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Polícia Federal deflagra operação contra crime de abuso sexual infantojuvenil em MT

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (22/1), a Operação Ártemis III, com o objetivo de combater o armazenamento e a aquisição de material relacionado a abuso sexual infantojuvenil. A operação, que ocorreu em Novo São Joaquim e Várzea Grande, em Mato Grosso, resultou em mandados de busca e apreensão para colher provas e apreender equipamentos utilizados na prática do crime.

 

 

As investigações apontaram que os envolvidos estavam adquirindo e armazenando imagens e vídeos de abuso sexual infantojuvenil por meio de grupos de aplicativos de mensageria, que contavam com centenas de integrantes, incluindo membros de outros países. O crime de armazenamento e aquisição de material de abuso sexual infantojuvenil é previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com penas que podem chegar a quatro anos de reclusão e multa.

A operação teve como base mandados expedidos pela Justiça Federal de Barra do Garças/MT, com o objetivo de reunir provas que possibilitem a responsabilização dos envolvidos e coibir a disseminação desses conteúdos ilícitos. A Polícia Federal segue com a apuração do caso, com a colaboração de outras autoridades para identificar todos os envolvidos nesta rede criminosa.

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Ouro extraído ilegalmente movimentou R$ 20,5 milhões e era inserido no mercado formal, aponta investigação

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Uma investigação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal revelou uma estrutura financeira que teria movimentado cerca de R$ 20,5 milhões para sustentar atividades relacionadas à extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. O esquema é alvo da Operação Solo Sagrado, deflagrada nesta terça-feira (18).

A ofensiva busca atingir não apenas os responsáveis pela exploração mineral irregular, mas também a estrutura que permitia financiar o garimpo, transportar equipamentos, movimentar os recursos e inserir o ouro no mercado formal com aparência de legalidade.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e uma ordem de prisão preventiva. A Justiça também autorizou o bloqueio e sequestro de bens e valores, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Segundo as apurações, um dos núcleos financeiros identificados movimentou aproximadamente R$ 20,5 milhões entre 2022 e 2025. Os investigadores também encontraram mais de R$ 3,5 milhões em transações envolvendo instituições de pagamento e empresas de serviços digitais.

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A investigação aponta que o grupo utilizava empresas e cooperativas para dificultar a identificação da origem do ouro. O minério seria adquirido de produtores ou intermediários ligados ao garimpo e, posteriormente, passaria por diferentes integrantes da cadeia comercial até chegar a estruturas formalmente constituídas no setor mineral.

Na prática, a suspeita é de que o sistema permitisse transformar ouro extraído ilegalmente em produto com aparência regular perante o mercado.

A operação também revelou a existência de uma estrutura logística necessária para manter as áreas de exploração em funcionamento. Segundo os investigadores, o esquema envolvia escavadeiras hidráulicas, caminhões-prancha, combustível, peças, oficinas e transporte de equipamentos.

A atuação integrada entre PF, MPF e Receita permitiu cruzar informações bancárias, fiscais, patrimoniais, policiais e telemáticas. A estratégia busca identificar todos os integrantes da cadeia, desde os responsáveis pelo financiamento e suporte ao garimpo até aqueles envolvidos na circulação e comercialização do minério.

Além de interromper o fluxo financeiro, a Operação Solo Sagrado pretende recuperar recursos que, segundo as investigações, seriam provenientes da exploração ilegal de ouro e ampliar a identificação de outros possíveis envolvidos.

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Até o momento, os investigados são alvos de apuração e as suspeitas ainda deverão ser analisadas no decorrer do processo judicial.

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