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Análise de dados sociais e escuta social marcarão novo ciclo

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Carta de princípios, diagnóstico, mapa e objetivos estratégicos, indicadores e monitoramento foram alguns dos assuntos trabalhados durante o 1° módulo da capacitação “Governança no MPMT: Trilha de aprendizado para inovar com resultados”, que aconteceu na segunda e terça-feira desta semana. As contribuições realizadas deverão ser incorporadas no novo ciclo do Planejamento Estratégico Institucional previsto para 2024-2032.

De acordo com a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Hellen Uliam Kuriki, o objetivo da capacitação foi qualificar ainda mais a equipe técnica para a condução da elaboração do novo ciclo estratégico. “Buscaremos, no novo ciclo, fortalecer a escuta social em todos os municípios do estado e investir na análise de dados sociais e, com isso construir com os integrantes um plano estratégico que cada vez mais entregue resultados socialmente relevantes em cumprimento à nossa missão constitucional”, adiantou.

A promotora de Justiça auxiliar da Corregedoria-Geral do MPMT, Regilaine Magali Crepaldi, avaliou positivamente a discussão. “A possibilidade de refletir sobre o Planejamento Estratégico e sistematizar contribuições a serem incorporadas no ciclo previsto a partir de 2024, à luz de sólida fundamentação teórica e contributos práticos por parte da equipe técnica, levará a inovações e à perspectiva de melhores resultados, aproximando o Ministério Público ainda mais da sociedade”, destacou.

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O Workshop foi realizado pelo MPMT e Instituto Publix, na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. Vinte e seis integrantes da instituição participaram do evento.

Fonte: MP MT

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MP consegue decisão para reativação imediata da Escola Estadual Denis Manerich

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A 3ª Promotoria de Justiça de Alto Araguaia (a 415 km de Cuiabá) obteve na Justiça uma decisão liminar que impede a desativação da Escola Estadual Denis Manerich de Oliveira, localizada em Alto Taquari. A decisão determina que o Estado de Mato Grosso suspenda imediatamente o ato administrativo que fechou a unidade, reativando-a em até 72 horas, com a garantia de matrícula para todos os interessados e o fornecimento de professores e servidores em número adequado. O curto prazo se deve à proximidade do início do ano letivo.

Atendendo a um pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a decisão também estabelece que seja promovido um amplo debate com a comunidade escolar, incluindo a participação do Conselho Municipal de Educação e outras entidades, para avaliar alternativas de manutenção da escola ou a realocação dos alunos em outra unidade de ensino. Além disso, no prazo de 30 dias, o Estado deverá apresentar estudos técnicos que comprovem que o fechamento da escola é realmente benéfico para os alunos nos aspectos logístico, psicológico, cultural, social e pedagógico. O descumprimento da decisão acarretará multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 300 mil.

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Falta de justificativa levou MP a acionar a Justiça

A Ação Civil Pública foi ajuizada pelo promotor de Justiça Frederico César Batista Ribeiro após o recebimento de denúncias de mães preocupadas com o impacto do fechamento da escola para seus filhos. Um abaixo-assinado pedindo a permanência da unidade também foi apresentado ao MP. Ao questionar a Diretoria Regional de Educação (DRE) de Rondonópolis, a direção da escola e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), a Promotoria não recebeu respostas convincentes sobre os motivos do encerramento das atividades da escola.

“Assim como a comunidade escolar não foi esclarecida sobre o motivo do fechamento da escola com melhor avaliação pedagógica, o Estado também não apresentou ao Ministério Público critérios técnicos ou estudos que embasassem essa decisão”, destacou o promotor.

Após colher depoimentos, o MP apurou que:

  • O fechamento da Escola Estadual Denis Manerich foi decidido de forma unilateral pelo Estado;
  • Não houve reunião prévia com os pais dos alunos para discutir a decisão;
  • A Escola Carlos Irrigaray Filho, indicada como alternativa, não possui estrutura adequada para receber todos os estudantes da Denis Manerich e da escola municipal;
  • Alunos com deficiência podem ser prejudicados, pois não há comprovação de que haverá atendimento especializado na nova unidade.
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Com a decisão judicial, a comunidade escolar aguarda um posicionamento definitivo do Estado sobre o futuro da escola e de seus estudantes.

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