O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), minimizou nesta quinta-feira (13) as divergências internas no partido após a aliança firmada com o MDB, que tem a deputada estadual Janaina Riva como candidata ao Senado. Para o prefeito, a divisão dentro das siglas é comum durante a construção das alianças eleitorais e não deve comprometer a candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso.
A aliança entre PL e MDB provocou reação de parte dos integrantes da legenda, especialmente entre prefeitos que defendiam o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Três prefeitos já declararam apoio a Pivetta, enquanto o prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, anunciou a intenção de deixar o PL.
Questionado sobre os impactos do racha, Abilio respondeu que a situação não é exclusiva do PL e citou outras legendas que também enfrentam divergências internas.
“A pergunta deveria ser: qual partido está inteiro? Se fala que o PL está rachado, mas o União Brasil está inteiro? O Republicanos está inteiro? Qual partido está inteiro? Acho que faz parte de qualquer discussão partidária. Há os aceites e os não aceites em qualquer partido”, afirmou.
O prefeito também mencionou o PT como exemplo de divergência interna e citou a situação envolvendo a ex-vereadora Edna Sampaio e a escolha de Pedro Taques para a disputa ao Senado.
Para Abilio, a formação de alianças envolve diferentes interesses e disputas dentro das próprias legendas. Ele também lembrou o cenário do União Brasil, que chegou à convenção estadual com posições distintas sobre o projeto eleitoral para 2026.
No partido, uma ala ligada ao ex-governador Mauro Mendes defendia a aproximação com Pivetta, enquanto o grupo próximo ao senador Jayme Campos defendia o lançamento de candidatura própria.
Abilio também citou o Republicanos, que adotou uma posição de neutralidade na disputa presidencial e deixou para os diretórios estaduais a definição sobre alianças.
Apesar das divergências, o prefeito afirmou não acreditar que o cenário interno do PL prejudique Wellington Fagundes.
“Eu acho que não vai atrapalhar em nada. Eu acredito que eles têm um projeto deles e vão cuidar do projeto deles”, declarou.