Política MT
Alunos da Unemat de Tangará da Serra conhecem funcionamento da ALMT
Publicado em
1 de outubro de 2025por
Da Redação
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) recebeu, nesta quarta-feira (1º), a visita de alunos e professores do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus de Tangará da Serra. A iniciativa foi organizada pela Secretaria de Comunicação (Secom), em parceria com o programa Por Dentro do Parlamento, com o objetivo de aproximar os futuros profissionais da prática jornalística desenvolvida no ambiente institucional.
Os universitários conheceram a Rádio Assembleia, participaram ao vivo do programa Balaio Brasil, com o apresentador Cléber Dias, acompanharam a transmissão do programa Direto do Plenário nos estúdios da TV Assembleia, percorreram setores estratégicos da Secom e participaram de um passeio guiado pelo Planejamento Estratégico. No dia anterior, na segunda-feira (30), também estiveram presentes no lançamento do Troféu Parlamento, o primeiro Prêmio de Jornalismo da Casa de Leis.
De acordo com a gerente de marketing da Secom, Noêmia Almeida, a visita dos alunos da Unemat à ALMT reforça a importância do intercâmbio entre instituições de ensino e órgãos públicos. Ao aproximar os acadêmicos da prática, a Assembleia Legislativa fortalece parcerias, mas também contribui para a formação de futuros jornalistas mais preparados para os desafios do mercado de trabalho.
“Essa iniciativa integra um conjunto de ações conjuntas que já desenvolvemos com a universidade. A coordenadora do curso de Jornalismo, professora Roseli Kochhann, é parceira da Assembleia e mobilizou os acadêmicos para estarem aqui. Os alunos presentes vivenciam hoje a prática da comunicação institucional e também participam do lançamento do primeiro Prêmio de Jornalismo do Parlamento. É uma oportunidade de ampliar horizontes e trazer o aprendizado da sala de aula para a realidade profissional”, afirmou.
Foto: Ronaldo Mazza
Roseli ressaltou ainda a importância dos estudantes vivenciarem o jornalismo fora da academia. “Essas experiências são fundamentais porque permitem aos alunos saírem da teoria e conhecerem o funcionamento de uma redação ao vivo. O contato direto com as práticas de rádio, TV e assessoria possibilita a ampliação do conhecimento. Um bom jornalista se constrói tanto na sala de aula quanto na vivência prática, e momentos como este contribuem muito para a formação deles”, destacou.
Para Victor Nascimento, do 8º semestre, o contato direto com profissionais experientes é transformador. “Quando a gente tem esse contato com pessoas que já estão no mercado, ampliamos nossos horizontes e encontramos novas possibilidades. Ver na prática como funcionam o rádio, a TV e a assessoria é enriquecedor, porque ajuda a clarear dúvidas e mostra caminhos que talvez não imaginávamos. É um aprendizado para a vida”, afirmou.
Isabelli Pinheiro, também no 8º semestre, destacou a oportunidade de conhecer diferentes áreas da comunicação. “É muito diferente do que imaginamos em sala de aula. Aqui a gente vê de perto como funciona a comunicação institucional. Participar ao vivo na rádio foi uma experiência única e reforçou minha paixão pela área. Esse contato direto com vários formatos nos ajuda a pensar no futuro e a decidir em qual caminho seguir”, explicou.
Já Evelin Maria, aluna do 4º semestre, destacou a realização de um sonho. “Estar aqui é muito especial para mim. Sempre sonhei em conhecer esse espaço e vivenciar o jornalismo na prática. Sou apaixonada pela área de assessoria de imprensa, então estar em contato com esse ambiente e aprender com profissionais é uma experiência única. Inclusive, já penso em participar do Troféu Parlamento na categoria estudante”, disse.
Ao final da visita, os estudantes receberam certificados das mãos do secretário de Comunicação ,Coronel Henrique Santos e do primeiro secretário da Assembleia Legislativa, deputado Dr. João (MDB).
