Abilio critica “caça às bruxas”, mas ironiza trabalhadores de esquerda
Prefeito de Cuiabá afirmou que não defende demissões por posicionamento político, mas usou sarcasmo ao comentar a polêmica envolvendo empresários conservadores e trabalhadores petistas

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), ironizou a discussão sobre empresários conservadores que defendem a demissão de funcionários que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora tenha afirmado ser contrário a uma “caça às bruxas” no ambiente de trabalho, o prefeito sugeriu, em tom de provocação, que os próprios trabalhadores de esquerda peçam demissão caso se sintam desconfortáveis em empresas comandadas por bolsonaristas.
“Eu não acho que a gente deva iniciar uma caça às bruxas dessa forma, não acho que tem que sair mandando embora o pessoal que votou no Lula. Eu acho que o pessoal que votou no Lula é quem tem que pedir demissão, porque é muito opressor trabalhar com bolsonarista”, declarou.
Na sequência, Abilio afirmou que os trabalhadores poderiam procurar empresas cujos posicionamentos políticos e propostas de trabalho estivessem mais alinhados às suas preferências. A fala foi apresentada pelo prefeito como uma ironia à discussão sobre liberdade política e relações entre empregadores e funcionários.
“Assim ele não fica sofrendo num ambiente de trabalho onde o chefe é um bolsonarista. O pessoal que votou no Lula tem que pedir demissão para poder ter uma vida mais tranquila”, acrescentou.
Prefeito ironiza debate sobre jornada de trabalho
Abilio também associou a provocação às propostas de redução da jornada semanal, mencionando os modelos de escala 4x3 e 0x0. Ele sugeriu que eleitores de Lula que defendem essas mudanças procurem empresas que adotem modelos semelhantes.
“É muito opressor trabalhar com ‘fascista’, com quem prega atos antidemocráticos”, afirmou, em tom irônico, ao criticar a ideia de que empresários bolsonaristas seriam maus chefes ou patrões.
A declaração ocorre em meio ao debate sobre os limites entre posicionamento político e relações profissionais. A discussão envolve tanto a liberdade de opinião de trabalhadores e empresários quanto a possibilidade de discriminação no ambiente de trabalho por preferência política.
Embora Abilio tenha dito que não defende demissões motivadas pelo voto, sua sugestão para que funcionários peçam desligamento voluntariamente acrescentou um tom provocativo à discussão.
Mais em Política MT
Ver editoria
Thiago Boava vê risco de Centrão reduzir espaço do PL na Câmara após derrota de Flávio

Abilio Brunini rebate discurso de derrota e afirma que bolsonarismo segue forte no Congresso

CPI da CS Mobi apresenta relatório final e pode embasar medidas contra concessão em Cuiabá
