a presença de Flávio na região. De olho na oportunidade, mudou o roteiro e apareceu no encontro, garantindo seu espaço ao lado do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nos bastidores, a movimentação passou a ser tratada com bom humor por aliados, já que Guarnieri, mesmo sendo de outro partido, conseguiu chegar ao encontro e registrar a presença ao lado de Flávio.

A situação ganhou contornos ainda mais curiosos porque Wellington Fagundes, candidato do próprio PL ao Governo de Mato Grosso, não teria sido informado previamente sobre a agenda. O encontro foi articulado pelo deputado federal José Medeiros, pelo ex-senador Cidinho Santos e por Odílio Balbinotti, coordenador da campanha presidencial de Flávio em Mato Grosso.

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Fagundes teria tomado conhecimento da visita pela imprensa. Depois, correu atrás do presidenciável e conseguiu se encontrar com Flávio para garantir também a fotografia e os registros que posteriormente foram utilizados nas redes sociais.

No caso de Guarnieri, a estratégia foi diferente. Avisado de última hora, o deputado conseguiu se encaixar no roteiro e acabou aparecendo na agenda que, inicialmente, não era destinada a ele.

O episódio também cria uma situação política curiosa diante da posição adotada pelo PSDB nacional. A legenda decidiu manter neutralidade na disputa presidencial, enquanto Guarnieri buscou espaço justamente ao lado de um dos principais nomes do campo bolsonarista.

A fotografia, portanto, pode ter sido apenas um registro de ocasião, mas politicamente carrega outro significado. Em uma eleição marcada pela disputa por apoio, palanques e demonstrações de proximidade com lideranças nacionais, aparecer ao lado de Flávio Bolsonaro pode representar um ativo eleitoral importante.

E, nesse quesito, Guarnieri aparentemente não quis perder a oportunidade. Mesmo fora do roteiro original, o tucano deu um jeito de chegar ao encontro, posar para a câmera e deixar sua marca na passagem do presidenciável por Mato Grosso.

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