“Depois de muito tempo formado como médico, tive vontade de fazer faculdade de Jornalismo para me especializar em Jornalismo esportivo, mas acabei o sonho, por conta de agenda. Estou muito feliz pela presença dos alunos. Essas aulas de campo são muito importantes para a formação deles e a Assembleia Legislativa estará sempre de portas abertas”, destacou Dr. João.
Já o secretário de Comunicação reforçou o convite para que os alunos participem do 1º Prêmio de Jornalismo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O Certifcado fará parte da carga horária dos alunos, totalizando 10 horas.
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Grupo de Trabalho da ALMT debate impactos sociais e ambientais da inteligência artificial
Published
6 horas agoon
15 de junho de 2026By
Da Redação
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (15), mais uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) responsável por acompanhar, promover estudos e propor medidas relacionadas à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A principal pauta do encontro foi a palestra “O custo social e ambiental da Inteligência Artificial diante dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU”, ministrada pelo advogado, biólogo e mestrando em Política Social pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Felipe Goffi Portela.
Participaram da reunião o presidente do GT, André Luis Rufino, a relatora Clara Vaz e o secretário José Carlos Bazan. O debate abordou os impactos da crescente utilização da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho, o consumo de energia e água, além dos desafios relacionados à desigualdade social e aos vieses presentes nos sistemas tecnológicos.
Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela destacou a necessidade de ampliar o debate sobre a inteligência artificial para além dos benefícios normalmente divulgados pelas grandes empresas de tecnologia.
“É importante que nós tenhamos uma discussão além da publicidade e dessa magia que é vendida por essas empresas. Precisamos entender o que existe por trás dessa tecnologia e quais são os impactos que ela gera para a sociedade”, afirmou.
Segundo o palestrante, a inteligência artificial depende de uma enorme estrutura física e humana para funcionar. Ele explicou que os sistemas utilizam grandes volumes de dados, demandam equipamentos de alta capacidade e consomem grandes quantidades de energia e água por meio dos data centers.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
“Quando falamos em nuvem, muitas pessoas imaginam algo abstrato, mas essa nuvem é formada por data centers espalhados pelo mundo. Existe uma estrutura física gigantesca sustentando esses sistemas, e isso tem custos ambientais e sociais que muitas vezes não aparecem para o usuário final”, observou.
Outro ponto destacado foi o impacto da inteligência artificial sobre o trabalho. De acordo com o especialista, parte da tecnologia é alimentada por trabalhadores que realizam tarefas repetitivas e pouco valorizadas, muitas vezes em países em desenvolvimento.
“A inteligência artificial não aprende de forma mágica. Ela depende de milhões de dados que são organizados e tratados por pessoas. Muitas dessas atividades são mal remuneradas e não geram qualificação profissional para quem as executa”, explicou.
Na área ambiental, Portela alertou para o elevado consumo de recursos naturais necessários para manter os data centers em funcionamento.
“Essas estruturas possuem uma pegada hídrica muito forte. São bilhões de litros de água utilizados para resfriar os equipamentos, além de uma demanda crescente por energia elétrica. Precisamos avaliar quais são os benefícios que essas instalações deixam para as comunidades onde são implantadas”, afirmou.
A relatora do GT, Clara Vaz, chamou atenção para a necessidade de refletir sobre formas de reduzir os impactos gerados pelo uso crescente da inteligência artificial.
“Quando discutimos desenvolvimento sustentável, o objetivo é justamente reduzir os impactos sociais, econômicos e ambientais. Diante desse cenário, precisamos refletir sobre o uso consciente da inteligência artificial e sobre mecanismos que possam minimizar esses efeitos”, destacou.
Ao responder aos questionamentos da relatora, Luiz Felipe afirmou que a inteligência artificial já está integrada a diversas atividades do cotidiano e dificilmente deixará de ser utilizada. Para ele, o caminho passa pela conscientização e pela criação de regras que garantam um desenvolvimento mais equilibrado da tecnologia.
