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Carlos Bezerra se prepara para sair do MDB em MT

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O presidente estadual do MDB em Mato Grosso, Carlos Bezerra, está prestes a encerrar um ciclo de mais de três décadas à frente da sigla. Após 30 anos de liderança, o veterano político se prepara para deixar a presidência do partido no meio deste ano, salvo uma possível alteração na data das eleições internas. Este ano marca também um marco histórico para Bezerra: seus 50 anos de vida pública, que tiveram início com sua eleição para a Assembleia Legislativa em 1974.

 

Bezerra, que assumiu a presidência do MDB em 1995, vive um momento delicado em sua trajetória política. Além da derrota nas eleições para a Câmara Federal em 2022, o ex-deputado federal enfrentou dificuldades pessoais significativas, incluindo a prisão de seu filho por envolvimento em duplo homicídio, além de problemas de saúde e internações hospitalares. Apesar desses desafios, Bezerra segue sendo uma referência para o partido, sendo reconhecido como um ícone político e orientador das novas gerações.

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A deputada estadual Janaina Riva, uma das principais lideranças do MDB, destacou o legado de Bezerra e a importância de sua decisão de encerrar a presidência da sigla. “Ele está tomando a iniciativa de deixar a presidência para curtir a vida. Apesar de ausente das decisões diárias, é um grande orientador, e não vejo prejuízo se ele permanecer até o fim do mandato”, afirmou. Janaina também revelou que a renovação do diretório estadual será conduzida em consenso, possivelmente sob a liderança do deputado federal Juarez Costa.

 

Outro líder do MDB, o deputado estadual Dr. João, reforçou a relevância de Bezerra para o cenário político mato-grossense. “Bezerra é um ícone de Mato Grosso. Mesmo fora das negociações diárias, é um grande líder. Ele me disse que ficaria até o fim do ciclo, mas o partido precisa construir alianças e um consenso para definir rumos e fortalecer sua identidade”, comentou. Dr. João também sublinhou a importância de um diálogo amplo para alinhar as perspectivas dentro do partido.

 

O deputado federal Emanuelzinho, por sua vez, ressaltou o legado de Bezerra e a necessidade urgente de o MDB retomar sua identidade política. “Carlos Bezerra ainda é a cara do MDB em Mato Grosso. Ele é o homem capaz de unir o partido, mas precisamos alinhar nossa linha de pensamento com os anseios do povo mato-grossense. Falta identidade política ao partido, e Bezerra tem a capacidade de liderar esse resgate”, declarou.

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O fim de um ciclo para Bezerra marca também um momento de reestruturação para o MDB em Mato Grosso, que deve seguir os conselhos do líder histórico para consolidar uma nova fase e retomar a força política que o partido exerceu no estado por décadas.

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Política MT

Após perder disputa interna no União Brasil, Jayme Campos passa a ser citado como possível candidato em Várzea Grande

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A decisão do União Brasil de apoiar a pré-candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso abriu novas especulações sobre o futuro político do senador Jayme Campos. Sem o aval da sigla para disputar o Palácio Paiaguás e com o mandato no Senado chegando ao fim em janeiro, o nome do ex-governador voltou a circular nos bastidores como possível candidato à Prefeitura de Várzea Grande em 2028.

A avaliação entre lideranças políticas é de que Jayme mantém uma forte ligação com o município, onde construiu sua trajetória política e já exerceu o cargo de prefeito em mais de uma ocasião. Por esse motivo, uma eventual volta à disputa municipal passou a ser considerada uma possibilidade após o cenário estadual se reorganizar.

O senador ainda não confirmou qualquer intenção de disputar novamente a prefeitura, mas o assunto já começou a ser debatido entre aliados e integrantes do meio político. A leitura nos bastidores é que Várzea Grande poderia representar uma alternativa para a continuidade de sua atuação pública após o encerramento do mandato no Congresso Nacional.

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Com uma carreira marcada por passagens pelo Executivo municipal, Governo do Estado e Senado Federal, Jayme Campos agora passa a ser observado pelo mercado político diante das movimentações para as próximas eleições municipais.

Enquanto o cenário de 2028 ainda está distante, as articulações já começam a apontar possíveis caminhos para nomes tradicionais da política mato-grossense.

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