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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Política Nacional

Malafaia chama filhos de Bolsonaro de “jumentos” após carta de Flávio

Pastor criticou mensagem divulgada pelo senador, que se declarou presidente legítimo do Brasil mesmo após o resultado das eleições; segundo relato publicado por O Globo, Malafaia afirmou que Donald Trump teria se afastado da disputa

Redação Assembleia News2 min de leitura
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Malafaia chama filhos de Bolsonaro de “jumentos” após carta de Flávio

O pastor Silas Malafaia criticou a postura do senador Flávio Bolsonaro (PL) após a divulgação de uma carta em que o parlamentar se apresenta como presidente legítimo do Brasil, apesar da derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma mensagem privada enviada a aliados pelo WhatsApp, nesta quarta-feira (28), Malafaia usou termos ofensivos para se referir aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige. [...] [Donald] Trump já tirou o apoio. ‘Deixei ele vir para América, mas não me meto nessa questão’. Um bando de amadores babacas”, escreveu o pastor, conforme relato publicado pelo jornal O Globo.

A manifestação chama atenção por partir de Malafaia, que mantém histórico de proximidade política com a família Bolsonaro e costuma defender pautas alinhadas à direita. Na mensagem, ele demonstrou insatisfação com a estratégia adotada por Flávio e atribuiu a repercussão negativa do episódio à falta de orientação dos aliados do senador.

Carta de Flávio provocou reação

O documento divulgado por Flávio Bolsonaro apresentou o parlamentar como presidente legítimo do país, em contestação ao resultado das urnas e à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A primeira versão também chamou atenção por trazer o brasão nacional acompanhado da expressão “Estados Unidos do Brazil”, em referência aos Estados Unidos, onde o senador está.

Após a repercussão, a imagem do brasão foi substituída em uma nova versão do arquivo. A carta também reuniu críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegações de fraude eleitoral e agradecimentos ao presidente norte-americano Donald Trump.

Segundo a mensagem atribuída a Malafaia, Trump teria sinalizado que não pretende se envolver na disputa política brasileira. Essa afirmação, porém, aparece como relato do pastor na conversa privada, e não como uma declaração pública diretamente confirmada pelo presidente dos Estados Unidos.

O episódio expõe divergências entre figuras próximas ao bolsonarismo sobre a condução política adotada por Flávio Bolsonaro após o resultado eleitoral.

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