Mato Grosso

TAC prevê a criação de duas unidades de conservação no Pantanal

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O fazendeiro José Francisco de Moraes firmou Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) e Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso para colocar fim a quatro ações civis públicas e duas ações penais que o Ministério Público moveu em desfavor do fazendeiro.

Moraes e outros familiares foram acusados do desmatamento de 1.466 hectares de vegetação nativa do Pantanal Mato-grossense, em quatro fazendas no município de Itiquira, distante 360 km da Capital, em decorrência de uma série de intervenções não autorizadas iniciadas em 2016.

Em 2019, várias intervenções simultâneas em imóveis de propriedade de Moraes e de seus familiares foram detectadas no âmbito do Projeto Olhos da Mata, que busca detectar desmatamentos em seu início por meio de alertas em tempo próximo ao real, utilizando a plataforma Global Forest Watch. O projeto também notifica os proprietários por meio eletrônico (Whatsapp ou e-mail) a apresentarem autorização de desmatamento pelo órgão ambiental ou cessarem as intervenções não autorizadas, sob pena de deflagração de operações em campo.

No ANPP, o Ministério Público menciona seis imputações criminais contra o fazendeiro, por fatos ocorridos de julho de 2018 a outubro de 2020. As infrações foram cometidas nas fazendas Buriti Solteiro, Santíssima Trindade e Gleba Periquito. Além da destruição de vegetação nativa, José Francisco de Moraes é acusado de impedir e dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação, mediante a manutenção de gado em área embargada pelo órgão ambiental e realização de queima em leiras formadas por remanescentes de vegetação nativa desvitalizada.

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Para colocar fim às ações penais, o fazendeiro deverá frequentar um curso de conscientização ecológica que será fornecido a reeducandos que cometeram crimes ambientais – além de pagar 200 salários-mínimos ao Fundo Municipal do Meio Ambiente, a título de prestação pecuniária. O recurso poderá ser utilizado pelo Município de Itiquira para a implantação de fontes renováveis de energia em prédios e equipamentos públicos.

Na esfera cível, o fazendeiro deverá pagar indenização de quase R$ 1,5 milhão, além de realizar a doação de duas áreas de interesse ecológico ao poder público. A primeira, é uma área de 150 hectares localizada às margens do Rio Itiquira, próximo à região conhecida como “Cachoeira do Itiquira”, um local de reprodução de diversas espécies de peixes da Bacia do Alto Paraguai.

A segunda área, com 1.506 hectares, deverá ser adquirida pelo requerido dentre as áreas de maior interesse ecológico no município de Itiquira para a conservação da biodiversidade e a formação de corredores ecológicos entre áreas protegidas. Caso a obrigação não seja cumprida, a área poderá ser desmembrada de uma ou mais das fazendas em que ocorreu o dano, em polígono indicado pelo Ministério Público.

Além da reparação dos danos ambientais material, interino, residual e extrapatrimonial, o acordo estabelece a necessidade de elaboração e execução de Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADAs) – um por imóvel – e a regularização das áreas desmatadas suscetíveis à supressão de vegetação nativa, cujos danos, em parte, foram objeto de compensação ecológica.

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Com o acordo, serão revogadas as decisões liminares nas ações civis públicas determinadas pelo juiz Rafael Siman Carvalho em outubro de 2020, bem como as medidas cautelares diversas da prisão impostas pelo magistrado em julho de 2021, acolhendo requerimentos do Ministério Público.

Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, responsável pelos acordos, estes representam um avanço na proteção dos nossos biomas, especialmente, do Pantanal. “Penso que, assegurada a reparação da própria área desmatada, não há melhor destinação de recursos decorrentes de danos ambientais que a regularização ou criação de unidades de conservação de proteção integral. Com o acordo, teremos a doação de cerca de 1.700 hectares de vegetação nativa ao poder público para essa finalidade. No contexto da emergência climática e da sexta extinção em massa, cada palmo protegido de nossos biomas conta muito, inclusive porque tais áreas funcionam como sumidouros de carbono naturais”.

O acordo de não persecução penal foi homologado pela juíza Fernanda Mayumi Kobayashi na data de ontem e o termo de ajustamento de conduta segue para homologação.

Crédito Foto: Wikipedia

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Mato Grosso

Seduc avança com instalação de internet via satélite em escolas da Rede Estadual

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) vem ampliando o acesso à conectividade nas escolas da Rede Estadual localizadas em regiões com infraestrutura de telecomunicações limitada.

Na primeira etapa, o projeto prioriza unidades indígenas, do campo e quilombolas, com a implantação de internet via satélite em 100 escolas. Até o momento, 83 instalações já foram concluídas e as demais serão concluídas até julho.

A iniciativa busca reduzir a exclusão digital em regiões remotas do estado e fortalecer o acesso de estudantes, professores e gestores a ferramentas educacionais e administrativas.

De acordo com a Seduc, as unidades contempladas estão localizadas em territórios onde as dificuldades geográficas impedem a implantação de infraestrutura convencional de telecomunicações.

Com a instalação dos kits Starlink Empresarial, as unidades passam a contar com conexão de alta velocidade e maior estabilidade O serviço contratado pela Seduc inclui um pacote empresarial com franquia prioritária de 2 TB, garantindo desempenho máximo dentro do volume contratado.

Após esse limite, a conexão permanece ativa, porém sem prioridade de tráfego. O serviço também conta com monitoramento contínuo dos pontos instalados, suporte técnico, manutenção e garantia de atendimento.

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Para a secretaria, além de facilitar o acesso a plataformas educacionais, a conectividade torna a rotina administrativa das unidades mais ágil. A iniciativa beneficia diretamente professores, estudantes e servidores, que passam a contar com mais recursos para o desenvolvimento das atividades diárias.

Na Escola Estadual Indígena Dorothy Stang, a chegada da internet via satélite já é vista como um avanço importante para a comunidade escolar. Segundo o secretário da unidade, Marcelino Lima Dias, a nova estrutura proporciona uma conexão mais estável e de melhor qualidade, contribuindo para o fortalecimento das atividades pedagógicas e administrativas.

“A instalação do equipamento representa um avanço fundamental para a nossa escola. Todo o trabalho pedagógico e administrativo será beneficiado, o que permitirá mais agilidade, acesso a recursos educacionais e melhores condições para o desenvolvimento das atividades diárias dos alunos, professores e servidores”, afirma ele.

De acordo com a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, “levar internet de qualidade às escolas localizadas em regiões remotas é garantir que os estudantes tenham acesso às mesmas oportunidades de aprendizagem, independentemente da distância ou da localização de suas comunidades”.

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O projeto também amplia as oportunidades de formação continuada para os educadores, que passam a ter acesso facilitado a cursos, materiais atualizados e canais de comunicação com a rede estadual. Para os estudantes, a conectividade significa maior acesso a pesquisas, conteúdos digitais e ferramentas que enriquecem o processo de aprendizagem.

Atualmente, a Rede Estadual conta com 70 escolas indígenas, que atendem mais de 9 mil estudantes, e 118 escolas do campo, responsáveis pelo atendimento de 30.031 alunos. Além disso, a rede tem 4 escolas quilombolas que atendem 1.646 estudantes.

Fonte: Governo MT – MT

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