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Dois envolvidos em briga de bar são presos por tentativa de homicídio em Porto Alegre do Norte

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Dois suspeitos de uma tentativa de homicídio, ocorrida em um bar no município de Porto Alegre do Norte, foram presos em flagrante em ação conjunta da Polícia Civil e Polícia Militar realizada no domingo (06.11), logo após o crime.

Os suspeitos, de 30 e 35 anos, foram autuados em flagrante por tentativa de homicídio e um deles também responderá pelos crimes de direção perigosa e embriaguez ao volante.

As diligências iniciaram logo após as equipes policiais serem acionadas sobre uma briga generalizada em um bar, quando foram efetuados dois disparos de arma de fogo contra a vítima, de 47 anos. Em seguida, os suspeitos foram vistos entrando em um veículo e fugindo do local, dando início à perseguição policial. 

Durante a fuga, o suspeito estava em alta velocidade, desrespeitando sinalizações de trânsito em toda a BR-158, entre os municípios de Porto Alegre do Norte e Confresa. Os suspeitos foram abordados no pátio de um posto de combustível e no veículo foi localizada a arma de fogo utilizada no crime. 

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Questionado, o suspeito confessou a autoria dos disparos e disse que atirou após ver a vítima ameaçando um amigo dele com uma faca. Diante dos fatos, os dois suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Porto Alegre do Norte, onde foram interrogados e lavrado o flagrante por tentativa de homicídio. 

A vítima foi socorrida e teve que ser transferida ao Hospital de Confresa para a retirada do projétil que ficou alojado em seu corpo.

Fonte: PJC MT

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Polícia

Antes de serem investigados, servidores do BC participaram de reuniões da PF sobre o Banco Master

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Dois ex-servidores de alto escalão do Banco Central investigados por suposto favorecimento ao Banco Master participaram de reuniões com a Polícia Federal para tratar de possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira antes de serem formalmente incluídos como suspeitos na investigação.

A informação foi apresentada pelo diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, em depoimento prestado à Polícia Federal em maio deste ano. O conteúdo da oitiva veio a público agora e integra o inquérito que apura a atuação de Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização.

Segundo a investigação, os dois são suspeitos de terem atuado em benefício do banqueiro Daniel Vorcaro, inclusive com o possível repasse de informações relacionadas à fiscalização do Banco Master. As defesas negam as acusações.

Reuniões antes das suspeitas

Aquino relatou aos investigadores que participou de encontros com delegados da Polícia Federal para discutir o caso. Uma das reuniões ocorreu em 8 de outubro de 2025, antes da liquidação do Banco Master e da primeira prisão de Vorcaro.

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De acordo com o diretor, Belline e Paulo Sérgio também participaram de diversos encontros relacionados às apurações. Depois da primeira reunião registrada em agenda pública, os encontros passaram a ocorrer de forma sigilosa.

Entre os assuntos discutidos estavam possíveis irregularidades envolvendo cessões de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB) e operações relacionadas aos fundos Bravo e Reag.

A Polícia Federal não informou se, naquele período, já havia suspeitas contra os dois servidores nem se foram adotadas medidas específicas para evitar eventual vazamento de informações.

Defesas contestam suspeitas

A defesa de Paulo Sérgio afirmou que ele não participou de “várias reuniões”, mas sustentou que o ex-diretor esteve envolvido na identificação e formalização de irregularidades relacionadas ao Banco Master.

Segundo o advogado Odel Antun, Paulo Sérgio também teria colaborado na elaboração de representações encaminhadas ao Ministério Público Federal, que posteriormente contribuíram para o avanço das investigações da Operação Compliance Zero.

A defesa de Belline Santana, representada pelo advogado Leonardo Palazzi, afirmou que o depoimento de Ailton de Aquino reforça a versão de que seu cliente atuava dentro das atribuições funcionais e mantinha interlocução com a Polícia Federal justamente para comunicar possíveis ilícitos envolvendo o banco.

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Clima de tensão no Banco Central

Ainda segundo o depoimento, o Banco Central enfrentava um ambiente de preocupação nos meses que antecederam a liquidação do Master, especialmente diante de vazamentos de informações consideradas sensíveis.

Por causa disso, Aquino afirmou ter restringido o acesso a detalhes relacionados à decisão de liquidar a instituição financeira.

Paulo Sérgio ocupou a Diretoria de Fiscalização do BC entre 2017 e 2023 e posteriormente passou a exercer a função de chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária, área que teve Belline Santana como responsável entre 2019 e 2026.

As suspeitas provocaram repercussão dentro do próprio Banco Central, já que os dois investigados tinham longa trajetória na instituição. A apuração também passou a considerar a evolução patrimonial dos ex-servidores e a possibilidade de que tenham prestado consultoria informal a Vorcaro em troca de vantagens.

As investigações continuam e ainda deverão esclarecer a extensão da participação de cada investigado, além de eventual envolvimento de outras pessoas no caso.

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