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ALMT vota RGA com Proposta de 4,83% em sessão extraordinária

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 Nesta terça-feira (21), os deputados estaduais de Mato Grosso participarão de uma sessão extraordinária para votar o projeto de lei sobre a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos.

 

O governador Mauro Mendes propôs um reajuste de 4,83%, baseado no Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), como divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Mauro Mendes justificou que o percentual proposto é o limite prudencial que o Executivo pode arcar, resultando em um custo adicional de mais de R$ 800 milhões para os cofres públicos.

 

A proposta inicial era de 3,85%, mas foi revisada devido às mudanças na inflação em 2024.

 

No entanto, a proposta enfrenta resistência. A deputada Janaina Riva (MDB) criticou o reajuste, afirmando que ele não compensa adequadamente as perdas dos servidores, que estariam com salários defasados em mais de 20% devido a anos sem a reposição inflacionária.

 

A RGA é um direito constitucional que visa corrigir as perdas salariais causadas pela inflação. O resultado da votação será crucial tanto para os servidores quanto para o equilíbrio financeiro do Estado.

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Ranalli diz que prefeitos do PL usam aliança com Janaina como pretexto para apoiar Pivetta

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O vereador por Cuiabá Rafael Ranalli (PL) afirmou que parte dos prefeitos do Partido Liberal em Mato Grosso estaria utilizando a aliança entre a legenda e o MDB da deputada estadual Janaina Riva como justificativa para não apoiar o projeto majoritário do partido nas eleições de 2026.

A declaração foi feita em meio ao impasse interno provocado pela composição para a disputa ao Senado, articulada pelo senador Wellington Fagundes (PL), que enfrenta resistência de lideranças da própria legenda, entre elas os prefeitos Abilio Brunini, de Cuiabá, Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Flávia Moretti, de Várzea Grande.

Segundo Ranalli, o vídeo divulgado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao lado do prefeito Abilio Brunini, do deputado federal José Medeiros (PL) e do empresário Odílio Balbinotti Filho, reforçou o alinhamento da direção nacional com o projeto político do PL em Mato Grosso.

“O vídeo serviu para ratificar que o voto do bolsonarista é no Medeiros, mas, como soldados, temos que ajudar a chapa do PL, assim como foi determinado por Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e pela direção nacional do partido”, afirmou.

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O parlamentar disse que seguirá a orientação da executiva nacional caso a aliança com Janaina Riva seja oficializada e garantiu que fará campanha para a deputada.

“Se foi determinado que a Janaina vai compor aqui, a gente pede voto com naturalidade, até pela expressividade da mulher que ela é. Está ao lado de Flávio Bolsonaro e do PL”, declarou.

Apesar disso, Ranalli criticou prefeitos da legenda que, segundo ele, já haviam demonstrado intenção de apoiar a pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e agora estariam utilizando o acordo com o MDB para justificar o afastamento do projeto do PL.

“Eles já tinham propalado que iam apoiar o Pivetta e estão usando esse caminho do Abilio para entrar nessa celeuma”, afirmou, citando diretamente os prefeitos Cláudio Ferreira e Flávia Moretti.

O vereador também cobrou uma posição do presidente estadual do PL, Ananias Filho, sobre a postura de lideranças municipais que receberam apoio da legenda durante as eleições de 2024, mas ainda não declararam apoio ao projeto encabeçado por Wellington Fagundes para 2026.

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“Esses prefeitos vieram para o time Bolsonaro, usaram o fundo eleitoral do PL e agora, na hora de apoiar, saem fora. Espero que o Ananias encontre um caminho para que esses políticos ajudem quem os ajudou”, disse.

A aliança entre PL e MDB, que prevê Janaina Riva na chapa ao Senado ao lado de José Medeiros, ampliou as divergências internas na legenda em Mato Grosso. Enquanto a direção estadual busca consolidar o projeto liderado por Wellington Fagundes, parte dos prefeitos do partido já demonstra aproximação com o grupo político de Otaviano Pivetta, evidenciando o racha interno às vésperas das convenções partidárias.

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