POLÍTICA NACIONAL

Comissão marca para quarta-feira sabatina de cinco indicados ao CNJ

Publicado em

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) vai sabatinar na quarta-feira (15) cinco indicados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após a leitura dos relatórios nesta nesta quarta-feira (8), o presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), concedeu vista coletiva para todos os ofícios.

Entre as indicações está a do juiz do Tribunal Regional Federal da 1ª Região Ilan Presser. O magistrado está atualmente lotado em Palmas. Também é secretário-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), membro do Comitê Nacional de Inteligência Artificial do CNJ e presidente da Associação dos Juízes Federais da 1ª Região. O OFS 17/2025 foi relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM). O relatório foi lido na reunião pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES).

Já Andréa Cunha Esmeraldo é desembargadora do Tribunal Regional Federal da 2ª Região desde 2022. Durante sua trajetória, foi titular de varas especializadas, como a 7ª Vara Federal de Execuções Fiscais e a 4ª Vara Federal Cível, ambas do Rio de Janeiro, além de ter atuado como juíza auxiliar na Presidência e na Corregedoria-Regional do TRF2. O OFS 18/2025 foi relatado pelo senador Cid Gomes (PSB-CE). O relatório foi lido na reunião pelo senador Weverton (PDT-MA).

Leia Também:  Brasil cresce no cenário turístico internacional, aponta Marcelo Freixo

Outro nome indicado é da ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Kátia Magalhães Arruda. Ela é ministra do órgão desde março de 2008. Além de sua atuação em tribunais, a indicada possui forte engajamento em questões sociais e acadêmicas. Foi coordenadora do Programa Nacional de Combate ao Trabalho Infantil entre 2015 e 2022 e, atualmente, coordena o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade da Justiça do Trabalho. O OFS 1/2026 foi relatado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA). A leitura do relatório foi feita pelo senador Contarato.

Também será sabatinado o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região Paulo Regis Machado Botelho. Em 2024, foi convocado para atuar no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Presidiu o Conselho Nacional das Escolas Judiciais da Magistratura do Trabalho no biênio 2024-2025 e atualmente também é diretor da Escola Judicial do TRT da 7ª Região. O OFS 2/2026 foi relatado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI). O relatório também foi lido pelo senador Contarato.

Leia Também:  Kajuru manifesta apoio à prisão domiciliar para Bolsonaro

Por fim, foi lido o relatório com a indicação do nome da juíza Noemia Aparecida Garcia Porto, titular da 3ª Vara do Trabalho de Taguatinga (DF). Noemia presidiu a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho entre 2019 e 2021, integrou grupo de trabalho do CNJ voltado à efetividade da política de participação feminina no Judiciário e coordenou Comitê Científico da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, além de participar de instâncias ligadas à equidade de raça, gênero e diversidade na Justiça do Trabalho. O OFS 3/2026 foi relatado pelo senador Eduardo Gomes (PL-TO).

O CNJ é o órgão responsável por exercer o controle administrativo e financeiro do Poder Judiciário e por fiscalizar o cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, sem substituir a atuação dos tribunais nos julgamentos. Criado pela Constituição, ele deve atuar para tornar a Justiça mais eficiente, transparente e uniforme, estabelecer metas, acompanhar a produtividade dos tribunais, apurar irregularidades disciplinares e promover políticas públicas para melhorar o funcionamento do sistema judicial em todo o país.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho pede para sair, muda de ideia e Republicanos confirma candidatura ao Governo de Minas

Published

on

A novela envolvendo Cleitinho Azevedo e a disputa pelo Governo de Minas Gerais ganhou, ao menos por enquanto, um novo capítulo. Depois de pedir para deixar a corrida eleitoral e, posteriormente, manifestar o desejo de voltar à disputa, o senador foi novamente escolhido pelo Republicanos como candidato ao Palácio Tiradentes.

A decisão foi definida nesta sexta-feira (7), após uma reunião entre Cleitinho e o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), em São Paulo. A chapa deve ser oficializada nos próximos dias.

A confirmação encerra uma sequência de idas e vindas que transformou a candidatura de Cleitinho em um dos principais assuntos da articulação eleitoral em Minas. O senador chegou a pedir para sair da disputa, mas posteriormente mudou de posição e passou a defender novamente seu nome como candidato ao governo.

A confusão obrigou o Republicanos a reorganizar seus planos. O partido havia colocado o ex-prefeito de Patos de Minas, Luis Eduardo Falcão, como opção para a disputa. Falcão, porém, é aliado de Cleitinho e passou a atuar pela retomada da candidatura do senador.

A movimentação também ganhou força dentro do próprio partido. Candidatos a deputado estadual e federal pressionaram pela permanência de Cleitinho na chapa, avaliando que sua presença poderia fortalecer as candidaturas proporcionais. O senador é considerado um dos principais nomes eleitorais da legenda em Minas.

Leia Também:  Barômetro da Lusofonia é lançado no Brasil em evento no Senado

Pedido de desculpas e novo compromisso

Na tentativa de colocar um ponto final na crise, o Republicanos informou que Cleitinho pediu desculpas à população mineira e às forças políticas envolvidas nas negociações para a formação da chapa.

O senador também assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim, numa tentativa de encerrar as dúvidas provocadas pelas mudanças anteriores de posição.

Além da confirmação da candidatura, outro acordo foi estabelecido: Cleitinho não utilizará recursos do fundo eleitoral do Republicanos para financiar sua campanha.

Liderança nas pesquisas pesou na decisão

A força eleitoral do senador foi um dos principais fatores considerados pela direção nacional do partido. Pesquisa Quaest divulgada em 28 de julho apontou Cleitinho com 35% das intenções de voto para o Governo de Minas, 23 pontos à frente do segundo colocado, Alexandre Kalil (PDT), que apareceu com 12%.

O desempenho nas pesquisas ajudou a mudar o cálculo político do Republicanos. Mesmo depois das sucessivas mudanças de posição do senador, a possibilidade de abrir mão de um candidato que aparece na liderança tornou-se mais difícil para a legenda.

Leia Também:  Kajuru manifesta apoio à prisão domiciliar para Bolsonaro

A decisão também atende a uma pressão que vinha dos próprios candidatos do partido, interessados em contar com Cleitinho como principal puxador de votos na disputa proporcional.

Reviravolta mexe com o PL

A volta de Cleitinho à corrida pelo governo também provoca impacto direto na estratégia do PL em Minas Gerais.

O partido vinha trabalhando com a possibilidade de contar com o senador como um nome importante para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República no estado. Diante da possibilidade de Cleitinho deixar a disputa, o PL havia lançado o empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), para o governo.

Agora, com o retorno de Cleitinho ao páreo, o cenário volta a mudar e obriga as forças políticas de direita a recalcularem suas estratégias para a eleição estadual.

O deputado federal Domingos Sávio também está no tabuleiro do PL para a disputa ao Senado.

Por enquanto, a principal novidade é que Cleitinho voltou ao jogo. Depois de pedir para sair, reconsiderar a decisão e enfrentar uma verdadeira queda de braço dentro do próprio campo político, o senador agora promete transformar a candidatura em compromisso definitivo.

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA