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Produtores rurais recebem informações sobre o programa Solo Vivo

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Os pequenos produtores rurais do assentamento Santo Antônio da Fartura, em Campo Verde, já aguardam a chegada do presidente da República, Luiz Inácio da Silva, e do ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, para o lançamento do programa Solo Vivo, que vai beneficiar 115 famílias da região. A visita está previstas para o próximo dia 16. Antes disso, eles se reuniram com o deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta terça-feira (6), no Salão Multiuso, com a presença de representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Mato Grosso (Fetagri), que passaram informações sobre a metodologia a ser aplicada neste projeto experimental que beneficiará trabalhadores da agricultura familiar no âmbito nacional.

“Os representantes da Fetagri vieram esclarecer como funciona o programa Solo Vivo. Independente da questão partidária, é bom reforçar a importância do projeto, sendo muito raro de acontecer a presença de um presidente da República aqui, e o assentamento está tendo essa oportunidade. Agora é hora de união com a chegada de maquinários pesados. É um programa que vai impulsionar a agricultura familiar, aumentar a produtividade e gerar trabalho e renda. Quem vai ganhar são os produtores rurais. Essa é uma iniciativa inovadora que vai beneficiar especialmente regiões áridas e de baixa fertilidade”, esclareceu o parlamentar.

O secretário de Finanças e Administração da Fetagri, Reginaldo Gonçalves, acrescentou que, independente das correntes partidárias, as comunidades da Fartura serão beneficiadas com melhorias no solo e o aumento da produtividade.

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“Vamos melhorar cada vez mais. Por isso, é importante aproveitar esse momento e tirar o máximo de proveito. Este assentamento é bastante produtivo, mesmo com alguns impasses, como qualquer comunidade rural. Temos uma diversidade de produção, em que esse programa vai permitir ao homem do campo, se projetar para o Estado e, quem sabe, no país. Importante essa união e o bem-estar da comunidade”, posicionou.

Além da Fetagri, ele explicou que o programa Solo Vivo contará também com a participação direta do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do IFMT (FNADIF).

“Houve muito diálogo para que fosse definida a realização do experimento no assentamento Santo Antônio da Fartura. Será feita a recuperação de áreas com o uso de calcário e fosfato para preparar o solo para vir com a adubação mais específica e tornar a área pronta para plantar. Aqui, na Fartura, tem áreas de quatro a 20 hectares. Vamos trabalhar em cima das recomendações técnicas. As análises de solos já estão acontecendo e a recuperação vai gerar uma produção muito maior”, explicou Reginaldo.

O representante da Fetagri ressaltou que o prazo de assistência técnica para as áreas inscritas será no prazo de dois anos, sendo que Mato Grosso é o primeiro estado do país, a receber o projeto piloto que se transformará em um programa do governo federal que vai ser ampliado para beneficiar comunidades de diferentes regiões brasileiras. Também informou que será disponibilizado um kit de máquinas para a execução do projeto que engloba uma pá carregadeira, dois tratores, uma calcareadeira e duas grades aradoras por município contemplado.

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O produtor rural Giliard Pereira de Oliveira, do assentamento Santo Antônio da Fartura, contou que técnicos do IFMT já levantaram amostras do solo da sua propriedade para análise. “Atualmente, eu só planto hortaliças. Quando coletaram o solo, fiquei bastante animado. Mato Grosso é tão grande e, agora, estamos sendo beneficiados com esse projeto. A minha expectativa é plantar milho com o solo fértil e alavancar a minha produção. Esse foi o melhor ganho que tivemos”, expressou.

Beneficiados – Além de Campo Verde, o governo federal destinará R$ 42,8 milhões ao programa para atender também os municípios de Alto Araguaia, Poconé, Rosário Oeste, Barra do Bugres, São Félix do Araguaia, Matupá, Juína, Pontes e Lacerda, e São José dos Quatro Marcos.

Fonte: ALMT – MT

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Candidata do Novo denuncia suposto boicote e declara apoio a Flávio Bolsonaro e Medeiros

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A candidata a deputada estadual pelo Novo, Flaviane Ramalho, usou as redes sociais para denunciar o que classificou como um suposto boicote político e afirmou que decidiu não se calar diante do que considera uma estrutura de poder contrária à sua candidatura.

Flaviane declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e a José Medeiros ao Senado por Mato Grosso. A candidata afirmou que sua entrada na disputa representa uma tentativa de romper com estruturas políticas que, segundo ela, permanecem concentradas nas mãos dos mesmos grupos.

“Sou vítima de um sistema que me boicota”, escreveu.

A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral e depois de Flaviane ter se manifestado publicamente em defesa da delegada aposentada Ana Cristina Feldner, ex-suplente de Janaína Riva, que vem fazendo críticas à composição da chapa e anunciou um terceiro vídeo sobre o episódio.

“Não vou me calar”

Na publicação, Flaviane afirmou que conhece, segundo sua avaliação, o funcionamento desse sistema e que justamente por isso não pretende recuar.

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“E é justamente por conhecer de perto como esse sistema funciona que não vou me calar”, afirmou.

A candidata também apresentou de forma direta suas escolhas eleitorais para os cargos majoritários. Disse apoiar Flávio Bolsonaro para presidente e José Medeiros para o Senado em Mato Grosso.

A manifestação reforça o posicionamento político que Flaviane vem adotando durante a campanha. Ela disputa uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Novo, com o número 30022. O registro de sua candidatura está deferido pela Justiça Eleitoral.

“Sem medo e sem rabo preso”

No trecho mais contundente da publicação, Flaviane afirmou que decidiu enfrentar o que chama de “sistema” sem estabelecer vínculos com grupos políticos tradicionais.

“Eu escolhi enfrentar o sistema. Sem medo. Sem rabo preso. Sem me curvar aos poderosos”, declarou.

A expressão “boicote”, porém, aparece como uma acusação feita pela própria candidata. Na publicação, ela não detalhou quais ações ou episódios concretos estariam, segundo sua avaliação, configurando o suposto boicote.

O posicionamento coloca Flaviane em uma linha de campanha marcada pela defesa de uma ruptura com estruturas políticas tradicionais e pela aproximação pública com candidaturas identificadas com a direita nacional.

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Disputa pelo nome e identidade política

Flaviane também já esteve no centro de outra controvérsia eleitoral neste ano, envolvendo o nome que pretendia utilizar nas urnas. A Justiça Eleitoral deferiu sua candidatura, mas determinou que ela concorra oficialmente como “Dr. Flaviane Ramalho”, e não “Flaviane do Bolsonaro”.

A candidatura, entretanto, permanece regular e deferida, segundo os dados eleitorais atualizados.

Agora, ao afirmar publicamente que estaria sendo vítima de um suposto boicote, Flaviane transforma novamente as redes sociais em espaço para expor sua estratégia de campanha e reforçar a mensagem de enfrentamento ao que chama de “sistema”.

 

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