Deputado do PT diz ter informações da PF sobre novas prisões de bolsonaristas e pede volta de Bolsonaro à cadeia
“Eu tenho informação da Polícia Federal que vai prender muito bolsonarista”, declarou Tatto. Na sequência, o deputado reforçou a afirmação: “A Polícia Federal tem todas as informações. Muito mais gente vai ser presa nesse país”.

O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) afirmou ter informações da Polícia Federal (PF) sobre novas prisões de pessoas ligadas ao bolsonarismo. A declaração foi feita na terça-feira (27), durante discurso na tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília, quando o parlamentar também defendeu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixe a prisão domiciliar e volte ao cárcere.
“Eu tenho informação da Polícia Federal que vai prender muito bolsonarista”, declarou Tatto. Na sequência, o deputado reforçou a afirmação: “A Polícia Federal tem todas as informações. Muito mais gente vai ser presa nesse país”.
A fala chamou a atenção porque o parlamentar afirmou dispor de informações sobre possíveis prisões futuras, sem detalhar publicamente quais seriam os investigados, quais casos estariam envolvidos ou quem teria repassado os dados. Até o momento, a declaração, por si só, não confirma a existência de uma operação com novas prisões programadas.
Petista critica prisão domiciliar de Bolsonaro
Durante o pronunciamento, Tatto também questionou as condições da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. O deputado mencionou a estrutura da residência do ex-presidente, citando piscina, churrasqueira e academia, e argumentou que ele deveria voltar ao regime fechado.
“O pai já tá na cadeia, a gente achava que o filho ia tá junto com ele”, afirmou o parlamentar, em referência também ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Tatto ainda ironizou os problemas de saúde mencionados no contexto da prisão domiciliar, questionando se o ex-presidente continuava com gota e soluços. Em seguida, defendeu que Bolsonaro retornasse ao cárcere.
As declarações foram feitas em meio à disputa política após a eleição presidencial e às discussões sobre medidas judiciais envolvendo integrantes da família Bolsonaro.
Oposição cobra explicações sobre informações da PF
A afirmação de que teria informações da Polícia Federal provocou reação de parlamentares da oposição. A deputada Caroline de Toni (PL-SC) questionou publicamente a origem dos dados citados pelo petista e perguntou quem teria repassado as informações.
O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) também criticou o pronunciamento e defendeu que Tatto esclareça como teve acesso ao que descreveu como informações da corporação. Outros parlamentares cobraram explicações sobre a possibilidade de acesso a dados relacionados a investigações.
Até a publicação das reportagens consultadas, não havia confirmação pública apresentada por Tatto que permitisse verificar a origem ou o conteúdo das informações mencionadas. Também não foi apresentada, nas declarações reproduzidas, uma lista de pessoas que seriam alvo de futuras prisões.
A fala do deputado, portanto, abriu um questionamento político sobre a origem das informações alegadas, mas não comprova, isoladamente, que novas prisões estejam determinadas ou que apoiadores do ex-presidente sejam alvos por suas posições políticas.
O caso reacende o debate sobre transparência, sigilo de investigações e a necessidade de distinguir medidas judiciais fundamentadas em suspeitas de crimes de qualquer ação motivada por preferência ou oposição política.
Mais em Política Nacional
Ver editoria
Flávio Bolsonaro divulga carta e promete comandar oposição brasileira dos Estados Unidos

INSS vai aumentar aposentadoria em 25%: entenda como pedir e quem tem direito

“Se ele fica no Brasil, será preso”, diz deputado ao comentar caso Flávio Bolsonaro