“Não acredito que seja possível simplesmente parar de usar a inteligência artificial. O principal é compreender os impactos gerados por essa tecnologia e avançar no debate sobre formas de regulação que permitam um uso mais sustentável e responsável”, defendeu.
Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela também chamou atenção para os riscos relacionados às bases de dados utilizadas para treinar os sistemas de inteligência artificial. Segundo ele, como essas tecnologias aprendem a partir de informações produzidas pela própria sociedade, acabam reproduzindo preconceitos e desigualdades já existentes.
“O problema é que a inteligência artificial não cria conhecimento sozinha. Ela aprende com os dados que recebe. Se a sociedade produz desigualdades e preconceitos, esses padrões também podem aparecer nos sistemas”, explicou.
O palestrante apresentou exemplos de pesquisas internacionais que apontam falhas em sistemas de reconhecimento facial, especialmente na identificação de pessoas negras. Segundo ele, estudos demonstram taxas de erro significativamente maiores quando a tecnologia é aplicada a mulheres negras em comparação com homens brancos.
Portela também destacou casos já registrados no Brasil em que cidadãos foram abordados ou detidos injustamente após erros em sistemas automatizados de reconhecimento facial.
“Quando um sistema erra, precisamos discutir quem será responsabilizado por esse erro e quais mecanismos de fiscalização existem para evitar que a tecnologia prejudique a vida das pessoas”, alertou.
Outro exemplo apresentado envolveu a geração de imagens por inteligência artificial. O pesquisador demonstrou que, ao solicitar imagens de pessoas em determinadas profissões ou condições sociais, os sistemas tendem a reproduzir estereótipos raciais e econômicos presentes nos bancos de dados utilizados para o treinamento das plataformas.
Para ele, o avanço da inteligência artificial exige transparência, auditorias independentes e mecanismos de controle social capazes de identificar possíveis vieses discriminatórios.
“A tecnologia não é neutra. Ela reflete os dados que recebe e as escolhas feitas durante seu desenvolvimento. Por isso, é fundamental que haja fiscalização e acompanhamento desses sistemas”, afirmou.
Além de apresentar os impactos sociais, ambientais e econômicos da inteligência artificial, o palestrante também sugeriu possíveis frentes de atuação para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre elas, a criação de mecanismos de acompanhamento e fiscalização da implantação de sistemas de inteligência artificial utilizados pelo poder público, especialmente nas áreas de segurança, reconhecimento facial e prestação de serviços à população.
O palestrante defendeu ainda a realização de auditorias independentes em sistemas automatizados, o fortalecimento da transparência no uso de algoritmos e a ampliação do debate sobre a regulação da inteligência artificial, de forma a garantir que a inovação tecnológica esteja alinhada à proteção dos direitos fundamentais e aos princípios da Agenda 2030.
Segundo ele, a participação do Poder Legislativo é fundamental para avaliar os impactos dessas tecnologias antes de sua adoção em larga escala.
“Faz parte do papel da Assembleia pensar como esse uso será construído e fiscalizar de fato esses sistemas. Muitas vezes se observa apenas o resultado apresentado pela tecnologia, mas é preciso também avaliar os erros e os impactos que podem atingir a população”, destacou.
O presidente do Grupo de Trabalho, André Luis Rufino, destacou que o debate contribui diretamente para os trabalhos desenvolvidos pela ALMT em torno da Agenda 2030 e poderá subsidiar futuras iniciativas legislativas.
“Essa discussão é extremamente importante porque a inteligência artificial já está presente no cotidiano das pessoas e na administração pública. O Grupo de Trabalho, criado por iniciativa do deputado estadual Wilson Santos (PSD), tem justamente a missão de estudar esses temas, identificar desafios e buscar caminhos para que Mato Grosso avance de forma sustentável. As sugestões apresentadas durante a palestra serão analisadas e poderão subsidiar indicações, propostas legislativas e outras medidas que venham a ser discutidas e tramitadas na Assembleia Legislativa”, pontuou André Luis.
Fonte: ALMT – MT
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