Nikolas rejeita troca de princípios por cargos e cobra coerência da direita no Congresso
Nikolas defendeu que a direita tenha uma atuação política de longo prazo, sem trocar posicionamentos ideológicos por vantagens imediatas na estrutura do Parlamento.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu, nesta terça-feira (3), que a direita priorize a coerência política e os princípios ideológicos nas negociações dentro do Congresso Nacional, em vez de concentrar esforços na conquista de cargos e espaços em comissões parlamentares.
Em meio às articulações para a composição das comissões da Câmara dos Deputados, o parlamentar afirmou que não pretende apoiar acordos que contrariem as posições defendidas pelo grupo político.
“Entre comissões e coerência, eu prefiro ficar com a coerência. Entre algum outro espaço e princípios, eu prefiro ficar com princípios”, declarou.
Nikolas afirmou que mantém diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e que pretende conversar sobre a distribuição dos espaços, mas ressaltou que ainda não existem definições sobre os acordos.
Críticas a possíveis concessões ao PT
O deputado também demonstrou resistência à possibilidade de a direita ceder espaços estratégicos ao PT, especialmente a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada uma das mais importantes da Câmara.
Ao comentar as negociações, Nikolas mencionou a experiência da CPMI do 8 de Janeiro e criticou a postura dos grupos que, segundo ele, não demonstraram disposição para acordos políticos.
“A maioria não faz acordo”, afirmou.
Para o parlamentar, a direita precisa avaliar as consequências de suas decisões e evitar negociações que possam comprometer a confiança de seus eleitores.
Nikolas defende Rogério Marinho para comandar o Senado
Além das articulações na Câmara, Nikolas declarou apoio à candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência do Senado Federal.
Na avaliação do deputado, a disputa representa uma oportunidade de fortalecer a independência do Legislativo diante dos demais Poderes.
“O Brasil inteiro vê que existe um ou dois Poderes que mandam no Congresso. Isso é muito ruim para a nossa democracia”, afirmou.
Nikolas defendeu que a direita tenha uma atuação política de longo prazo, sem trocar posicionamentos ideológicos por vantagens imediatas na estrutura do Parlamento.
Ao explicar sua visão, utilizou uma comparação com uma corrida de resistência para dizer que o objetivo do grupo deve ser conquistar apoio duradouro da sociedade, e não apenas garantir posições no Congresso.
“Eu não estou numa corrida de 100 metros. A gente está numa maratona. Prefiro muito mais ganhar a próxima geração do que ganhar agora uma comissão e perder o futuro”, concluiu.
Mais em Política Nacional
Ver editoria
VEJA o que o STF deixou para depois da eleição e agora tem que decidir

Wagner diz que posição de Lula sobre maioridade penal não representa oficialmente o PT

Justiça Eleitoral reabre cadastro eleitoral em todo país
