Mato Grosso

Sesp entrega 8 mil livros para Sistema Penitenciário e Socioeducativo

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT) iniciou, nesta sexta-feira (01.09), a entrega de mais de 8 mil livros para o Sistema Penitenciário e Socioeducativo. As obras fazem parte da campanha “Leitura que Transforma” e foram recebidas em solenidade realizada no Tribunal de Justiça. Os exemplares arrecadados têm a finalidade de promover o hábito da leitura e reflexão para os privados de liberdade.

A campanha é uma iniciativa do Poder Judiciário e do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), e conta com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que arrecadou mais de 2.200 livros. A ação foi destinada à reposição dos livros educativos da Sesp.

O secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, destaca a importância da campanha para o desenvolvimento pessoal de cada preso, e afirma a abrangência do projeto em todas as unidades do Sistema Penitenciário e do Socioeducativo de Mato Grosso. “Esses livros serão distribuídos nas 41 unidades do Sistema Penitenciário, e também nas unidades socioeducativas. Isso ajuda na ressocialização e na reinserção deles no seio social”, ressalta.

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A “Leitura que Transforma” oferece ao reeducando a oportunidade de reduzir a pena por meio dos livros. De acordo com a resolução 391 do Conselho Nacional de Justiça, essa redução pode chegar a até 48 dias no período de 12 meses, sendo que o detento possui o direito de ler até um livro por mês. Para isso, o termo exige que o reeducando escreva uma resenha após cada leitura, que é avaliada por uma comissão, constituída por juízes da execução penal.

A secretária adjunta de Justiça, Lenice Silva dos Santos Barbosa, responsável pelo Sistema Socioeducativo, também confirma a importância do arrecadamento dos livros para os jovens internados. “No sistema educativo nós temos o Plano Individual de Atendimento, e cada livro vem a incorporar pedagogicamente, porque é nele que o adolescente desenha o seu futuro. Será maravilhoso receber esses conteúdos”, destaca.

O supervisor do GMF, desembargador Orlando de Almeida Perri, ainda salientou a necessidade da ação para garantir o desenvolvimento da leitura das pessoas em situação de cárcere, oferecendo ocupação e conhecimento.

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A campanha teve início no dia 12 de maio e foi encerrada em 5 de agosto, com a meta inicial de dois mil livros superada em mais de 300%. Os cidadãos podem colaborar com a doação de obras mesmo fora do período de campanha. O doador pode contribuir diretamente nas unidades penitenciárias de suas cidades, colaborando para tornar todas as bibliotecas mais equipadas e adequadas para atender às demandas necessárias.

Também participaram do evento a presidente da OAB, Gisela Cardoso, e o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves.

(Com supervisão de Fabiana Mendes)

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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