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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Política MT

Thiago Boava vê risco de Centrão reduzir espaço do PL na Câmara após derrota de Flávio

Deputado federal eleito afirma que resultado da disputa presidencial alterou articulações políticas e demonstra preocupação com negociações de cargos no governo Lula

Redação Assembleia News2 min de leitura
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Thiago Boava vê risco de Centrão reduzir espaço do PL na Câmara após derrota de Flávio

O deputado federal eleito Thiago Boava (PL) avalia que a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial mudou o cenário político para a próxima legislatura e pode dificultar os planos do partido de conquistar espaços de comando na Câmara dos Deputados a partir de 2027.

Em declaração nesta terça-feira (27), Boava demonstrou preocupação com as negociações entre dirigentes partidários e o governo federal, especialmente diante da possibilidade de distribuição de cargos e ministérios em troca de apoio político.

“Mas a derrota do Flávio muda todo o cenário, vai depender do movimento do Centrão e tudo que está sendo articulado”, afirmou.

PL teme negociações por cargos e apoio político

Ao comentar as articulações entre as bancadas, o parlamentar eleito criticou o que classificou como comportamento fisiológico de setores do Centrão, expressão utilizada no meio político para descrever negociações orientadas pela conquista de cargos, recursos e influência na estrutura do poder.

“Existe essa preocupação, porque a gente sabe que o Centrão sempre é fisiológico”, declarou.

Apesar das incertezas, Boava acredita que a composição da próxima Câmara pode abrir espaço para o PL disputar posições estratégicas, incluindo a presidência da Casa. Ele ponderou, entretanto, que o resultado da eleição presidencial interfere diretamente nas negociações.

“Acredito que, pela Câmara que foi eleita, a gente deduz que vamos ter esse espaço maior e buscar, quem sabe, uma presidência. Mas a derrota do Flávio muda todo o cenário, vai depender do movimento do Centrão e de tudo que está sendo articulado lá”, acrescentou.

Boava também chamou atenção para as possíveis negociações envolvendo a divisão de ministérios no governo Lula. Na avaliação dele, dirigentes partidários podem priorizar acordos políticos e cobrar dos parlamentares eleitos o apoio às decisões negociadas pelas cúpulas das legendas.

“Eu fiz um vídeo falando que agora o grande problema pode ser o fatiamento dos ministérios e os partidos, os caciques partidários. Cada um querendo ficar com a sua fatia e depois cobrar a fatura dos eleitos que estão nos partidos”, afirmou.

Na Câmara dos Deputados, a disputa pela presidência depende da construção de alianças entre diferentes bancadas. O PL poderá buscar apoio de outras siglas para conquistar posições na Mesa Diretora, enquanto partidos do Centrão mantêm influência nas negociações legislativas.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também aparece no cenário de possíveis articulações para a próxima legislatura.

As declarações de Boava indicam que, além da composição das bancadas, o resultado presidencial deverá influenciar as negociações por cargos e espaços de poder em Brasília a partir de 2027.

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